{"id":7261,"date":"2023-03-17T12:51:26","date_gmt":"2023-03-17T15:51:26","guid":{"rendered":"https:\/\/portal.agromulher.com.br\/?p=7261"},"modified":"2023-03-17T15:32:37","modified_gmt":"2023-03-17T18:32:37","slug":"mulheres-e-a-mao-de-obra-no-agro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/lideranca-feminina\/mulheres-e-a-mao-de-obra-no-agro\/","title":{"rendered":"Mulheres e a m\u00e3o-de-obra no Agro"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: left;\">De acordo com o levantamento, nas fazendas, as mulheres ocupam 16% da m\u00e3o de obra do agro. Em cargos de lideran\u00e7a elas est\u00e3o ocupando 34% do total.<\/h3>\n<p>De acordo com a segunda edi\u00e7\u00e3o da pesquisa de Diversidade, Equidade e Inclus\u00e3o nas Organiza\u00e7\u00f5es da Deloitte afirma que <strong>o total de mulheres trabalhando em empresas do agroneg\u00f3cio aumentou 13,3% no ano passado.<\/strong><br \/>\nApesar do avan\u00e7o, <strong>elas ainda representam apenas 16,2% da for\u00e7a de trabalho ocupada pelo setor<\/strong>, como mostram os resultados apresentados na 7\u00aa Confer\u00eancia Nacional da Mulher no Agroneg\u00f3cio (CNMA), em S\u00e3o Paulo. O evento conta com o apoio da Associa\u00e7\u00e3o de Agricultura do Brasil (Abag) e do jornal O Estado de S. Paulo como parceiros de m\u00eddia.<\/p>\n<p>O universo do agroneg\u00f3cio \u00e9 composto por mulheres e homens. A pesquisa mostra que, <strong>nas fazendas como profissionais em cargos de lideran\u00e7a s\u00e3o 34% do total<\/strong> &#8211; <strong>mais do que no universo geral da economia, onde o total de mulheres no topo \u00e9 de 27%.<\/strong> &#8220;Ficamos surpresas com o aumento da representatividade, mesmo ainda sendo muito pequena&#8221;, diz Carolina Verginelli, s\u00f3cia de consultoria da Deloitte.<\/p>\n<p>A sucess\u00e3o foi um dos fatores que toleraram para o aumento do n\u00famero de mulheres no agro. As mulheres tamb\u00e9m est\u00e3o se destacando na gest\u00e3o dos neg\u00f3cios familiares e recebendo cada vez mais responsabilidades na condu\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>De acordo com Deloitte de todos os 21 setores pesquisados o agro \u00e9 apenas o 19\u00ba em representatividade feminina, ou seja, o terceiro mais baixo, depois de ind\u00fastrias extrativas e constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p><strong>O maior obst\u00e1culo para a participa\u00e7\u00e3o das mulheres no setor agr\u00edcola \u00e9 cultural<\/strong>. Do total de 400 entrevistados, 76% disseram que \u00e9 uma mudan\u00e7a cultural nas organiza\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas para que as mulheres tenham mais participa\u00e7\u00e3o. <strong>No entanto, 41% das mulheres que trabalham no setor afirmaram ter sido questionadas quanto \u00e0 sua capacidade para o trabalho.<\/strong> Isso apesar de haver uma taxa de 9% de trabalhadores altamente qualificados nesse segmento, contra apenas 3% entre os homens.<\/p>\n<p>Angela Castro, l\u00edder do programa de diversidade e inclus\u00e3o da Deloitte, diz \u201cIsso \u00e9 absurdo, porque nenhuma mulher do agro precisa empurrar trator. Com a tecnologia o trabalho deixou de ser bra\u00e7al\u201d.<\/p>\n<p>Um levantamento da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA) mostra que a maioria das mulheres \u00e9 contratada como m\u00e3o de obra permanente nos estabelecimentos agropecu\u00e1rios, mas nem sempre os benef\u00edcios s\u00e3o iguais. Al\u00e9m disso, as mulheres do agroneg\u00f3cio ganham menos do que os homens: um valor m\u00e9dio de R$ 1.606 por m\u00eas, ante R$ 1.950 dos homens. Outro relato \u00e9 o alto \u00edndice de demiss\u00e3o nos 12 meses seguintes \u00e0 licen\u00e7a-maternidade, que chega a 35%.<br \/>\nAs mulheres est\u00e3o presentes nas fazendas e na \u00e1rea rural, no entanto suas condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o boas quanto as dos homens.<\/p>\n<p><b>Para que esse cen\u00e1rio mude, \u00e9 necess\u00e1rio que a\u00a0 quantidade de mulheres em cargos de lideran\u00e7a aumente.<\/b> De acordo com a pesquisa 35% das mulheres disseram que n\u00e3o se sente ouvidas nas associa\u00e7\u00f5es de classe, afirma Carolina que \u201cQuando elas participam, os homens n\u00e3o d\u00e3o cr\u00e9dito ao que elas dizem. Isso precisa mudar\u201d.<\/p>\n<p>Por isso, a AgroMulher busca <strong>unir cada vez mais as mulheres do campo, para que possamos juntas alcan\u00e7ar posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a<\/strong> e promover transforma\u00e7\u00f5es no setor.<\/p>\n<p>Mat\u00e9ria exclusiva do site Exame: <a href=\"https:\/\/exame.com\/agro\/mulheres-sao-16-da-mao-de-obra-do-agro\/amp\/\">https:\/\/exame.com\/agro\/mulheres-sao-16-da-mao-de-obra-do-agro\/amp\/\u00a0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com o levantamento, nas fazendas, as mulheres ocupam 16% da m\u00e3o de obra do agro. Em cargos de lideran\u00e7a elas est\u00e3o ocupando 34% do total. 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