{"id":5245,"date":"2020-07-10T12:00:51","date_gmt":"2020-07-10T15:00:51","guid":{"rendered":"http:\/\/portal.agromulher.com.br\/?p=5245"},"modified":"2020-07-10T09:14:23","modified_gmt":"2020-07-10T12:14:23","slug":"recomendacoes-ineditas-promovem-recuperacao-do-cafeeiro-apos-poda-drastica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/universo-agro\/recomendacoes-ineditas-promovem-recuperacao-do-cafeeiro-apos-poda-drastica\/","title":{"rendered":"Recomenda\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas promovem recupera\u00e7\u00e3o do cafeeiro ap\u00f3s poda dr\u00e1stica"},"content":{"rendered":"<h2>Pela primeira vez, cafeicultores do bioma Cerrado contam com recomenda\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para o manejo da lavoura ap\u00f3s a recepa, a poda dr\u00e1stica aplicada em caf\u00e9s ar\u00e1bica para recuperar a produtividade ou uniformizar as plantas<\/h2>\n<p>Texto: Breno Lobato da <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/53885129\/recomendacoes-ineditas-promovem-recuperacao-do-cafeeiro-apos-poda-drastica?link=agencia\">Embrapa Cerrados<\/a><\/p>\n<p>Adapta\u00e7\u00e3o: Marluce Corr\u00eaa<\/p>\n<p>Foto: Rafael Rocha<\/p>\n<p>Um experimento desenvolvido pela\u00a0<a href=\"http:\/\/www.embrapa.br\/cerrados\">Embrapa Cerrados<\/a>\u00a0(DF) por cinco anos conseguiu determinar par\u00e2metros importantes para a recupera\u00e7\u00e3o do desempenho agron\u00f4mico e produtivo\u00a0dos cafeeiros. Os cientistas descobriram que a irriga\u00e7\u00e3o com\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-solucoes-tecnologicas\/-\/produto-servico\/784\/uso-do-estresse-hidrico-controlado-para-uniformizacao-de-florada-do-cafeeiro-irrigado-no-cerrado\">estresse h\u00eddrico controlado<\/a>\u00a0e a aplica\u00e7\u00e3o anual de 300 kg por hectare (ha) de fosfato s\u00e3o ideais para essa recupera\u00e7\u00e3o. Durante a pesquisa, as plantas que receberam o tratamento\u00a0produziram\u00a0gr\u00e3os de boa\u00a0qualidade qu\u00edmica, atestada pelos teores de a\u00e7\u00facares e prote\u00ednas encontrados.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o havia uma recomenda\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para o manejo da aduba\u00e7\u00e3o fosfatada e da irriga\u00e7\u00e3o para o cafeeiro recepado. O problema \u00e9 que, devido \u00e0 escassez de nutrientes no perfil do solo do Cerrado, principalmente o f\u00f3sforo, fundamental para o crescimento e a reprodu\u00e7\u00e3o das plantas, raramente os cafeeiros irrigados na regi\u00e3o, que t\u00eam alta exig\u00eancia nutricional, recuperam o potencial de produ\u00e7\u00e3o e de qualidade de gr\u00e3os ap\u00f3s a recepa. Al\u00e9m disso, o transporte do f\u00f3sforo no solo e a absor\u00e7\u00e3o pela planta envolvem n\u00edveis diferenciados de umidade.<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel pelo estudo que avaliou diferentes formas de aduba\u00e7\u00e3o fosfatada de manuten\u00e7\u00e3o e manejos h\u00eddricos, o pesquisador\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/362291\/adriano-delly-veiga\">Adriano Veiga<\/a>\u00a0observou que as plantas retomaram melhor o crescimento vegetativo e produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os no tratamento com 300 kg\/ha de fosfato aplicados em superf\u00edcie e irriga\u00e7\u00e3o com uso estresse h\u00eddrico controlado. Ele aponta que a estrat\u00e9gia de manejo de aduba\u00e7\u00e3o fosfatada e de irriga\u00e7\u00e3o recomendada para o cafeeiro recepado, a partir desses resultados, coincide com a pr\u00e1tica j\u00e1 adotada pelos produtores para as plantas adultas em diferentes \u00e1reas.<\/p>\n<h3><strong>An\u00e1lise de solo \u00e9 fundamental<\/strong><\/h3>\n<p>O cientista salienta que, tanto no caso das plantas recepadas como no das adultas, o produtor deve, a cada ano, coletar amostras de solo e de folhas para verificar os n\u00edveis dos nutrientes antes de aplicar o adubo fosfatado. \u201cAs an\u00e1lises laboratoriais de solo v\u00e3o indicar a quantidade de adubo a ser aplicada, em setembro, que resulte nos dois ter\u00e7os iniciais da dose recomendada. No fim do ano, a an\u00e1lise foliar deve ser feita para verificar o quanto aplicar para completar o ter\u00e7o restante\u201d, recomenda.<\/p>\n<p>Apesar de ter sido gerada a partir de apenas uma cultivar, a recomenda\u00e7\u00e3o se aplica \u00e0s demais cultivares de caf\u00e9 utilizadas em sistema irrigado no Cerrado. \u201cA diferen\u00e7a, sejam elas tradicionais ou modernas, est\u00e1 na resposta \u00e0 poda, principalmente de tipos mais dr\u00e1sticos\u201d, justifica Veiga.<\/p>\n<h3><strong>Melhor desempenho agron\u00f4mico<\/strong><\/h3>\n<p>Durante os cinco anos de avalia\u00e7\u00e3o, os pesquisadores observaram o desempenho agron\u00f4mico m\u00e9dio das plantas devido ao fator da bienalidade, intr\u00ednseco \u00e0 cultura do caf\u00e9. O fen\u00f4meno fisiol\u00f3gico ocorre tanto em variedades ar\u00e1bica quanto em can\u00e9fora, alternando maior produ\u00e7\u00e3o numa safra com menor na seguinte.<\/p>\n<p>A maior produtividade m\u00e9dia em fun\u00e7\u00e3o da aduba\u00e7\u00e3o fosfatada, cerca de 50 sc\/ha, foi observada no tratamento com 300 kg\/ha de fosfato em superf\u00edcie. Veiga observa que existe uma curva crescente de produtividade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s doses de fosfato na aduba\u00e7\u00e3o do cafeeiro, mas que \u00e9 preciso levar em conta tanto a quest\u00e3o econ\u00f4mica, considerando a rela\u00e7\u00e3o entre a quantidade aplicada, a produ\u00e7\u00e3o e o custo, como a do pr\u00f3prio adubo, cuja fonte para produ\u00e7\u00e3o existe em quantidade finita na natureza. \u201c\u00c9 preciso haver uma limita\u00e7\u00e3o\u201d, diz, acrescentando que ajustes nas formas de aduba\u00e7\u00e3o est\u00e3o em estudo por outros projetos de pesquisa, como a possibilidade de uso de adubos foliares, mais baratos, em complemento ao uso do f\u00f3sforo no solo.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise isolada dos diferentes manejos h\u00eddricos, as produtividades foram semelhantes nos tratamentos com irriga\u00e7\u00e3o (cerca de 60 sc\/ha em valores m\u00e9dios), sendo bem inferior no sistema de sequeiro (30 kg\/ha), como esperado. No caso da irriga\u00e7\u00e3o com estresse h\u00eddrico controlado, h\u00e1 ainda a vantagem da uniformidade da flora\u00e7\u00e3o e, em consequ\u00eancia, a colheita de maior quantidade de frutos no mesmo est\u00e1dio de matura\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da economia de \u00e1gua e de energia.<\/p>\n<h3><strong>Qualidade dos gr\u00e3os \u00e9 reflexo do manejo<\/strong><\/h3>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m avaliou a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dos gr\u00e3os crus. Nos tratamentos com irriga\u00e7\u00e3o (cont\u00ednua e estresse h\u00eddrico controlado) e com maiores doses de adubo fosfatado, pr\u00f3ximas a 300kg\/ha anuais em superf\u00edcie, foram encontrados os maiores teores m\u00e9dios de a\u00e7\u00facares totais, que conferem a do\u00e7ura, importante atributo de qualidade da bebida no caf\u00e9 ar\u00e1bica, e de prote\u00ednas, respons\u00e1veis por diversos aromas. Tamb\u00e9m foram quantificados os teores m\u00e9dios de cafe\u00edna e de \u00f3leo, que responderam de formas diferentes aos manejos aplicados.<\/p>\n<p>Nos gr\u00e3os de plantas manejadas com estresse h\u00eddrico controlado e 300kg\/ha anuais de fosfato em superf\u00edcie, o teor m\u00e9dio de a\u00e7\u00facares totais foi de 7% do peso do gr\u00e3o, sendo a sacarose o principal a\u00e7\u00facar, representando 95% do total. Segundo a pesquisadora Sonia Celestino, o teor m\u00e9dio de a\u00e7\u00facares totais para caf\u00e9s ar\u00e1bica de boa qualidade de bebida varia de 6% a 9%. \u201cVimos como o manejo da cultura influencia no teor de a\u00e7\u00facar dos gr\u00e3os, carro-chefe de nossas an\u00e1lises. No manejo com 60 kg\/ha de adubo e sem irriga\u00e7\u00e3o, o teor m\u00e9dio foi de apenas 3%\u201d, compara.<\/p>\n<p>O maior teor m\u00e9dio de prote\u00ednas tamb\u00e9m foi encontrado nos gr\u00e3os de plantas manejadas conforme a recomenda\u00e7\u00e3o gerada: 13,03% do peso do gr\u00e3o, sendo que nos gr\u00e3os do caf\u00e9 de sequeiro e aduba\u00e7\u00e3o de 60 kg\/ha anual o teor m\u00e9dio foi de 12,69%. Sonia explica que a diferen\u00e7a de 0,34 ponto percentual \u00e9 estat\u00edstica, por\u00e9m muito pequena. \u201cEm uma tonelada de gr\u00e3os crus, isso representa 3,4 kg de prote\u00ednas\u201d, observa.<\/p>\n<p>Quanto aos teores m\u00e9dios de cafe\u00edna, subst\u00e2ncia que confere o amargor caracter\u00edstico \u00e0 bebida, n\u00e3o houve diferen\u00e7a significativa entre os diferentes tratamentos com adubo fosfatado. J\u00e1 quando se analisou o manejo h\u00eddrico, os gr\u00e3os de plantas com irriga\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e com estresse h\u00eddrico apresentaram valores pr\u00f3ximos \u2013 0,71% e 0,65% do peso do gr\u00e3o, respectivamente \u2013 enquanto no gr\u00e3o do caf\u00e9 sequeiro ficou em 0,59%.<\/p>\n<p>J\u00e1 entre os percentuais m\u00e9dios de \u00f3leo, na produ\u00e7\u00e3o de sequeiro com aplica\u00e7\u00e3o anual de 60 kg\/ha de fosfato, foi observado o maior teor m\u00e9dio \u2013 9,9% do peso do gr\u00e3o cru. J\u00e1 nos gr\u00e3os das plantas com a estrat\u00e9gia recomendada de manejo, o teor m\u00e9dio de \u00f3leo foi de 7,6%. O \u00f3leo \u00e9 normalmente extra\u00eddo dos gr\u00e3os n\u00e3o aproveitados no beneficiamento e pode ser usado na ind\u00fastria cosm\u00e9tica. \u201c\u00c9 claro que ningu\u00e9m planta caf\u00e9 pensando no \u00f3leo, que \u00e9 obtido do refugo da lavoura\u201d, lembra a pesquisadora, \u201cmas ele \u00e9 importante na quest\u00e3o sensorial, pois ret\u00e9m os aromas do caf\u00e9 quando torrado\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Os pesquisadores ainda n\u00e3o encontraram uma explica\u00e7\u00e3o para esse resultado, mas an\u00e1lises sensoriais por provadores treinados dever\u00e3o ser realizadas em outras pesquisas para verificar se a diferen\u00e7a de 2,3 pontos percentuais influencia na percep\u00e7\u00e3o dos aromas da bebida. Da mesma forma, os limites inferior e superior de cada caracter\u00edstica qu\u00edmica dos demais atributos de qualidade de bebida ser\u00e3o verificados quanto \u00e0 percep\u00e7\u00e3o sensorial.<\/p>\n<p>Os resultados foram obtidos pelo projeto de pesquisa \u201c<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-projetos\/-\/projeto\/206063\/manejo-de-cafeeiros-irrigados-recepados-para-recuperacao-de-potencial-produtivo-em-condicao-de-cerrado\">Manejo de cafeeiros irrigados recepados para recupera\u00e7\u00e3o de potencial produtivo em condi\u00e7\u00e3o do Cerrado<\/a>\u201d, que integra o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.consorciopesquisacafe.com.br\/\">Cons\u00f3rcio Pesquisa Caf\u00e9<\/a>.<\/p>\n<h3><strong>Mas o que \u00e9 a recepa?<\/strong><\/h3>\n<p>Um dos tipos de poda mais dr\u00e1sticos para renova\u00e7\u00e3o de cafeeiros da esp\u00e9cie ar\u00e1bica, a recepa \u00e9 realizada quando ocorre a queda significativa da produ\u00e7\u00e3o das plantas com o passar dos anos, ou quando a lavoura apresenta alta desuniformidade entre plantas. A longevidade da produ\u00e7\u00e3o do cafeeiro pode variar conforme a variedade utilizada, a regi\u00e3o e o manejo, alcan\u00e7ando oito, dez ou at\u00e9 20 anos.<\/p>\n<p>Na recepa, a planta \u00e9 cortada pr\u00f3ximo ao solo, eliminando grande parte da copa, para que rebrote. \u201cQuando o produtor faz a poda, a planta se renova e os ramos produtivos s\u00e3o corrigidos para recuperar o potencial de produ\u00e7\u00e3o\u201d, explica o pesquisador Adriano Veiga.<\/p>\n<h3><strong>Estresse h\u00eddrico controlado<\/strong><\/h3>\n<p>O estresse h\u00eddrico controlado \u00e9 uma medida de manejo constitu\u00edda pela suspens\u00e3o da irriga\u00e7\u00e3o por 60 a 70 dias, no per\u00edodo mais seco e frio do ano, entre o fim de junho e o in\u00edcio de setembro, com o objetivo de uniformizar a flora\u00e7\u00e3o e a matura\u00e7\u00e3o dos frutos. A medida permite, segundo estudos, economizar 33% da \u00e1gua e da energia utilizadas, reduzindo os custos de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No caso de cafeeiros podados, esse manejo \u00e9 aplicado no segundo ano ap\u00f3s a poda, pois no primeiro ano as plantas ainda est\u00e3o em recupera\u00e7\u00e3o de crescimento, formando uma nova copa com ramos produtivos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5249\" aria-describedby=\"caption-attachment-5249\" style=\"width: 279px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5249\" src=\"http:\/\/portal.agromulher.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Caf\u00e9-Foto-Bruno-216x300.jpg\" alt=\"\" width=\"279\" height=\"388\" srcset=\"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Caf\u00e9-Foto-Bruno-216x300.jpg 216w, https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Caf\u00e9-Foto-Bruno.jpg 648w\" sizes=\"(max-width: 279px) 100vw, 279px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5249\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Bruno Imbroisi &#8211; ilustrativa, caf\u00e9 ar\u00e1bica<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>O experimento<\/strong><\/h3>\n<p>Para estabelecer uma estrat\u00e9gia que combinasse o melhor manejo de aduba\u00e7\u00e3o fosfatada com o melhor manejo h\u00eddrico de modo a recuperar o melhor potencial produtivo do cafeeiro recepado, garantindo ainda a qualidade f\u00edsica e qu\u00edmica dos gr\u00e3os, foi conduzido um experimento em Planaltina (DF) com cafeeiros da cultivar\u00a0<a href=\"http:\/\/www.consorciopesquisacafe.com.br\/index.php\/tecnologias\/separador-8\/cultivares\/506-rubi-mg-1192\">Rubi MG 1192<\/a>. Foram avaliadas tr\u00eas formas de aduba\u00e7\u00e3o fosfatada de manuten\u00e7\u00e3o e tr\u00eas regimes h\u00eddricos diferentes.<\/p>\n<p>Assim que o caf\u00e9 foi colhido, as plantas, que j\u00e1 tinham dez anos de cultivo sob piv\u00f4 de irriga\u00e7\u00e3o, foram recepadas. Os pesquisadores passaram ent\u00e3o a avaliar a intera\u00e7\u00e3o entre o manejo da irriga\u00e7\u00e3o e o do f\u00f3sforo, presente no adubo fosfatado, visando \u00e0 combina\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel ao desenvolvimento do cafeeiro.<\/p>\n<p>As plantas foram submetidas a tr\u00eas formas de aduba\u00e7\u00e3o fosfatada de manuten\u00e7\u00e3o \u2013 60 kg\/ha de fosfato\u00a0em dose \u00fanica anual em setembro, aplicado na superf\u00edcie; 300 kg\/ha de fosfato em dose \u00fanica incorporado ao solo no primeiro ano do experimento, recebendo em superf\u00edcie nos anos seguintes dois ter\u00e7os em setembro (fim do per\u00edodo seco) e um ter\u00e7o em dezembro (per\u00edodo chuvoso e de pleno crescimento das plantas); e 300 kg\/ha de fosfato anualmente parcelados dois ter\u00e7os em setembro e um ter\u00e7o em dezembro, na superf\u00edcie do solo.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas regimes h\u00eddricos utilizados no experimento foram a irriga\u00e7\u00e3o suplementar constante, com turnos de regas baseados no software\u00a0<a href=\"http:\/\/hidro.cpac.embrapa.br\/index.php\">Monitoramento de Irriga\u00e7\u00e3o<\/a>; a irriga\u00e7\u00e3o com os mesmos turnos de regas indicados pelo software, por\u00e9m com aplica\u00e7\u00e3o de estresse h\u00eddrico controlado; e o sistema de sequeiro (sem irriga\u00e7\u00e3o), que apesar de n\u00e3o ser recomendada para o Cerrado, foi utilizada para compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto: Breno Lobato (MTb 9417\/MG) &#8211; <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/53885129\/recomendacoes-ineditas-promovem-recuperacao-do-cafeeiro-apos-poda-drastica?link=agencia\">Embrapa Cerrados<\/a><\/p>\n<p>Adapta\u00e7\u00e3o: Marluce Corr\u00eaa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela primeira vez, cafeicultores do bioma Cerrado contam com recomenda\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para o manejo da lavoura ap\u00f3s a recepa, a poda dr\u00e1stica aplicada em caf\u00e9s ar\u00e1bica para recuperar a produtividade ou uniformizar as plantas Texto: Breno Lobato da Embrapa Cerrados Adapta\u00e7\u00e3o: Marluce Corr\u00eaa Foto: Rafael Rocha Um experimento desenvolvido pela\u00a0Embrapa Cerrados\u00a0(DF) por cinco anos conseguiu<\/p>\n","protected":false},"author":3825,"featured_media":5247,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"episode_type":"","audio_file":"","podmotor_file_id":"","podmotor_episode_id":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","filesize_raw":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","itunes_episode_number":"","itunes_title":"","itunes_season_number":"","itunes_episode_type":"","footnotes":""},"categories":[10],"tags":[1098,393,38,96,723,561,1030,827,567,318,1097,1096],"class_list":{"0":"post-5245","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-universo-agro","8":"tag-adubacao","9":"tag-agro","10":"tag-agromulher","11":"tag-cafe","12":"tag-do-campo","13":"tag-embrapa","14":"tag-estresse-hidrico","15":"tag-irrigacao","16":"tag-mulher-do-campo","17":"tag-pesquisa","18":"tag-poda","19":"tag-recepa"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5245"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3825"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5245"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5245\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5247"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5245"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5245"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5245"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}