{"id":4661,"date":"2020-02-26T12:00:28","date_gmt":"2020-02-26T15:00:28","guid":{"rendered":"http:\/\/portal.agromulher.com.br\/?p=4661"},"modified":"2020-02-26T12:23:01","modified_gmt":"2020-02-26T15:23:01","slug":"produtor-rural-e-quem-menos-ganha-com-a-venda-de-seus-produtos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/universo-agro\/produtor-rural-e-quem-menos-ganha-com-a-venda-de-seus-produtos\/","title":{"rendered":"Produtor rural \u00e9 quem menos ganha com a venda de seus produtos"},"content":{"rendered":"<h2>A diferen\u00e7a entre o valor pago ao produtor rural e o cobrado do consumidor final chega a mais de 200% em muitos produtos<\/h2>\n<p>Texto : <a href=\"https:\/\/www.brasil247.com\/blog\/produtor-rural-e-quem-menos-ganha-com-a-venda-de-seus-produtos\">Chico Junior<\/a><\/p>\n<p>Como bem sabemos, quem menos ganha, ou lucra, com a venda de produtos agr\u00edcolas, \u00e9 o produtor. E, nesse caso, estamos falando, basicamente, do pequeno produtor, do agricultor familiar.<\/p>\n<p>Na cruel rede que come\u00e7a no produtor e termina no consumidor final, h\u00e1 uma s\u00e9rie de custos, que passam pela log\u00edstica de distribui\u00e7\u00e3o e, principalmente, pelos famosos intermedi\u00e1rios, e termina no pre\u00e7o do vendedor final, que \u00e9 quem estabelece por quanto determinado produto tem que ser vendido.<\/p>\n<p>V\u00e1rios artigos e reportagens j\u00e1 foram publicados sobre este assunto.<\/p>\n<p>Recentemente, um artigo publicado no site da <a href=\"https:\/\/organis.org.br\/\">Organis<\/a>, entidade setorial de promo\u00e7\u00e3o do org\u00e2nicos, sobre os pre\u00e7os dos produtos org\u00e2nicos me chamou a aten\u00e7\u00e3o. Sua autora \u00e9 a jornalista e agricultora Milena Miziara, que desde 2016 se dedica \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de frutas org\u00e2nicas no s\u00edtio da fam\u00edlia, localizado no munic\u00edpio de C\u00e2ndido Rodrigues (SP). Ali, com a marca Laverani Org\u00e2nicos, j\u00e1 produz manga e maracuj\u00e1. \u201cLim\u00e3o tahiti e siciliano, avocado e pitaya, ainda estamos plantando\u201d, diz.<\/p>\n<p>Embora cultive produtos org\u00e2nicos, acaba convivendo com muitos produtores convencionais: \u201cme incomoda ver como, muitas vezes, precisam se sujeitar a vender seus produtos abaixo do custo de produ\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEu vivo em uma regi\u00e3o do estado de S\u00e3o Paulo onde h\u00e1 um grande n\u00famero de pequenos e m\u00e9dios agricultores convencionais e vejo o sofrimento de muitos deles com o pre\u00e7o de venda da sua produ\u00e7\u00e3o\u201d, diz em seu artigo. \u201cEles s\u00f3 ganham dinheiro quando conseguem produzir na entressafra ou quando o agricultor de uma outra regi\u00e3o (no pa\u00eds ou at\u00e9 no exterior) teve preju\u00edzo. A falta de produto faz o pre\u00e7o subir, e o preju\u00edzo de um se torna a alegria de outro\u201d.<\/p>\n<p>Para explicar melhor, ela cita dois exemplos. \u201cEm 2018, um saco de cebola de 40kg chegou a R$ 6 \u2018na ro\u00e7a\u2019 &#8211; pre\u00e7o pago ao agricultor. Aqui na minha regi\u00e3o, o custo m\u00ednimo de produ\u00e7\u00e3o de um saco de cebola \u00e9 de R$ 20. A conta n\u00e3o fecha. No ano passado, produtores de cebola de Minas Gerais e da Bahia perderam a produ\u00e7\u00e3o devido ao excesso de chuvas, e o saco de cebola chegou a R$ 120. Outro exemplo \u00e9 o pre\u00e7o do lim\u00e3o. O custo de produ\u00e7\u00e3o de uma caixa de lim\u00e3o convencional gira entre R$ 18 e R$ 25. Uma caixa com 27 kg de lim\u00e3o vale entre R$ 10 e R$ 18 nos primeiros meses do ano, na safra. No final do ano, geralmente em setembro e outubro, quando a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 baixa, a caixa chega a R$ 100. Quem tem recursos para investir e produzir na entressafra consegue \u2018fazer o ano\u2019 &#8211; express\u00e3o usada pelos agricultores quando a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 lucrativa.\u201d<\/p>\n<p>No seu caso, ela tamb\u00e9m cita dois exemplos: o dela e de uma colega tamb\u00e9m produtora de org\u00e2nicos. \u201cEu entrego maracuj\u00e1 na porta de uma loja especializada em org\u00e2nicos por R$ 6 o quilo, e o pre\u00e7o para o consumidor final \u00e9 de R$ 18. Minha colega estava entregando alface embalado em pl\u00e1stico biodegrad\u00e1vel em uma outra loja a R$ 2,60 o ma\u00e7o, e o pre\u00e7o para o consumidor final era de R$ 8.<\/p>\n<p>Ou seja, uma diferen\u00e7a de 200% entre o pre\u00e7o do produtor e o valor de venda para o consumidor final, no primeiro caso. E no segundo, uma varia\u00e7\u00e3o ainda mais gritante: 210% entre um pre\u00e7o e outro.<\/p>\n<p>D\u00e1 para ver que, como ela diz, \u201ch\u00e1 muito espa\u00e7o para uma redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os sem onerar o produtor\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo assim ela acha que o org\u00e2nico tem um pre\u00e7o mais justo para produtor rural, pois permite \u201cum pouco mais de estabilidade e tranquilidade financeira\u201d.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, muitos produtores convencionais est\u00e3o partindo para a produ\u00e7\u00e3o de org\u00e2nicos, para melhorar sua lucratividade. E isso \u00e9 bom, pois certamente ajudar\u00e1 a diminuir o pre\u00e7o dos org\u00e2nicos, possibilitando o aumento do consumo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/photos\/abobrinha-produtos-hort%C3%ADcolas-verde-1869941\/\">Foto: Pixabay<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A diferen\u00e7a entre o valor pago ao produtor rural e o cobrado do consumidor final chega a mais de 200% em muitos produtos Texto : Chico Junior Como bem sabemos, quem menos ganha, ou lucra, com a venda de produtos agr\u00edcolas, \u00e9 o produtor. 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