{"id":4563,"date":"2020-01-22T10:00:32","date_gmt":"2020-01-22T12:00:32","guid":{"rendered":"http:\/\/portal.agromulher.com.br\/?p=4563"},"modified":"2020-01-22T11:04:59","modified_gmt":"2020-01-22T13:04:59","slug":"mulheres-se-destacam-na-producao-agricola-no-df","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/lideranca-feminina\/mulheres-se-destacam-na-producao-agricola-no-df\/","title":{"rendered":"Mulheres se destacam na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no DF"},"content":{"rendered":"<h2>Segundo Emater, elas j\u00e1 s\u00e3o 38% dos agricultores cadastrados na capital e est\u00e3o assumindo, cada vez mais, dianteira nos neg\u00f3cios<\/h2>\n<p><strong>Por Luiza Garonce, <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/df\/distrito-federal\/noticia\/2020\/01\/05\/mulheres-se-destacam-na-producao-agricola-no-df-conheca-exemplos.ghtml\">G1 DF<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Adapta\u00e7\u00e3o: Marluce Corr\u00eaa Ribeiro<\/strong><\/p>\n<p>Nas \u00e1reas rurais do Distrito Federal, tratores s\u00e3o pilotados por <a href=\"http:\/\/portal.agromulher.com.br\/\">mulheres<\/a>. A fun\u00e7\u00e3o tradicionalmente desempenhada por homens tamb\u00e9m passou a ser delas na capital federal. O exemplo ilustra uma realidade em constante transforma\u00e7\u00e3o: as <a href=\"http:\/\/portal.agromulher.com.br\/a-mulher-e-a-agricultura-4-0\/\">mulheres<\/a> est\u00e3o ocupando, cada vez mais, a dianteira dos neg\u00f3cios no campo.<\/p>\n<p>Segundo a Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural (Emater), elas representam 38% dos produtores cadastrados no DF. Do universo de 46.200 benefici\u00e1rios, 17.688 s\u00e3o mulheres \u2013 que assumem administra\u00e7\u00e3o, plantio, colheita, com\u00e9rcio e gest\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a Emater, a maioria das produtoras concentra-se na agroind\u00fastria e na fabrica\u00e7\u00e3o de artesanatos, mas tamb\u00e9m t\u00eam forte presen\u00e7a na cria\u00e7\u00e3o de gado leiteiro, no cultivo de hortali\u00e7as e na floricultura.<\/p>\n<h3><strong>Exemplos de sucesso<\/strong><\/h3>\n<p>Uma delas \u00e9 a produtora Sandra Gimenez, que tamb\u00e9m \u00e9 diretora executiva da Associa\u00e7\u00e3o de Produtores e Varejistas do Ceasa-DF. Ela disse ao\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/df\/distrito-federal\/noticia\/2020\/01\/05\/mulheres-se-destacam-na-producao-agricola-no-df-conheca-exemplos.ghtml\">G1<\/a>\u00a0<\/strong>que trabalha no campo desde 1998, quando se aposentou da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, e tomou frente ao empreendimento do marido.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Me atirei direto no campo, porque \u00e9 a coisa que eu mais gosto. Amo mexer com a terra.&#8221; &#8211; <\/strong>produtora rural Sandra Gimenez<\/p>\n<p>Ela conta que precisou vender a fazenda de 110 hectares onde o marido produzia leite e queijo, criava codornas e tinha uma planta\u00e7\u00e3o de maracuj\u00e1 porque ele passou por problemas de sa\u00fade e n\u00e3o teve mais condi\u00e7\u00f5es de administrar o neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>&#8220;Eu vendi a fazenda e viemos para uma ch\u00e1cara pr\u00f3xima \u00e0 cidade, com 7 hectares&#8221;, disse. &#8220;Deixamos o gado e as codornas e temos planta\u00e7\u00e3o de caf\u00e9, pomar de frutas c\u00edtricas, planta\u00e7\u00e3o de a\u00e7a\u00ed, de milho, de feij\u00e3o roxinho, de mandioca, batata doce e de ab\u00f3bora caboti\u00e1.&#8221;<\/p>\n<p><strong>&#8220;Deu certo. Hoje a gente produz muito mais em 7 hectares do que em 110.&#8221; &#8211;<\/strong> produtora rural Sandra Gimenez<\/p>\n<p>Sandra acredita que as mulheres est\u00e3o provocando uma &#8220;transforma\u00e7\u00e3o muito grande&#8221; no campo. &#8220;O crescimento come\u00e7ou com um caminhar de formiguinha e agora est\u00e1 acelerando. Muitas mulheres est\u00e3o acreditando na sua for\u00e7a de trabalho e a produ\u00e7\u00e3o e o DF est\u00e1 crescendo com elas \u00e0 frente.&#8221;<\/p>\n<p>Na Emater, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma. O engenheiro agr\u00f4nomo Gilmar Batistella, que \u00e9 extensionista rural da empresa, disse ao\u00a0<strong>G1\u00a0<\/strong>que v\u00ea as mulheres e, tamb\u00e9m, os filhos fazendo mais parte dos neg\u00f3cios \u2013 como participantes e n\u00e3o apenas como fam\u00edlia.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Eles deixam de ser somente marido e mulher e passam a ser parceiros de neg\u00f3cio. E passam a incluir os filhos tamb\u00e9m. At\u00e9 o in\u00edcio dos anos 2000, o pai tocava as atividades muito mais sozinho. Hoje isso est\u00e1 mudando.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Batistella destaca que, no meio rural, a l\u00f3gica de funcionamento \u00e9 semelhante \u00e0 empresarial. &#8220;O produtor planta, colhe, vende, administra documenta\u00e7\u00e3o e financiamento, faz operacional, estrat\u00e9gico e planejamento. Sozinho \u00e9 dif\u00edcil dar conta.&#8221;<\/p>\n<p>Para capacitar e profissionalizar os produtores, a Emater oferece uma s\u00e9rie de cursos t\u00e9cnicos, incluindo o de tratorista. Segundo Batistella, cerca de 40 mulheres t\u00eam o certificado de dire\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e manuseio das m\u00e1quinas gigantes no DF.<\/p>\n<p>As mulheres tamb\u00e9m tem sido respons\u00e1veis pela expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de flores e de plantas medicinais. Um exemplo \u00e9 a produtora Sandra Vitoriano \u2013 que, al\u00e9m de presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores Rurais de Hortifruti do DF e Entorno, e do Sindicato de Hortali\u00e7as, Flores e Frutas do DF, \u00e9 coordenadora do grupo Mulher no Agro, ligado \u00e0 Emater.<\/p>\n<p>Ela disse ao\u00a0<strong>G1\u00a0<\/strong>que trabalha como produtora rural h\u00e1 17 anos e, desde ent\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e9 comerciante da Ceasa, onde vende as verduras e frutas que cultiva. A trajet\u00f3ria at\u00e9 aqui, por\u00e9m, foi marcada por epis\u00f3dios de deprecia\u00e7\u00e3o. &#8220;Quando cheguei, enfrentei muito preconceito por ser <a href=\"http:\/\/portal.agromulher.com.br\/mulheres-estudam-mais-no-brasil-mas-tem-renda-415-menor-que-homens-diz-onu\/\">mulher<\/a>.&#8221;<\/p>\n<p>Sandra contou que, antes de mudar-se para o campo, nunca tinha imaginado em trabalhar com a terra. &#8220;N\u00e3o sou filha de produtores, ca\u00ed no campo por um problema de sa\u00fade do meu marido, que foi aposentado e a ordem m\u00e9dica era ir morar na \u00e1rea rural&#8221;, disse.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Cheguei da cidade madame e tive que vencer a discrimina\u00e7\u00e3o para chegar onde cheguei. N\u00e3o sabia nada sobre produzir, mas aprendi. Quando cheguei num lugar onde s\u00f3 tinha homem, comecei a trazer as mulheres vizinhas.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Atualmente, segundo a Emater, as principais demandas das produtoras s\u00e3o por locais de comercializa\u00e7\u00e3o, melhorias de infraestrutura \u2013 nas estrada, no sinal telef\u00f4nico, energia el\u00e9trica, transporte p\u00fablico \u2013 al\u00e9m de sa\u00fade e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Sandra acrescenta que, ainda hoje, a obten\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito junto aos bancos \u00e9 mais dif\u00edcil para as mulheres. &#8220;N\u00e3o existe nada espec\u00edfico para elas, que geralmente n\u00e3o t\u00eam nada no nome, muitas nem tem conta banc\u00e1ria. \u00c9 bem mais dif\u00edcil.&#8221;<\/p>\n<p><strong>&#8220;\u00c9 preciso entender que trabalho rural n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 homem que faz, n\u00f3s tamb\u00e9m fazemos. Estamos produzindo e estamos \u00e0 frente do com\u00e9rcio tamb\u00e9m.&#8221; &#8211; <\/strong>produtora rural Sandra Gimenez.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo Emater, elas j\u00e1 s\u00e3o 38% dos agricultores cadastrados na capital e est\u00e3o assumindo, cada vez mais, dianteira nos neg\u00f3cios Por Luiza Garonce, G1 DF Adapta\u00e7\u00e3o: Marluce Corr\u00eaa Ribeiro Nas \u00e1reas rurais do Distrito Federal, tratores s\u00e3o pilotados por mulheres. A fun\u00e7\u00e3o tradicionalmente desempenhada por homens tamb\u00e9m passou a ser delas na capital federal. 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