{"id":5354,"date":"2020-08-10T12:00:42","date_gmt":"2020-08-10T15:00:42","guid":{"rendered":"http:\/\/portal.agromulher.com.br\/?p=5354"},"modified":"2020-08-10T09:26:42","modified_gmt":"2020-08-10T12:26:42","slug":"cultivando-mulheres-inspiradoras-antonielly-arce-rottoli","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/lideranca-feminina\/cultivando-mulheres-inspiradoras-antonielly-arce-rottoli\/","title":{"rendered":"Cultivando mulheres inspiradoras \u2013 Antonielly Arce Rottoli"},"content":{"rendered":"<h2><strong>Reconhecer as dificuldades em comum e o potencial das mulheres do agro \u00e9 o caminho para a forma\u00e7\u00e3o de grupos de empoderamento e motiva\u00e7\u00e3o para essas mulheres assumirem, cada vez mais, seu papel e seu espa\u00e7o no campo<\/strong><\/h2>\n<p>Para mostrar essa for\u00e7a feminina no agro, criamos o quadro <strong>\u201cCultivando mulheres inspiradoras\u201d<\/strong>. Esse quadro de entrevistas trar\u00e1 hist\u00f3rias de supera\u00e7\u00e3o de grandes mulheres do agro, com todos seus desafios e oportunidades.<\/p>\n<p>Hoje em nossa entrevista, trazemos a hist\u00f3ria da <strong>agropecuarista e Delega Regional da Aprosoja Rond\u00f4nia, Antonielly Rottoli.<\/strong><\/p>\n<p>Antonielly, nascida e criada em Amambai \u2013 MS, declara prontamente que \u201co agro a escolheu\u201d. Ela se envolveu com o agroneg\u00f3cio por conta do seu namorado na \u00e9poca da faculdade de Direito. De l\u00e1 para c\u00e1, tanto o namoro quanto o amor pelo agro perpetuaram e, hoje, aquele namorado \u00e9 o esposo de Antonielly, que tanto a tem ensinado e despertou nela o amor pelo agro.<\/p>\n<p>Assim como a maioria das mulheres, Antonielly teve dificuldades no in\u00edcio, e no caso dela os maiores desafios surgiram pela falta de preparo na \u00e1rea do agroneg\u00f3cio. \u201c<strong>A maior dificuldade \u00e9 se reconhecer como gestora<\/strong>, e tamb\u00e9m de outras pessoas nos reconhecerem como uma mulher que tamb\u00e9m est\u00e1 \u00e0 frente dos neg\u00f3cios da empresa\u201d, pontua ela.<\/p>\n<p>Quanto ao preconceito, ela destaca que o mais dif\u00edcil para ela \u00e9 aquele vindo das pr\u00f3prias mulheres da \u00e1rea. \u201cO preconceito de outras pessoas tamb\u00e9m pesou muito, mas o que mais d\u00f3i \u00e9 o que vem da pr\u00f3pria mulher, das mulheres que est\u00e3o a nossa volta e nos desmerecem pelo que fazemos\u201d, comenta a Delegada Regional da Aprosoja.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, Antonielly reconhece que aprendeu muito na pr\u00e1tica e que tem um longo caminho pela frente. Antonielly aprendeu tudo no dia-a-dia, a partir da oportunidade concedida pelo esposo para participar da atividade. Encarou essa viv\u00eancia como uma escola e, a partir da\u00ed, ela tem buscado tamb\u00e9m aprimoramento em cursos em diversas \u00e1reas. \u201cHoje, sinto que estou apenas come\u00e7ando e que tenho muito a melhorar profissionalmente. Tenho planos de me qualificar ainda mais\u201d, declara ela.<\/p>\n<h3><strong>Agromulheres Rond\u00f4nia<\/strong><\/h3>\n<p>Al\u00e9m de suas fun\u00e7\u00f5es dentro da empresa da fam\u00edlia, junto a seu esposo, Antonielly \u00e9 uma das idealizadoras do grupo Agromulheres Rond\u00f4nia, movimento sem fins lucrativos, conduzido por volunt\u00e1rias, que busca unir essas agro mulheres e dar voz a elas. Segundo ela, o movimento surgiu, como iniciativa dela e de outra agro mulher, Beatriz Rosa, a partir de uma conex\u00e3o despretensiosa pela internet e o encontro em alguns eventos voltados para as mulheres do agro, como o Business Day Rond\u00f4nia e o Congresso Nacional das Mulheres do Agroneg\u00f3cio, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Nesses eventos, Antonielly e Beatriz encontraram outras mulheres com as mesmas necessidades e dificuldades. A partir desses momentos e encontros, as ideias e o projeto tomaram uma propor\u00e7\u00e3o maior e o movimento foi crescendo dentro do estado, mais mulheres se engajando e todas trabalhando pelo mesmo prop\u00f3sito.<\/p>\n<p>Dentro do projeto Agromulheres Rond\u00f4nia, Antonielly e as demais mulheres que foram comprando a ideia do grupo perceberam que as mulheres estavam \u00e0 frente de muitos neg\u00f3cios, mas tinham vergonhar de se posicionar como tais agentes de mudan\u00e7a e de importante papel. \u201cElas n\u00e3o se sentiam protagonistas da sua hist\u00f3ria. Elas estavam batalhando mas tinham vergonha em falar: <strong>\u2018eu fa\u00e7o, sou eu que dou a ideia, eu estou junto participando da tomada de decis\u00e3o\u2019<\/strong>. Isso nos motivou ainda mais. Movimentos como esses s\u00e3o capazes de transformar vidas. Elas se inspiram, acaba aflorando o protagonismo na mulher e ela se identifica e se autoafirma, se reconhece e consegue assumir seu local, com empoderamento.\u201d, conta Antonielly.<\/p>\n<h3><strong>Desafios e potenciais femininos no cen\u00e1rio agro<\/strong><\/h3>\n<p>Diante de um cen\u00e1rio t\u00e3o amplo e diverso como o agroneg\u00f3cio, Antonielly considera que o maior desafio hoje \u00e9 a motiva\u00e7\u00e3o dessas mulheres do agro. \u201cO desafio \u00e9 motivar as mulheres que se identificam comigo, para que elas saiam do seu casulo e enfrentem as dificuldades, para podermos crescer juntas, uma dando for\u00e7a para outra\u201d, declara.<\/p>\n<p>Sob a perspectiva de Antonielly, o cen\u00e1rio para as mulheres no agro est\u00e1 mudando. \u201cEstamos nos inserindo no mercado sob um <strong>novo olhar e uma nova perspectiva<\/strong>. Somos muito mais comprometidas com a quest\u00e3o social e com a sustentabilidade, e as empresas est\u00e3o observando tudo isso. Como mulheres, promovemos um direcionamento para uma realidade mais compartilhada e distribu\u00edda. N\u00f3s investimos em <strong>qualifica\u00e7\u00e3o e estudos<\/strong>, e nossas decis\u00f5es s\u00e3o mais embasadas, correndo menos riscos. Estamos dentro e fora da porteira\u201d, comemora.<\/p>\n<h3><strong>\u00a0<\/strong><strong>Aprosoja<\/strong><\/h3>\n<p>Dentro da <strong>Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Soja e Milho<\/strong> (Aprosoja), institui\u00e7\u00e3o reconhecida nacionalmente, Antonielly exerce a fun\u00e7\u00e3o de Delegada Regional em Rond\u00f4nia. \u201cNa Aprosoja, estou para ajudar a resolver qualquer demanda e dificuldades que os sojicultores tenham aqui dentro do estado de Rond\u00f4nia, passando toda a seguran\u00e7a que eles precisam para investirem dentro do estado com todo o respaldo poss\u00edvel\u201d, comenta ela. Desempenhar essa fun\u00e7\u00e3o \u00e9 motivo de grande alegria para Antonielly. Ela reconhece que uma mulher fazendo parte da diretoria da Aprosoja, s\u00f3 tem a agregar.<\/p>\n<p>Segundo Antonielly, a Associa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma entidade representativa da classe, sem fins lucrativos, constitu\u00edda por produtores rurais ligados a cultura de soja e milho, com o objetivo central de <strong>unir a classe<\/strong>, valorizando-a. A regional de Rond\u00f4nia foi criada em 2015 e, assim como as outras unidades da Associa\u00e7\u00e3o, oferece v\u00e1rias oportunidades aos produtores, realiza eventos, parcerias na aquisi\u00e7\u00e3o de insumos agr\u00edcolas; oferece atendimento jur\u00eddico aos produtores e acesso a pesquisas que s\u00e3o disponibilizadas a Rond\u00f4nia para instruir melhor os produtores; realiza an\u00e1lises de solo e mant\u00e9m um \u00f3timo relacionamento com a Embrapa. E vale destacar que qualquer produtor de soja e\/ou milho pode se associar \u00e0 Aprosoja.<\/p>\n<h3><strong>O agroneg\u00f3cio brasileiro <\/strong><\/h3>\n<p>Agropecuarista que \u00e9, Antonielly reconhece que o agroneg\u00f3cio no Brasil \u00e9 bem forte, tem grande participa\u00e7\u00e3o no PIB, e a tend\u00eancia normal \u00e9 continuar crescendo. Ela destaca que conhecer bem esse mercado permite ter mais base para tomar decis\u00f5es e identificar onde vale a pena investir seus esfor\u00e7os e os recursos financeiros. \u201cEstamos em um excelente momento, por conta da alta no pre\u00e7o tanto da soja como do boi, podendo o agropecuarista investir ainda mais em tecnologia para a melhoria de seu neg\u00f3cio\u201d, pontua Antonielly.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o mundial cresce a todo momento e as exig\u00eancias quanto a produ\u00e7\u00e3o, tanto de gr\u00e3os quanto da carne, tamb\u00e9m acompanha esse ritmo. \u201cA import\u00e2ncia e a aten\u00e7\u00e3o com a produ\u00e7\u00e3o motiva ainda mais o <strong>avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio<\/strong> no Brasil. Ent\u00e3o, um dos maiores e melhores argumentos que refor\u00e7am a import\u00e2ncia do agroneg\u00f3cio, s\u00e3o os valores do PIB e a extrema <strong>expressividade desse setor<\/strong>. Hoje, o agroneg\u00f3cio sozinho representa 21,1% do PIB brasileiro. Como todo mundo sabe, o Brasil \u00e9 um dos maiores produtores de alimento do mundo, dispomos de v\u00e1rios recursos, principalmente clim\u00e1ticos, que favorecem a nossa vasta produ\u00e7\u00e3o. Todos estes recursos associados aos investimentos feitos em <strong>tecnologia<\/strong> coloca o Brasil como o celeiro de tantas culturas\u201d, relata a agropecuarista.<\/p>\n<p>Segundo Antonielly, a <strong>lideran\u00e7a mundial<\/strong> ocupada pelo Brasil n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 resultado de grandes produ\u00e7\u00f5es, mas de sustentabilidade e competitividade vindas de tecnologias modernas e inovadoras, entre elas o vasto uso do plantio direto com seus in\u00fameros benef\u00edcios. Rond\u00f4nia trabalha com essas formas de tecnologia, conseguindo produzir a 3\u00aa safra, utilizando o boi, que \u00e9 pr\u00e1tica comum no estado. A agropecuarista avalia que a produ\u00e7\u00e3o de alimento de Rond\u00f4nia \u00e9 baseada ent\u00e3o em 3 pilares: a pr\u00e1tica <strong>social<\/strong>, o ganho <strong>econ\u00f4mico<\/strong> e a conserva\u00e7\u00e3o <strong>ambiental.<\/strong><\/p>\n<h3><strong>O caf\u00e9 de Rond\u00f4nia: Robusta Amaz\u00f4nico<\/strong><\/h3>\n<p>Dentre as grandes culturas potenciais de produ\u00e7\u00e3o em Rond\u00f4nia, o caf\u00e9 ocupa posi\u00e7\u00e3o de destaque. Antonielly relata que, atualmente, Rond\u00f4nia \u00e9 respons\u00e1vel por 97% de todo o caf\u00e9 produzido na Amaz\u00f4nia. O estado \u00e9 o 5\u00ba maior produtor de caf\u00e9 do Pa\u00eds e o 2\u00ba da esp\u00e9cie <strong><em>Cofeea canephora<\/em><\/strong>. O <strong>caf\u00e9<\/strong> produzido em Rond\u00f4nia \u00e9 denominado como o <strong>Robusta Amaz\u00f4nico<\/strong> e \u00e9 produzido por cerca de 17 mil produtores familiares, com destaque para muitas mulheres que fazem parte de todo o processo de produ\u00e7\u00e3o, sempre presentes. Antonielly destaca que a expectativa de produ\u00e7\u00e3o para a safra de 2020 \u00e9 superior a 2,3 milh\u00f5es de sacas em uma \u00e1rea plantada de 65 mil hectares no estado.<\/p>\n<p>\u201cA cafeicultura em Rond\u00f4nia \u00e9 plural e inclusiva. Tem a participa\u00e7\u00e3o das mulheres, dos jovens e dos ind\u00edgenas que s\u00e3o parte fundamental para o movimento das lavouras e quando se fala em produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 em Rond\u00f4nia, j\u00e1 conhecido nacionalmente, \u00e9 um trabalho muito bonito\u201d, comemora Antonielly que tem muito orgulho do caf\u00e9 de Rond\u00f4nia.<\/p>\n<h3><strong>De agro mulher para agro mulheres<\/strong><\/h3>\n<p>Quando incentivada a deixar uma mensagem para as outras agro mulheres que lutam todos os dias por seu espa\u00e7o, Antonielly destaca o quanto deseja que as mulheres sejam reconhecidas pelo seu trabalho dentro do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<blockquote>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cQuero que as mulheres, cada vez mais, fa\u00e7am parte das tomadas de decis\u00f5es, assumindo cargos de gest\u00e3o e lideran\u00e7a, por sua compet\u00eancia. Quero que tenham reconhecimento de seu trabalho por meio de sal\u00e1rios mais justos e que se especializem e busquem sempre mais conhecimento<\/strong><strong> em temas relacionados ao campo, forma\u00e7\u00e3o profissional, em gest\u00e3o de pessoas e gest\u00e3o de neg\u00f3cios. <\/strong><strong>\u00a0Queremos quebrar os preconceitos e somar esfor\u00e7os ao que vem sendo realizado em prol do agro no pa\u00eds. Defendo a quebra de barreiras, temos que desmistificar que \u2018mulher n\u00e3o pode\u2019, A MULHER QUER E PODE SIM! Podemos ir e chegar onde quisermos!!!\u201d<\/strong><\/h5>\n<\/blockquote>\n<p>A hist\u00f3ria de Antonielly \u00e9 mais uma das muitas hist\u00f3rias inspiradoras que vamos cultivar por aqui. Acompanhe nosso quadro e se inspire com a gente e com essas grandes agro mulheres!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reconhecer as dificuldades em comum e o potencial das mulheres do agro \u00e9 o caminho para a forma\u00e7\u00e3o de grupos de empoderamento e motiva\u00e7\u00e3o para essas mulheres assumirem, cada vez mais, seu papel e seu espa\u00e7o no campo Para mostrar essa for\u00e7a feminina no agro, criamos o quadro \u201cCultivando mulheres inspiradoras\u201d. Esse quadro de entrevistas<\/p>\n","protected":false},"author":3825,"featured_media":5355,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"episode_type":"","audio_file":"","podmotor_file_id":"","podmotor_episode_id":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","filesize_raw":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","itunes_episode_number":"","itunes_title":"","itunes_season_number":"","itunes_episode_type":"","footnotes":""},"categories":[11],"tags":[836,393,38,1134,808,569,1133,96,1136,1053,1132,1050,751,377,567,364,1135],"class_list":{"0":"post-5354","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-lideranca-feminina","8":"tag-cultivandomulheresinspiradoras","9":"tag-agro","10":"tag-agromulher","11":"tag-agromulheres-rondonia","12":"tag-agronomas","13":"tag-amazonia","14":"tag-aprosoja","15":"tag-cafe","16":"tag-canephora","17":"tag-cultivando-mulheres-inspiradoras","18":"tag-delegada","19":"tag-gerentes","20":"tag-gestoras","21":"tag-mercado","22":"tag-mulher-do-campo","23":"tag-mulheres","24":"tag-robusta-amazonico"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5354"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3825"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5354"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5354\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5355"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}