{"id":5234,"date":"2020-07-06T12:00:59","date_gmt":"2020-07-06T15:00:59","guid":{"rendered":"http:\/\/portal.agromulher.com.br\/?p=5234"},"modified":"2020-07-06T10:55:12","modified_gmt":"2020-07-06T13:55:12","slug":"nova-cana-de-acucar-apresenta-resistencia-a-broca-e-ao-herbicida-glifosato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/universo-agro\/nova-cana-de-acucar-apresenta-resistencia-a-broca-e-ao-herbicida-glifosato\/","title":{"rendered":"Nova cana-de-a\u00e7\u00facar apresenta resist\u00eancia \u00e0 broca e ao herbicida glifosato"},"content":{"rendered":"<h2>J\u00e1 est\u00e3o em fase final os testes em campo da <strong>cana BtRR<\/strong>, variedade geneticamente modificada de cana-de-a\u00e7\u00facar que une dois modos de a\u00e7\u00e3o para garantir resist\u00eancia \u00e0 <strong>broca-da-cana<\/strong> e ao <strong>herbicida comercial glifosato<\/strong>, usado no controle de plantas invasoras<\/h2>\n<p><strong>Texto: <\/strong><strong>Irene Santana<\/strong><strong> &#8211; <\/strong><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/53731548\/nova-cana-de-acucar-apresenta-resistencia-a-broca-e-ao-herbicida-glifosato?p_auth=ANpyXYCy\">Embrapa Agroenergia<\/a><\/p>\n<p>Adapta\u00e7\u00e3o- Marluce Corr\u00eaa Ribeiro<\/p>\n<p>Desenvolvida nos laborat\u00f3rios da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.embrapa.br\/agroenergia\">Embrapa Agroenergia<\/a>\u00a0(DF) em parceria com a\u00a0startup\u00a0<a href=\"https:\/\/www.pangeiabiotech.com\/\">PangeiaBiotech<\/a>, a variedade demonstrou ser resistente \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de quatro vezes a dosagem comercial do herbicida glifosato e \u00e0 infesta\u00e7\u00e3o com larvas da broca-da-cana em casa de vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O projeto combinou dois genes de resist\u00eancia com modos de a\u00e7\u00e3o diferentes para ampliar a prote\u00e7\u00e3o da cana contra a broca, mais o gene que confere resist\u00eancia ao herbicida glifosato.<\/p>\n<p>Para a transforma\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica da cana, foram selecionados genes com liberdade de explora\u00e7\u00e3o (em ingl\u00eas,<em>\u00a0Freedom to Operate<\/em>\u00a0\u2013 FTO) comumente usados nas culturas da soja, milho e algod\u00e3o no Brasil e que agora foram adaptados para a cana.<\/p>\n<p>O certificado FTO foi concedido em janeiro de 2019 pela empresa ClarkeModet &amp; Co, contratada para executar a an\u00e1lise de anterioridade para cada gene utilizado na pesquisa, o que inclui a verifica\u00e7\u00e3o sobre a exist\u00eancia de registros ou patentes de terceiros, e an\u00e1lise da legisla\u00e7\u00e3o brasileira. O resultado mostrou que n\u00e3o h\u00e1 prote\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio brasileiro para a explora\u00e7\u00e3o comercial da cana BtRR.<\/p>\n<p>\u201cO grande diferencial dessa tecnologia \u00e9 a express\u00e3o de duas prote\u00ednas bioinseticidas em toda a extens\u00e3o da planta, t\u00f3xicas para insetos suscet\u00edveis, por\u00e9m in\u00f3cuas para outros organismos. Dois modos de a\u00e7\u00e3o que aumentam a vida \u00fatil da tecnologia\u201d, explica o pesquisador da Embrapa\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/equipe\/-\/empregado\/327980\/hugo-bruno-correa-molinari\">Hugo Molinari<\/a>, l\u00edder do projeto. \u201cAliado a isso, a resist\u00eancia ao herbicida facilita o manejo de plantas daninhas no campo\u201d, completa.<\/p>\n<p>A \u201cdupla transgenia\u201d dificulta a quebra da resist\u00eancia, otimizando o controle da broca-da-cana, feito por meio de inseticidas qu\u00edmicos e controle biol\u00f3gico. Atualmente, o mercado disp\u00f5e de duas variedades de cana-de-a\u00e7\u00facar transg\u00eanicas (CTC20BT e CTC9001BT), desenvolvidas pelo Centro de Tecnologia Canavieira (<a href=\"https:\/\/ctc.com.br\/\">CTC<\/a>) para resist\u00eancia \u00e0 broca-da-cana, por\u00e9m, com apenas uma prote\u00edna Cry e sem resist\u00eancia ao herbicida glifosato.<\/p>\n<h3><strong>Economia em insumos e opera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h3>\n<p>Os benef\u00edcios diretos da utiliza\u00e7\u00e3o da nova tecnologia incluem, al\u00e9m da prote\u00e7\u00e3o do cultivo, economia no custo de aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas e herbicidas, maior efici\u00eancia de controle e menor n\u00famero de opera\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>\u201cO resultado final \u00e9 um menor custo de produ\u00e7\u00e3o por tonelada nas \u00e1reas que ser\u00e3o cultivadas com a cana transg\u00eanica, quando\u00a0comparadas \u00e0 cana convencional. Por isso, acreditamos que ela atende \u00e0 demanda do setor por maior qualidade de mat\u00e9ria-prima e produtividade\u201d, afirma o pesquisador.<\/p>\n<p>A cana BtRR j\u00e1 foi testada em casa-de-vegeta\u00e7\u00e3o e para o segundo semestre deste ano est\u00e1 prevista a fenotipagem dos eventos transg\u00eanicos em campo experimental da Embrapa. Essa etapa \u00e9 conhecida como Libera\u00e7\u00e3o Planejada no Meio Ambiente (LPMA), e j\u00e1 foi autorizada pela Comiss\u00e3o T\u00e9cnica Nacional de Biosseguran\u00e7a (<a href=\"http:\/\/ctnbio.mctic.gov.br\/inicio\">CTNBio<\/a>).<\/p>\n<p>O desenvolvimento de variedades de cana-de-a\u00e7\u00facar transg\u00eanica para controle biol\u00f3gico da broca-da-cana e manejo da cultura com o herbicida glifosato \u00e9 resultado do projeto \u201cProdu\u00e7\u00e3o de variedades comerciais de cana-de-a\u00e7\u00facar transg\u00eanica para aumento da biomassa e da produ\u00e7\u00e3o de etanol 1G e 2G a partir da transfer\u00eancia de genes que conferem resist\u00eancia ao herbicida glifosato e a insetos-praga\u201d, uma parceria entre a Embrapa Agroenergia, a\u00a0startup PangeiaBiotech, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o Industrial (<a href=\"https:\/\/embrapii.org.br\/\">Embrapii<\/a>) e o Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (<a href=\"http:\/\/www.sebrae.com.br\/\">Sebrae<\/a>).<\/p>\n<h3><strong>R$ 5 bi em preju\u00edzos a cada safra<\/strong><\/h3>\n<p>A broca-da-cana (<em>Diatraea saccharalis<\/em>)\u00a0\u00e9 atualmente a principal praga da cana-de-a\u00e7\u00facar. A lagarta jovem alimenta-se da folha para depois penetrar as partes mais moles do colmo, formando galerias que provocam grandes perdas de biomassa. Estudos apontam que sua incid\u00eancia e dispers\u00e3o v\u00eam crescendo com a colheita mecanizada crua e com o aumento da palhada nas lavouras de cana, causando preju\u00edzos estimados da ordem de R$ 5 bilh\u00f5es por ano-safra.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o maior produtor mundial de cana-de-a\u00e7\u00facar, sendo essa uma das atividades que mais movimentam a economia. Segundo o Instituto de Tecnologia Canavieira (ITC), o setor representa 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. A cana tamb\u00e9m est\u00e1 entre as culturas mais vers\u00e1teis do agroneg\u00f3cio. A partir dela se obt\u00eam a\u00e7\u00facar, etanol, biomassa, insumos &#8211; como ra\u00e7\u00e3o para bovinos, rapadura, aguardente, melado, prote\u00ednas, amino\u00e1cidos e at\u00e9 pl\u00e1stico ecol\u00f3gico.<\/p>\n<h3><strong>Oportunidade de neg\u00f3cio<\/strong><\/h3>\n<p>A Embrapa Agroenergia e a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.pangeiabiotech.com\/\">PangeiaBiotech<\/a>\u00a0buscam por empresas parceiras para colocar a nova variedade de cana BtRR no mercado. Os pesquisadores procuram interessados no licenciamento da tecnologia para inser\u00e7\u00e3o do ativo em variedades comerciais j\u00e1 existentes, ou para o codesenvolvimento para as etapas de desregulamenta\u00e7\u00e3o do evento transg\u00eanico, que inclui a realiza\u00e7\u00e3o de ensaios de biosseguran\u00e7a para organismos geneticamente modificados, etapa obrigat\u00f3ria antes do lan\u00e7amento comercial da variedade.<\/p>\n<p>Para saber mais, acesse a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/agroenergia\/vitrine\/vitrinetecnologica\">Vitrine Tecnol\u00f3gica da Embrapa Agroenergia<\/a>. Saiba como fazer parceria na\u00a0<a href=\"http:\/\/materiais.cnpae.embrapa.br\/casos-de-sucesso\">p\u00e1gina da Unidade<\/a>.<\/p>\n<h3><strong>Rede de pesquisa Pluricana inicia nova fase<\/strong><\/h3>\n<p>Desenvolver pesquisas que gerem informa\u00e7\u00f5es e tecnologias importantes para o setor sucroenerg\u00e9tico \u00e9 o principal objetivo do projeto Plurianual de Pesquisa em Cana-de-A\u00e7\u00facar \u2013 o Pluricana \u2013 que inicia a sua Fase II em 2020. Ap\u00f3s seis anos de dura\u00e7\u00e3o da Fase I, o projeto foi remodelado para incluir novas linhas de pesquisa, prospectadas junto ao setor e identificadas como a\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias a curto, m\u00e9dio e longo prazo.<\/p>\n<p>Para cada nova linha de pesquisa, foram selecionadas a\u00e7\u00f5es que na Fase I apresentaram elevado impacto no desenvolvimento cient\u00edfico e possibilidades concretas de aplica\u00e7\u00e3o pelo setor sucroenerg\u00e9tico. As cinco novas linhas tem\u00e1ticas que integram a segunda fase da pesquisa s\u00e3o: Pr\u00e9-melhoramento, Melhoramento, Sistemas de produ\u00e7\u00e3o, Biotecnologia e Insumos Biol\u00f3gicos.<\/p>\n<h3><strong>Planta transg\u00eanica contra o bicudo-da-cana j\u00e1 est\u00e1 em desenvolvimento<\/strong><\/h3>\n<p>Al\u00e9m da broca-da-cana (<em>Diatraea saccharalis<\/em>), um novo inseto-praga da ordem dos cole\u00f3pteros vem se tornando um grande problema para o setor sucroenerg\u00e9tico. Chamada de bicudo-da-cana (<em>Sphenophorus levis<\/em>), essa nova praga ainda n\u00e3o possui controle qu\u00edmico ou biol\u00f3gico de elevada efici\u00eancia. Sua incid\u00eancia e dispers\u00e3o v\u00eam crescendo com a colheita mecanizada crua com o aumento da palhada nas lavouras de cana, causando preju\u00edzos estimados em R$ 2 bilh\u00f5es anualmente.<\/p>\n<p>A Embrapa Agroenergia e a\u00a0startup\u00a0PangeiaBiotech j\u00e1 geraram plantas transg\u00eanicas com gene para resist\u00eancia a esse inseto e os testes est\u00e3o em fase adiantada em condi\u00e7\u00f5es de casa de vegeta\u00e7\u00e3o. Os eventos selecionados ser\u00e3o transferidos para o campo de multiplica\u00e7\u00e3o, segundo as determina\u00e7\u00f5es da CTNBio. A nova variedade de cana pode ser considerada uma evolu\u00e7\u00e3o da cana BtRR e faz parte do escopo do projeto Cana2+, uma parceria entre a Embrapa Agroenergia, a\u00a0startup\u00a0PangeiaBiotech, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o Industrial (<a href=\"https:\/\/embrapii.org.br\/\">Embrapii<\/a>).<\/p>\n<p><strong>Texto: <\/strong><strong>Irene Santana<\/strong><strong> &#8211; <\/strong><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/53731548\/nova-cana-de-acucar-apresenta-resistencia-a-broca-e-ao-herbicida-glifosato?p_auth=ANpyXYCy\">Embrapa Agroenergia<\/a><\/p>\n<p>Adapta\u00e7\u00e3o- Marluce Corr\u00eaa Ribeiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 est\u00e3o em fase final os testes em campo da cana BtRR, variedade geneticamente modificada de cana-de-a\u00e7\u00facar que une dois modos de a\u00e7\u00e3o para garantir resist\u00eancia \u00e0 broca-da-cana e ao herbicida comercial glifosato, usado no controle de plantas invasoras Texto: Irene Santana &#8211; Embrapa Agroenergia Adapta\u00e7\u00e3o- Marluce Corr\u00eaa Ribeiro Desenvolvida nos laborat\u00f3rios da\u00a0Embrapa Agroenergia\u00a0(DF) em<\/p>\n","protected":false},"author":3825,"featured_media":5235,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"episode_type":"","audio_file":"","podmotor_file_id":"","podmotor_episode_id":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","filesize_raw":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","itunes_episode_number":"","itunes_title":"","itunes_season_number":"","itunes_episode_type":"","footnotes":""},"categories":[10],"tags":[393,1085,38,1081,611,723,561,1083,1082,1025,567,318,1084],"class_list":{"0":"post-5234","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-universo-agro","8":"tag-agro","9":"tag-agroenergia","10":"tag-agromulher","11":"tag-broca-da-cana","12":"tag-cana-de-acucar","13":"tag-do-campo","14":"tag-embrapa","15":"tag-gene","16":"tag-glifosato","17":"tag-melhoramento-genetico","18":"tag-mulher-do-campo","19":"tag-pesquisa","20":"tag-resistencia"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5234"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3825"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5234"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5234\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5235"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5234"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5234"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5234"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}