{"id":4363,"date":"2019-12-06T05:00:47","date_gmt":"2019-12-06T07:00:47","guid":{"rendered":"http:\/\/portal.agromulher.com.br\/?p=4363"},"modified":"2019-12-06T13:40:21","modified_gmt":"2019-12-06T15:40:21","slug":"os-desafios-e-jornadas-de-ser-uma-mae-empreendora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/lideranca-feminina\/os-desafios-e-jornadas-de-ser-uma-mae-empreendora\/","title":{"rendered":"Os desafios e jornadas de ser uma m\u00e3e empreendedora"},"content":{"rendered":"<h3>A maternidade \u00e9 motivo de discrimina\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, levando m\u00e3es a perderem seus empregos. Abrir o pr\u00f3prio neg\u00f3cio parece ser a luz no fim do t\u00fanel, por\u00e9m, empreender pode ser muito mais perrengue e menos glamour<\/h3>\n<p>Texto original: <a href=\"https:\/\/revistamarieclaire-globo-com.cdn.ampproject.org\/c\/s\/revistamarieclaire.globo.com\/amp\/Comportamento\/noticia\/2019\/11\/empreender-depois-de-ser-mae-pode-ser-mais-desafiador-do-que-mostram-redes-sociais.html\">Revista Marie Claire<\/a><\/p>\n<p>Por MARIANA MARTINS, EM <a href=\"https:\/\/revistamarieclaire-globo-com.cdn.ampproject.org\/c\/s\/revistamarieclaire.globo.com\/amp\/Comportamento\/noticia\/2019\/11\/empreender-depois-de-ser-mae-pode-ser-mais-desafiador-do-que-mostram-redes-sociais.html\">COLABORA\u00c7\u00c3O PARA MARIE CLAIRE<\/a><br \/>\nAdaptado por Marluce Corr\u00eaa e Pa\u00f4la M\u00edrian<\/p>\n<h3><strong>A MULHER E O MERCADO<\/strong><\/h3>\n<p>O empreendedorismo materno no Brasil acontece muito mais por necessidade do que por escolha. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 embasada pela fala da empres\u00e1ria\u00a0<strong>Ana Fontes<\/strong>, criadora da primeira e uma das maiores plataformas de apoio ao empreendedorismo feminino no pa\u00eds, a<em>\u00a0<a href=\"https:\/\/rme.net.br\/\"><strong>Rede Mulher Empreendedora (RME)<\/strong><\/a><\/em>, que conta com 500 mil mulheres cadastradas. \u201cMuitas dessas m\u00e3es veem no empreendedorismo a luz no fim do t\u00fanel ap\u00f3s uma demiss\u00e3o\u201d, diz a especialista.<\/p>\n<p>Essa percep\u00e7\u00e3o t\u00e3o latente no dia a dia de Ana, que tem como miss\u00e3o ajudar as mulheres a terem sucesso em seus neg\u00f3cios, fica ainda mais clara quando \u00e9 apresentada em n\u00fameros. Pesquisa da Escola Brasileira de Economia e Finan\u00e7as da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, que contou com a participa\u00e7\u00e3o de quase 250 mil mulheres, mostra que cerca de 50% perderam seus empregos um ano ap\u00f3s o in\u00edcio da licen\u00e7a maternidade.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>A DISCRIMINA\u00c7\u00c3O <\/strong><\/p>\n<p>As mulheres que n\u00e3o s\u00e3o discriminadas diretamente por conta da maternidade, deixando de fazer parte do time das CLTs, muitas vezes se veem diante de um ambiente no qual \u00e9 necess\u00e1rio trabalhar como se n\u00e3o tivessem filhos. Reuni\u00f5es s\u00e3o feitas justamente na hora de pegar as crian\u00e7as na escola e n\u00e3o h\u00e1 flexibilidade de hor\u00e1rios, que possibilite conciliar a rotina com os filhos pequenos. Esgotadas com a situa\u00e7\u00e3o, muitas pedem demiss\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, a inflexibilidade de hor\u00e1rios est\u00e1 no topo das motiva\u00e7\u00f5es de 52% das m\u00e3es que decidem abrir um neg\u00f3cio, segundo pesquisa feita pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora. Foi o caso da designer de moda\u00a0<strong>Bianca Pizzato<\/strong>, de Porto Alegre (RS), que abriu m\u00e3o do emprego ap\u00f3s o nascimento de Benjamin, 3.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cNa \u00e9poca, estava fora de cogita\u00e7\u00e3o voltar a bater ponto, fazer hora extra e ficar o tempo todo dispon\u00edvel para a empresa. Pedi demiss\u00e3o e fui trabalhar com meus pais\u201d \u2013 Bianca Pizzato<\/p><\/blockquote>\n<p>O fen\u00f4meno da sa\u00edda de m\u00e3es do mercado de trabalho, no entanto, n\u00e3o \u00e9 exclusivo do Brasil. Estudo feito pela Comiss\u00e3o de Igualdade e Direitos Humanos que atua na Inglaterra e no Pa\u00eds de Gales, respons\u00e1vel pela promo\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o das leis de igualdade e n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o, mostrou que no Reino Unido, estima-se que 54 mil mulheres percam seus empregos todos os anos por discrimina\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade.<\/p>\n<p>J\u00e1 nos Estados Unidos, 43% das mulheres com alta escolaridade deixam o trabalho para cuidar dos filhos. \u201c\u00c9 uma hemorragia que deve ser estancada para que a discuss\u00e3o sobre equidade entre g\u00eaneros se torne leg\u00edtima. Sinceramente n\u00e3o sei como esse tema ainda n\u00e3o recebe tanto destaque. Desconfio que seja porque as mulheres ainda sentem que o fracasso por n\u00e3o conseguirem conciliar carreira e maternidade seja delas\u201d, reflete a jornalista\u00a0<strong>Nathalia Fernandes<\/strong>, m\u00e3e de Sofia, 5, e Luca, 2, e autora do rec\u00e9m-lan\u00e7ado livro\u00a0<em>\u201cFeminismo Materno \u2013 O que a Profissional Descobriu ao se Tornar M\u00e3e\u201d<\/em>\u00a0(P\u00f3len Livros).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s sentir na pele a vergonha ao pedir demiss\u00e3o do emprego que foi resultado de uma forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica de dar inveja \u2013 al\u00e9m da gradua\u00e7\u00e3o, Nathalia fez diversos cursos e um mestrado em Londres, onde vive h\u00e1 10 anos &#8211; a jornalista voltou para casa sentindo que aquele era um fracasso pessoal.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cLevou tempo e precisei ganhar for\u00e7a e confian\u00e7a para perceber que n\u00e3o s\u00e3o milh\u00f5es de mulheres ao redor do mundo que est\u00e3o erradas. A falha \u00e9 de um sistema de trabalho ultrapassado, que foi criado por homens e para homens na d\u00e9cada de 50, antes das imensas transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas das \u00faltimas d\u00e9cadas\u201d. \u2013 Nathalia Fernandes<\/p><\/blockquote>\n<p>Mesmo avessa a correr riscos, Nathalia foi uma das m\u00e3es que viu no empreendedorismo uma forma de estar mais perto dos filhos. \u201cNo ano passado, criei uma microempresa especializada em conte\u00fado e, ap\u00f3s o per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o, consigo trabalhar com mais flexibilidade. Um dos clientes me pede que eu v\u00e1 uma vez por semana ou uma vez a cada 15 dias em seu escrit\u00f3rio, mas fora isso o trabalho \u00e9 todo feito remotamente e a comunica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de e-mails e Skype. Trabalho quando meus filhos est\u00e3o na escola e, \u00e0s vezes, quando eles j\u00e1 foram dormir ou nos fins de semana, quando eles podem estar com meu marido. Est\u00e1 funcionando, mas n\u00e3o \u00e9 um malabarismo simples at\u00e9 mesmo porque tamb\u00e9m como profissional aut\u00f4nomo, o fluxo de trabalho pode variar bastante\u201d, relata.<\/p>\n<h3><strong>MULHERES NEGRAS NO MERCADO<\/strong><\/h3>\n<p>Para as negras, empreender \u00e9 ainda mais desafiador. Dados do Sebrae mostram que 49% das empreendedoras negras come\u00e7am o neg\u00f3cio por pura necessidade, enquanto entre as brancas esse n\u00famero cai para 35%. Outro ponto \u00e9 que o rendimento das empreendedoras negras representa a metade dos ganhos das brancas: R$ 1.384 por m\u00eas contra R$ 2.691, respectivamente.<\/p>\n<p>Negra, perif\u00e9rica, m\u00e3e solo e ex-reclusa,\u00a0<strong>Renata Alves<\/strong>, CEO da Quebrada Produ\u00e7\u00f5es, era a verdadeira personifica\u00e7\u00e3o da falta de oportunidades que uma mulher em suas condi\u00e7\u00f5es pode ter. Precisou batalhar duas vezes mais que uma mulher branca de classe m\u00e9dia para conseguir seu lugar ao sol.<\/p>\n<p>A necessidade, no entanto, fez com que enxergasse oportunidade onde s\u00f3 parecia haver faltas. Ap\u00f3s cumprir pena por tr\u00e1fico de drogas durante 2 anos e 4 meses, ela saiu da pris\u00e3o com muita vontade de recome\u00e7ar a vida, por\u00e9m, sem saber como dar o primeiro passo.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cMe tornei a minha maior carcereira. Mas, passado algum tempo, vi que era preciso virar o jogo. Comecei ent\u00e3o o curso de psicologia, dando aulas para adultos. S\u00f3 que o dinheiro n\u00e3o era suficiente para pagar as contas\u201d \u2013 Renata Alves.<\/p><\/blockquote>\n<p>At\u00e9 que no final de 2009, Renata fez uma participa\u00e7\u00e3o num comercial do governo federal, que falava sobre a comunidade de Parais\u00f3polis, onde vive at\u00e9 hoje. Al\u00e9m do cach\u00ea, que ajudou a complementar a renda, Renata viu ali uma oportunidade de mercado: \u201cN\u00e3o t\u00ednhamos m\u00e3o de obra especializada em loca\u00e7\u00f5es ou figura\u00e7\u00f5es na comunidade. Comecei ent\u00e3o a achar loca\u00e7\u00f5es para as produtoras que precisavam de cen\u00e1rio para seus comerciais, filmes e novelas\u201d, conta.<\/p>\n<p>O neg\u00f3cio de Renata est\u00e1 de p\u00e9 h\u00e1 10 anos, e a cada dia recebe mais reconhecimento de iniciativas sociais, com previs\u00e3o de expandir para outras comunidades. Ainda assim, ela enfatiza: \u201cNunca foi menos trabalhoso que um trabalho CLT. Eu sempre tive hor\u00e1rio para sair de casa e nunca tive para voltar. Ser empreendedora n\u00e3o faz com que brote trabalho da noite para o dia. Hoje eu tenho menos tempo porque quando todo mundo viaja eu estou pensando na renda extra que eu preciso gerar se quiser tirar f\u00e9rias\u201d, diz.<\/p>\n<h3><strong>A RECEITA DO SUCESSO<\/strong><\/h3>\n<p>Com um contexto dificilmente favor\u00e1vel, o apoio da fam\u00edlia e do parceiro com as quest\u00f5es ligadas ao cuidado com a crian\u00e7a \u00e9 imprescind\u00edvel para que essa m\u00e3e possa ter um respiro, entender e administrar as demandas do neg\u00f3cio. N\u00e3o fosse isso, a designer de moda Bianca Pizzato, citada no in\u00edcio da mat\u00e9ria, n\u00e3o teria conseguido pedir demiss\u00e3o e se preparar para criar uma marca pr\u00f3pria de roupa infantil enquanto trabalhava com seus pais. A rede de apoio foi t\u00e3o importante na vida de Bianca, que agora com a ca\u00e7ula Amora, 7 meses, nos bra\u00e7os, ela resolveu expandir a outras m\u00e3es a ajuda que teve.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cJuntamente com outras duas mulheres, criei o coletivo Alma Mater, que tem como prop\u00f3sito fomentar o empreendedorismo materno, promover troca e conhecimento atrav\u00e9s de uma rede afetiva de mulheres que batalham por um mundo mais igualit\u00e1rio e justo. Nossa primeira a\u00e7\u00e3o foi um evento presencial que contou com discuss\u00f5es e capacita\u00e7\u00e3o para as m\u00e3es, a fim de desmistificar a ideia romantizada da maternidade e do empreendedorismo\u201d \u2013 Bianca Pizzato.<\/p><\/blockquote>\n<p>Nathalia Fernandes tamb\u00e9m reconhece a import\u00e2ncia da rede de apoio, que foi criando aos poucos para ajud\u00e1-la quando h\u00e1 mais demandas de trabalho que o habitual, durante os per\u00edodos de f\u00e9rias escolares ou em alguma emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>Para a empres\u00e1ria\u00a0<strong>Dani Junco<\/strong>, fundadora da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.b2mamy.com.br\/\"><strong>B2 Mamy<\/strong><\/a>, aceleradora de neg\u00f3cios maternos especializada em pesquisa, educa\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e tecnologia, o empreendedorismo materno romantizado, ainda \u00e9 resqu\u00edcio da pr\u00f3pria maternidade romantizada.<\/p>\n<blockquote><p>\u00a0\u201cO discurso \u00e9 feito em prol do politicamente correto ou do que vende mais na TV. Tamb\u00e9m \u00e9 reflexo da no\u00e7\u00e3o\u202ferr\u00f4nea de alta fragilidade e vulnerabilidade da mulher que tem uma crian\u00e7a pequena em casa. As pessoas n\u00e3o falam a verdade, do tipo: \u201cesse\u202fneg\u00f3cio n\u00e3o vai para frente,\u202fessa conta n\u00e3o fecha\u201d. E isso afeta tudo, pois s\u00f3 abra\u00e7os calorosos no clima do \u201cvai l\u00e1 acredita em voc\u00ea\u201d, n\u00e3o ajudam muito efetivamente\u201d, exemplifica Dani Junco.<\/p><\/blockquote>\n<p>A especialista acredita que al\u00e9m da rede de apoio, que vai ajudar com a crian\u00e7a, \u00e9 preciso\u202fo repert\u00f3rio que s\u00f3 a busca pelo conhecimento de seu neg\u00f3cio e as boas conex\u00f5es proporcionam.<\/p>\n<p>A empreendedora\u00a0<strong>Lia Castro<\/strong>\u00a0sabe bem disso. J\u00e1 tinha uma ag\u00eancia de comunica\u00e7\u00e3o quando veio Eva, 5, sua primeira filha. O neg\u00f3cio ia bem at\u00e9 engravidar dos g\u00eameos Lis e Tom\u00e9, 2, quando sentiu na pele o mesmo que acontece com o mercado em geral: os clientes romperam os contratos, receosos de que Lia n\u00e3o desse mais conta do recado. Foi quando ela passou a questionar as rela\u00e7\u00f5es de trabalho e a maternidade e, juntamente com uma amiga,\u00a0<strong>Carmem Madrilis<\/strong>, fundou o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.grupomae.com.br\/\"><strong>Grupo M\u00e3e<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>A empresa era voltada a fazer eventos para as m\u00e3es que, assim como elas, haviam se tornado empreendedoras. \u201cBatemos muito a cabe\u00e7a no in\u00edcio. Perdemos tempo e jogamos no lixo uma plataforma desenvolvida por n\u00f3s.<\/p>\n<p>A virada de chave veio ap\u00f3s entendermos de fato quem era o nosso p\u00fablico alvo e as suas necessidades, o que ficou mais claro ap\u00f3s um programa de acelera\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios\u201d, conta Lia.<\/p>\n<p>Com os ponteiros do neg\u00f3cio ajustados, as s\u00f3cias puderam desfrutar de lucros nunca vistos antes: nos dois primeiros meses desse ano faturaram mais que o ano passado inteiro. Hoje, Lia e Carmem capacitam outras mulheres na Escola de Neg\u00f3cios da M\u00e3e Empreendedora.<\/p>\n<h3><strong>PRINCIPAIS ERROS COMETIDOS AO EMPREENDER<\/strong><\/h3>\n<ul>\n<li>Acreditar 100% nas fotos lindas de outras empreendedoras \u201cde sucesso\u201d Sabe aquelas fotos maravilhosas de reuni\u00f5es, com toda a galera reunida em projetos incr\u00edveis? Ou falando sobre vendas extraordin\u00e1rias? Nem sempre a conta banc\u00e1ria ou at\u00e9 mesmo a sa\u00fade mental dessas pessoas condiz com as imagens postadas por elas. A grama do vizinho pode at\u00e9 parecer linda, mas s\u00f3 quem realmente vivencia o dia a dia sabe dos perrengues que passa. \u201c\u00c9 preciso mudar o mindset que tudo ser\u00e1 mil maravilhas. <span style=\"font-size: 14px;\">Na pr\u00e1tica, \u00e9 muito mais suor do que louros, especialmente no in\u00edcio do neg\u00f3cio ou quando as m\u00e3es j\u00e1 est\u00e3o desestabilizadas emocionalmente por conta de tantas mudan\u00e7as n\u00e3o esperadas\u201d, diz Lia Castro, da Escola de Neg\u00f3cios da M\u00e3e Empreendedora.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>N\u00e3o validar o produto ou servi\u00e7o No desespero de vender seu peixe, muitas m\u00e3es saem produzindo loucamente sem saber ao certo como o seu p\u00fablico-alvo vai reagir. Ser\u00e1 que o pre\u00e7o est\u00e1 certo? Seu p\u00fablico quer esse produto ou servi\u00e7o exatamente do jeito que voc\u00ea est\u00e1 oferecendo ou precisa de algumas mudan\u00e7as? \u201c90% das m\u00e3es que atendemos n\u00e3o sabem o que \u00e9 a valida\u00e7\u00e3o ou a sua import\u00e2ncia. Mas quando aprendem a validar seus neg\u00f3cios, um novo caminho que se abre. E isso diminui o tempo e os recursos gastos para que ela alcance os objetivos\u201d, diz Lia.<\/li>\n<li>Escolher os s\u00f3cios pela amizade O correto, ao criar uma sociedade, \u00e9 procurar pessoas que tenham habilidades ou condi\u00e7\u00f5es diferentes das suas, o que nem sempre acontece com amigos ou parentes. \u201cAl\u00e9m disso, pessoas muito pr\u00f3ximas tendem a misturar quest\u00f5es pessoais com trabalho. Cometi esse erro no in\u00edcio, mas reprogramei a rota e aprendi com ele\u201d, conta Ana Fontes.<\/li>\n<li>Investir cedo demais em estrutura f\u00edsica \u00c9 claro que ter uma boa apresenta\u00e7\u00e3o da empresa &#8211; seja fisicamente, no escrit\u00f3rio, ou no material de divulga\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e9 fundamental. Mas este \u00e9 um investimento posterior. \u201cAntes de mais nada \u00e9 preciso avaliar a viabilidade do neg\u00f3cio e tra\u00e7ar um plano para que ele seja sustent\u00e1vel\u201d, diz Ana Fontes.<\/li>\n<li>Misturar as finan\u00e7as pessoais com as da empresa \u00c9 muito comum que pessoas que est\u00e3o come\u00e7ando um neg\u00f3cio, por desconhecimento ou falsa praticidade, paguem contas pessoais com o dinheiro que entra na conta da empresa e vice-versa. \u201cTamb\u00e9m cometi esse erro at\u00e9 aprender que o certo \u00e9 fazer administra\u00e7\u00f5es separadas para evitar que uma renda comprometa a outra\u201d, diz Ana Fontes.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>INICIATIVAS QUE CAPACITAM M\u00c3ES EMPREENDEDORAS<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/rme.net.br\/\"><strong><em>Ela Pode<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n<p>Uma iniciativa do Instituto Rede Mulher Empreendedora com o apoio do Google, tem como objetivo capacitar 135 mil mulheres brasileiras, garantindo independ\u00eancia financeira e poder de decis\u00e3o sobre seus neg\u00f3cios e vidas.<\/p>\n<p>As capacita\u00e7\u00f5es s\u00e3o oferecidas gratuitamente para mulheres em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade socioecon\u00f4mica, de acordo com as demandas apresentadas em cada regi\u00e3o do Brasil, com aten\u00e7\u00e3o especial para o Norte e Nordeste.<\/p>\n<p>Cursos presenciais, com carga hor\u00e1rio de 4, 8 ou 16 horas, trabalham os seguintes temas de capacita\u00e7\u00e3o: lideran\u00e7a e comunica\u00e7\u00e3o assertiva, networking, autoimagem, negocia\u00e7\u00e3o, finan\u00e7as e ferramentas digitais.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/redetear.me\/\"><strong><em>Rede Tear<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n<p>Criada a partir da necessidade de conectar mulheres empreendedoras, l\u00edderes e investidoras, reuniu, numa primeira etapa, mulheres de diferentes perfis e territ\u00f3rios para rodadas de workshop.<\/p>\n<p>Transm\u00eddia, o projeto n\u00e3o gera custos \u00e0s empreendedoras, aliando conte\u00fado voltado ao universo feminino, entrevistas, curadorias, canais sociais, programa de acelera\u00e7\u00e3o, recrutamento e educa\u00e7\u00e3o. \u201cPara isso, trabalhamos em quatro pilares: empreendedorismo feminino, lideran\u00e7as, redu\u00e7\u00e3o da desigualdade de g\u00eanero no mercado de trabalho e acesso a recursos financeiros. Nossa plataforma inclui tamb\u00e9m um mapa de empreendedoras por regi\u00e3o do Brasil\u201d, conta Marcella Mugnaini, co-fundadora da Rede Tear.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, \u00e9 feito um cadastro no site, que gera um mapa com essas mulheres. Da\u00ed, basta filtrar e procurar as iniciativas em estados diferentes e por tipo de atua\u00e7\u00e3o, gerando networking entre elas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.b2mamy.com.br\/\"><strong><em>B2 Mamy<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n<p>Empresa privada de educa\u00e7\u00e3o e pesquisa especializada na jornada da maternidade, tem como objetivo formar mulheres l\u00edderes e livres economicamente e prover dados para que o mercado reaja positivamente \u00e0 maternidade. \u201cNossas trilhas de capacita\u00e7\u00e3o s\u00e3o pagas, mas temos um projeto social gratuito, que\u202fchamamos de B2Mamy Start.<\/p>\n<p>Ele acontece periodicamente para as\u202fmulheres da periferia de S\u00e3o Paulo\u201d, diz Dani Junco, fundadora da empresa. O B2Mamy Start tem dura\u00e7\u00e3o de 1 dia e \u00e9 voltado \u00e0s empreendedoras que est\u00e3o na fase de idealiza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>J\u00e1 o B2Mamy Pulse \u00e9 uma jornada de 250 horas, ao longo de quatro meses, para acelerar empresas j\u00e1 em um est\u00e1gio posterior, que precisam ser validadas e estruturadas. Os pre\u00e7os da capacita\u00e7\u00e3o variam de R$ 350 a R$ 5 mil.\u202fDesde 2016, quando foi fundada, 200 empresas j\u00e1 passaram por 5 turmas de acelera\u00e7\u00e3o da B2 Mamy. \u201cJuntas,\u202fdurante o programa, faturaram nos processos de valida\u00e7\u00e3o o valor de R$ 2,5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>No\u202facompanhamento anual, 40% das empresas se mantiveram\u202foperacionais na ideia original, as outras\u202fgiraram para um novo modelo de neg\u00f3cio ou fecharam, com mulheres que retornaram ao mercado de trabalho convencional\u201d, diz Dani Junco.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.hotmart.com\/product\/grupo-m-a-e-escola-de-negocios-da-mae-empreendedora\"><em><strong>Escola de Neg\u00f3cios da M\u00e3e Empreendedora<\/strong><\/em><\/a><\/p>\n<p>A edtech \u00e9 uma das iniciativas do GRUPO M.\u00c3.E, fundado h\u00e1 3 anos, que capacitou 3 mil m\u00e3es em 16 estados brasileiros. A plataforma digital conta com mais de 100 aulas, que ensinam desde como ter uma ideia de neg\u00f3cio, at\u00e9 abordagens de vendas escal\u00e1veis. \u201cNossa metodologia foi desenvolvida para desmistificar temas que a princ\u00edpio parecem complexos no universo do empreendedorismo, como gest\u00e3o, marketing, vendas, contabilidade e finan\u00e7as. Simplificamos e apresentamos os conceitos de forma leve e que n\u00e3o demande tempo em excesso\u201d, diz Lia Castro.<\/p>\n<p>O programa inclui ainda cases de sucesso e ensina as m\u00e3es a aplicarem os exemplos em pequenos, m\u00e9dios e grandes neg\u00f3cios. A estimativa da edtech \u00e9 atender mais de 10 mil m\u00e3es empreendedoras no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Texto original: <a href=\"https:\/\/revistamarieclaire-globo-com.cdn.ampproject.org\/c\/s\/revistamarieclaire.globo.com\/amp\/Comportamento\/noticia\/2019\/11\/empreender-depois-de-ser-mae-pode-ser-mais-desafiador-do-que-mostram-redes-sociais.html\">Revista Marie Claire<\/a><\/p>\n<p>Por MARIANA MARTINS, EM <a href=\"https:\/\/revistamarieclaire-globo-com.cdn.ampproject.org\/c\/s\/revistamarieclaire.globo.com\/amp\/Comportamento\/noticia\/2019\/11\/empreender-depois-de-ser-mae-pode-ser-mais-desafiador-do-que-mostram-redes-sociais.html\">COLABORA\u00c7\u00c3O PARA MARIE CLAIRE<\/a><br \/>\nAdaptado por Marluce Corr\u00eaa e Pa\u00f4la M\u00edrian<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maternidade \u00e9 motivo de discrimina\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, levando m\u00e3es a perderem seus empregos. Abrir o pr\u00f3prio neg\u00f3cio parece ser a luz no fim do t\u00fanel, por\u00e9m, empreender pode ser muito mais perrengue e menos glamour Texto original: Revista Marie Claire Por MARIANA MARTINS, EM COLABORA\u00c7\u00c3O PARA MARIE CLAIRE Adaptado por Marluce Corr\u00eaa<\/p>\n","protected":false},"author":2902,"featured_media":4366,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"episode_type":"","audio_file":"","podmotor_file_id":"","podmotor_episode_id":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","filesize_raw":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","itunes_episode_number":"","itunes_title":"","itunes_season_number":"","itunes_episode_type":"","footnotes":""},"categories":[11],"tags":[38,652,651,650,653],"class_list":{"0":"post-4363","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-lideranca-feminina","8":"tag-agromulher","9":"tag-emprendedorismo","10":"tag-mae","11":"tag-maternidade","12":"tag-mulheres-emprendedoras"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4363"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2902"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4363"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4363\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4366"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4363"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4363"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromulher.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4363"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}