Roda de conversa com profissionais do setor florestal será realizada no próximo dia 22 (sexta-feira), às 19 horas, e tem o intuito de promover uma discussão sobre carreira, oportunidades e posicionamento estratégico de mulheres dentro do setor. Quer conhecer um pouco mais sobre a história destas mulheres inspiradoras que estarão com a gente neste bate-papo? Continue sua leitura, conheça um spoiler das histórias de Amanda, Mellyssa e Tatiane e inspire-se.
Texto: Marluce Corrêa Ribeiro
Quem vê a força da mulher que ocupa inúmeras funções dentro do setor do agronegócio não imagina tudo que há por trás destas profissionais excepcionais. Assim também é com Amanda, Mellyssa e Tatiane. Três mulheres que têm algo em comum: trabalhar e construir sua carreira em uma grande empresa do setor florestal no Brasil.
De um lado temos Amanda, iniciando sua carreira neste setor e nesta empresa, com surpreendentes horizontes de aprendizado pela frente. O desejo pelo aprendizado corre nas veias da mãe do Vicente, que está há 3 meses como estagiária de Suporte ao Produto, Garantia e Industrialização da John Deere.
Do outro lado temos a experiência de Tatiane, que trabalha há 15 anos na John Deere. A mãe do Crystopher, da Eduarda e do Arthur hoje atua como Supervisora de Peças na Unidade Florestal, depois de passar por diversas áreas dentro da empresa.
E estas histórias são brilhantemente complementadas pela história de Mellyssa. A publicitária, mãe da Ísis e do Erik, atua há mais de 12 anos no setor agrícola, e hoje está como Gerente de Marketing da Divisão Florestal da John Deere. E é nessa função que ela desempenha aquilo que nasceu para fazer: comunicar o agro, com foco no setor florestal.
Entre elas, muitas coisas em comum
Você pode estar se perguntando: o que elas têm em comum além de trabalhar na mesma empresa? E mais: o que elas têm em comum comigo que sou mulher e também atuo ou desejo atuar no setor florestal?
E com muita propriedade podemos dizer que todas enfrentam desafios e oportunidades bem semelhantes e chegaram aqui por meio de muita resiliência. Para Tatiane, que passou por diversos setores dentro da John Deere, a chegada ao setor florestal escancarou o pré-conceito para com as mulheres dentro do setor. Frases do tipo: “mulher não conhece de máquina, não conhece de peças, mulher não vai a campo com ambiente hostil que lá impera”, e muitas coisas mais são comuns neste ambiente, como bem relata a própria Tatiane. E você pode estar se perguntando: como ela enxerga este desafio dentro do setor?
E a essa pergunta, ela mesma responde: “Penso que estamos aqui juntos e temos que demonstrar que não é sobre homem OU mulher, e sim sobre homens E mulheres, juntos. As oportunidades que vejo para nós mulheres está na força, persistência e nos detalhes que nós mulheres conseguimos trabalhar”, enfatiza Tatiane.
Amanda tem experiências bem semelhantes às de Tatiane. Apesar de estar começando a escrever sua história no setor florestal, atuou no setor automotivo e também no setor farmacêutico. Ela relata que sua experiência profissional adquirida até aqui fez com que aprendesse como deveria se portar para conquistar o seu espaço e ser ouvida. “Precisei estudar e conhecer sobre o produto, sobre o cliente, sobre o processo para que minhas ideias nascessem e fossem levadas em consideração. Também precisei aprender a lidar com o operacional (que em sua maioria contava com mão de obra masculina) e aplico até hoje esses passos para poder continuar executando o melhor que eu posso”, relata Amanda que hoje é estudante de Engenharia de Produção.
Hoje, Amanda conta que está na empresa que sempre teve como sonho/meta de vida profissional e acredita que tudo que viveu até aqui a preparou para estar exatamente onde está atualmente. E assim é a nossa vida e nossa carreira. Anos de construção em busca da consolidação de um trabalho que faça a diferença na vida das pessoas e traga realização pessoal e profissional. Um passo de cada vez rumo a algo muito maior, mas sempre desfrutando do caminho.
Com Mellyssa o caminho foi bem semelhante. Muitos desafios, muitas funções desempenhadas, muitas oportunidades “agarradas” ao longo da carreira até chegar ao setor florestal e encontrar um despertar diferente.
A própria Mellyssa nos diz que sempre desempenhou funções de comunicação e marketing e se surpreendeu com o segmento florestal. “Aprendi que sustentabilidade e produtividade caminham juntas nessa indústria e isso despertou em mim um grande senso de propósito: a vontade de fazer a diferença proporcionando produtos e serviços cada vez mais tecnológicos e produtivos para o setor e um storytelling à altura da grandeza da floresta, para que a imagem do segmento como um todo se eleve e seja devidamente reconhecida como essencial para a preservação da vida do planeta”, relata a publicitária.
Quanto aos desafios do setor, Mellyssa destaca que para ela, sem sombra de dúvidas, a falta de representatividade feminina é o maior deles. “É muito difícil ser a única ou uma das únicas mulheres no meio, numa conversa com clientes, numa reunião com os pares. Nossos pontos de vista costumam ser muito diferentes e não poder contar com mais mulheres nas mesas de decisão nos traz uma dificuldade extra ao expor ideias e propostas de mudanças. Às vezes falta apoio”, declara.
Ao mesmo tempo, ela destaca pontos muito positivos para o desenvolvimento do setor e oportunidade de carreira para as mulheres. “Vejo como oportunidade a profissionalização e digitalização do setor, pois a qualificação profissional é mais exigida e isso é um ponto positivo para as mulheres que, estatisticamente, se qualificam e estudam mais”, finaliza.
E é justamente sobre cada um destes pontos (carreira, desafios, oportunidades, maternidade, capacitação), que elas comentaram aqui com tamanha propriedade, que falaremos com mais detalhes na roda de conversa no próximo dia 22, às 19 horas, no canal da AgroMulher no Youtube.
Esperamos por você para se conectar com estas mulheres e se inspirar na história de cada uma delas!