{"id":5225,"date":"2020-07-01T12:00:17","date_gmt":"2020-07-01T15:00:17","guid":{"rendered":"http:\/\/portal.agromulher.com.br\/?p=5225"},"modified":"2020-07-01T12:15:51","modified_gmt":"2020-07-01T15:15:51","slug":"iniciativa-araucaria-quer-estimular-plantios-dessa-especie-florestal-nativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/universo-agro\/iniciativa-araucaria-quer-estimular-plantios-dessa-especie-florestal-nativa\/","title":{"rendered":"\u201cIniciativa Arauc\u00e1ria\u201d quer estimular plantios dessa esp\u00e9cie florestal nativa"},"content":{"rendered":"<h2>A milenar arauc\u00e1ria (<em>Araucaria angustifolia<\/em>), esp\u00e9cie florestal nativa brasileira e fonte hist\u00f3rica de madeira de qualidade e de pinh\u00f5es para a alimenta\u00e7\u00e3o, ir\u00e1 receber um novo aporte de a\u00e7\u00f5es que visam refor\u00e7ar sua import\u00e2ncia para a sociedade<\/h2>\n<p><strong>Texto &#8211; Manuela Bergamim\u00a0da <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/53616773\/iniciativa-araucaria-quer-estimular-plantios-desta-especie-florestal-nativa?link=agencia\">Embrapa Florestas<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Adapta\u00e7\u00e3o: Marluce Corr\u00eaa Ribeiro<\/strong><\/p>\n<p><strong>Foto: <\/strong>K\u00e1tia Pichelli<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia 24, em que se comemora a Arauc\u00e1ria (<em>Araucaria angustifolia<\/em>),\u00a0a Embrapa Florestas lan\u00e7ou a \u201cIniciativa Arauc\u00e1ria\u201d, uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es envolvendo pesquisa, comunica\u00e7\u00e3o, transfer\u00eancia de tecnologia e articula\u00e7\u00e3o entre institui\u00e7\u00f5es. A Iniciativa tem como objetivo promover o plantio desta importante esp\u00e9cie, al\u00e9m de divulgar as bases cient\u00edficas que fundamentam a utilidade e a import\u00e2ncia da\u00a0<em>Araucaria angustifolia<\/em>.<\/p>\n<p>A Embrapa Florestas atua, entre outras atividades, na pesquisa da arauc\u00e1ria h\u00e1 mais de 40 anos, e neste per\u00edodo t\u00eam sido desenvolvidas diversas possibilidades para seu uso e propaga\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 um clamor social e pol\u00edtico para que se plante arauc\u00e1rias, por isso atuamos para garantir a conserva\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie ic\u00f4nica ligada a nossos processos de desenvolvimento, alimenta\u00e7\u00e3o e cultura. Nossa experi\u00eancia de 40 anos de pesquisa nos d\u00e1 a certeza de que h\u00e1 alternativas econ\u00f4micas para se gerar renda com o plantio de algumas esp\u00e9cies nativas na \u00e1rea da Floresta com Arauc\u00e1ria\u201d, afirma Erich Schaitza, chefe geral da Embrapa Florestas.<\/p>\n<p>Com o projeto Iniciativa Arauc\u00e1ria, a Embrapa prop\u00f5e atuar em quatro frentes. A primeira delas consiste em alinhar as atividades de pesquisa cient\u00edfica \u00e0s demandas do setor produtivo, formado por pequenos agricultores, reflorestadores e ind\u00fastrias. Essa a\u00e7\u00e3o implica estabelecer um di\u00e1logo constante entre produtores e pesquisadores. \u201cNa verdade, esse di\u00e1logo j\u00e1 ocorre, mas h\u00e1 espa\u00e7o para trabalhos com novos p\u00fablicos e novas \u00e1reas\u201d, esclarece Schaitza.<\/p>\n<h3><strong>Comunica\u00e7\u00e3o direta<\/strong><\/h3>\n<p>Outro pilar do projeto ser\u00e1 a comunica\u00e7\u00e3o, que buscar\u00e1 levar o conhecimento cient\u00edfico gerado ao setor produtivo e \u00e0 sociedade. Para isso, ser\u00e3o abertas v\u00e1rias plataformas e canais de comunica\u00e7\u00e3o para os interessados em participar. Para isso, ser\u00e3o utilizados como base os mais de 300 trabalhos cient\u00edficos sobre a Arauc\u00e1ria e as oportunidades decorrentes de seu plantio.<\/p>\n<p>O terceiro vetor da Iniciativa Arauc\u00e1ria ser\u00e1 a transfer\u00eancia de tecnologia, visando colocar em pr\u00e1tica todo o conhecimento gerado. \u201cVamos segmentar o p\u00fablico para tecnologias de plantio de Arauc\u00e1ria e estabelecer um calend\u00e1rio de eventos, treinamentos e demonstra\u00e7\u00f5es sobre t\u00e9cnicas de plantio, conserva\u00e7\u00e3o e uso do pinheiro-do- paran\u00e1, como tamb\u00e9m \u00e9 conhecida a arauc\u00e1ria. Vamos usar nossas \u00e1reas da Embrapa Florestas, localizadas em Colombo (PR), Ca\u00e7ador (SC) e Ponta Grossa (PR) como fontes de difus\u00e3o de conhecimento\u201d, afirma Schaitza.<\/p>\n<h3><strong>Conserva\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de renda<\/strong><\/h3>\n<p>Al\u00e9m da import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, h\u00e1 outros grandes processos que justificam a ado\u00e7\u00e3o da Iniciativa Arauc\u00e1ria, visando beneficiar o setor produtivo e sociedade.<\/p>\n<p>O Servi\u00e7o Florestal Brasileiro\u00a0publicou recentemente o Invent\u00e1rio Florestal Nacional para os estados do Paran\u00e1, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que apresenta informa\u00e7\u00f5es oficiais organizadas e consistentes sobre as florestas de Arauc\u00e1ria em grande parte de sua abrang\u00eancia. Esses resultados s\u00e3o complementados por levantamentos de uso da terra atuais desenvolvidos pelos governos estaduais, proporcionando mapas e informa\u00e7\u00f5es qualitativas sobre as florestas.<\/p>\n<p>Outro aspecto que justifica a a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o do plantio da arauc\u00e1ria se baseia na implementa\u00e7\u00e3o da recente legisla\u00e7\u00e3o florestal. A implementa\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal Brasileiro atrav\u00e9s do Cadastro Ambiental Rural e dos Programas de Recupera\u00e7\u00e3o Ambiental das propriedades rurais (PRA) levar\u00e1 centenas de milhares de produtores a recuperarem \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente e reservas legais com o plantio de \u00e1rvores nativas. \u201cNa \u00e1rea da Floresta Ombr\u00f3fila Mista, ser\u00e3o dezenas de milhares de produtores que procurar\u00e3o plantar a arauc\u00e1ria e outras esp\u00e9cies como erva-mate e bracatinga, com um olho em conserva\u00e7\u00e3o e outro na obten\u00e7\u00e3o de renda. E precisam de conhecimento para isso\u201d, garante Schaitza.<\/p>\n<h3><strong>Articula\u00e7\u00e3o institucional<\/strong><\/h3>\n<p>E para alinhavar as a\u00e7\u00f5es propostas, a Embrapa Florestas tamb\u00e9m ir\u00e1 fomentar a articula\u00e7\u00e3o entre as principais institui\u00e7\u00f5es que j\u00e1 v\u00eam atuando em prol da arauc\u00e1ria. \u201cPlantar arauc\u00e1ria n\u00e3o depende s\u00f3 da Embrapa e de seus trabalhos de pesquisa. H\u00e1 muitas institui\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade que podem se juntar \u00e0 iniciativa e articular suas a\u00e7\u00f5es junto \u00e0s nossas. Na \u00e1rea p\u00fablica federal vemos Ibama, ICMBio, Servi\u00e7o Florestal Brasileiro e os Minist\u00e9rios da Agricultura, Meio Ambiente, Educa\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia e Tecnologia; nos Estados, as Secretarias de Agricultura e Meio Ambiente, institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, assist\u00eancia t\u00e9cnica e extens\u00e3o e \u00f3rg\u00e3os ambientais; e as prefeituras como parceiros naturais. Na \u00e1rea privada, as associa\u00e7\u00f5es de produtores e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais tamb\u00e9m s\u00e3o importantes parceiros\u201d, explica o chefe geral da Embrapa Florestas.<\/p>\n<h3><strong>Parcerias pela arauc\u00e1ria<\/strong><\/h3>\n<p>Um dos pilares da Iniciativa Arauc\u00e1ria ser\u00e1 buscar construir junto ao setor produtivo um movimento pelo plantio da arauc\u00e1ria. \u201cVamos conversar com a sociedade, convidar parceiros, mostrar oportunidades, mobilizar institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para trabalharem conosco. Vale dizer que n\u00e3o esperamos coordenar nenhum esfor\u00e7o al\u00e9m do nosso. O que queremos \u00e9 gerar uma corrente que facilite a a\u00e7\u00e3o de outras for\u00e7as na mesma dire\u00e7\u00e3o da nossa. Temos plena certeza de que a pesquisa n\u00e3o gera avan\u00e7os sozinha. Ela precisa que outros agentes p\u00fablicos e privados, especialmente o setor produtivo, fa\u00e7am o processo do desenvolvimento sustent\u00e1vel rodar. A\u00ed sim, a pesquisa se torna essencial para dar suporte ao processo, com bases s\u00f3lidas e sustent\u00e1veis\u201d, finaliza.<\/p>\n<p>Quer conhecer mais? Acesse:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.embrapa.br\/florestas\">www.embrapa.br\/florestas<\/a><\/p>\n<p>Siga o perfil da Iniciativa Arauc\u00e1ria no Instagram: @iniciativaaraucaria<\/p>\n<p>Assista ao primeiro Webinar realizado pela Iniciativa Arauc\u00e1ria:\u00a0<a href=\"https:\/\/youtu.be\/XFEBc7g7x6g\">https:\/\/youtu.be\/XFEBc7g7x6g<\/a><\/p>\n<p><strong>Texto: Manuela Bergamim\u00a0<\/strong><strong>(MTb 1951-ES)<\/strong><br \/>\nEmbrapa Florestas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A milenar arauc\u00e1ria (Araucaria angustifolia), esp\u00e9cie florestal nativa brasileira e fonte hist\u00f3rica de madeira de qualidade e de pinh\u00f5es para a alimenta\u00e7\u00e3o, ir\u00e1 receber um novo aporte de a\u00e7\u00f5es que visam refor\u00e7ar sua import\u00e2ncia para a sociedade Texto &#8211; Manuela Bergamim\u00a0da Embrapa Florestas Adapta\u00e7\u00e3o: Marluce Corr\u00eaa Ribeiro Foto: K\u00e1tia Pichelli No \u00faltimo dia 24, em<\/p>\n","protected":false},"author":3825,"featured_media":5226,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"episode_type":"","audio_file":"","podmotor_file_id":"","podmotor_episode_id":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","filesize_raw":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","itunes_episode_number":"","itunes_title":"","itunes_season_number":"","itunes_episode_type":"","footnotes":""},"categories":[10],"tags":[393,38,1076,1077,723,561,1075,567,1078],"class_list":{"0":"post-5225","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-universo-agro","8":"tag-agro","9":"tag-agromulher","10":"tag-araucaria","11":"tag-araucaria-angustifolia","12":"tag-do-campo","13":"tag-embrapa","14":"tag-florestas","15":"tag-mulher-do-campo","16":"tag-nativa"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5225"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3825"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5225"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5225\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5226"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5225"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5225"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5225"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}