Mulher do Agro, você pode alcançar o reconhecimento, o emprego ou a promoção que você tanto deseja!
As pesquisas indicam um aumento significativo da presença feminina no agronegócio. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), houve um aumento de 21% no número de mulheres que ocupam cargos de decisão nas empresas do setor entre os anos de 2013 e 2017. Um trabalho, realizado em conjunto em 2019 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Embrapa e o IBGE, identificou que o número de mulheres dirigindo propriedades rurais alcançou quase 1 milhão, num universo de 5 milhões.
Por outro lado, é notável que ainda há muito espaço e oportunidades de crescimento. O Agro, mesmo durante a Pandemia, continuou a todo vapor. O setor auxiliou o Brasil a fechar o ano de 2020 com saldo positivo na geração de empregos, visto que foram criados 142.690 postos de trabalho formais no ano de 2020. Só a agropecuária abriu 61.637 novas vagas, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Como você, Mulher do Agro, pode se preparar e crescer com essas oportunidades?
Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) em 2017, com 862 mulheres que atuam antes, dentro e depois da porteira, identificou que os principais desafios listados por elas são:
- falta de valorização e reconhecimento;
- muitas se sentem despreparadas e inseguras;
- ambiente predominantemente masculino (preconceito e machismo);
- falta de oportunidades;
- necessidade de capacitação e desenvolvimento.
Atuando no Agro há 12 anos, já senti na pele esses desafios e, hoje, me deparo com alunas e clientes que vivenciam desafios semelhantes. Lembro-me como se fosse hoje! Em 2016, eu estava com alguns incômodos em relação a minha Carreira, pois já atuava em Projetos de Consultoria e Capacitação no Agro há 3 anos, mas eu queria projetos diferentes, novos aprendizados e dar aula para cursos de pós-graduação. Eu olhava para o lado e via colegas crescerem, conseguirem oportunidades e, para mim, as coisas não fluíam na época.

Eu busquei ajuda profissional e, trabalhando no meu autoconhecimento, eu percebi que os resultados não vinham, por conta das minhas atitudes e comportamentos, ou melhor, devido à falta delas. Eu era insegura, quieta, conversava com poucas pessoas a minha volta, não fazia networking, não comunicava meus interesses, dizia sempre sim para todos que me pediam ajuda ou me convidavam para projetos, mesmo que muitas vezes, internamente, eu queria ter tido não, porque aquilo não tinha sentido para mim, era algo que ia me afastar do meu real objetivo. Esperava que os Gestores reconhecessem minhas contribuições e interesses, não me posicionava nas reuniões, evitava colocar minhas ideias com medo de me acharem boba, ou seja, eu ficava nos bastidores. A partir do momento que eu mudei minha postura, comecei a agir ao contrário disso, as oportunidades que eu tanto queria, de novos projetos, treinamentos e aulas, alinhados com os meus interesses e propósito, começaram a surgir!
Trabalhando no meu autoconhecimento, eu percebi que os resultados não vinham, por conta das minhas atitudes e comportamentos, ou melhor, devido à falta delas.
Júlia Tittoto
Outro dia, conversando com uma aluna de Mentoria, ela me disse: “Ah Julia! Mas, eu não gosto de ficar falando sobre o meu trabalho, fico com a sensação de estar me achando, de parecer metida! Acredito que meu Gestor nota, neh?”. Eu sugeri a ela o seguinte: “É bem provável que devido à correria do dia a dia e problemas pessoais, seu Gestor não esteja percebendo suas contribuições. Então, encontre oportunidades para mostrá-las, com humildade. Por exemplo: nas reuniões do setor, peça para apresentar as mudanças e resultados positivos que a empresa obteve com a ferramenta e o processo novo que você implementou. Se houve contribuições da sua equipe, dê créditos e ressalte a importância deles no processo também.” Ela gostou da ideia, colocou em prática e recebeu feedback bastante positivo do Gestor e das outras pessoas que estavam na reunião.
Chamar a atenção para sua competência e valor não é “se achar”, ser “metida”, não! É você ter a consciência do seu real valor, se valorizar e reconhecer suas qualidades por si mesma. Se você não dá o devido valor ou reconhecimento para o seu trabalho, como você quer que o outro faça isso?
Assumir o protagonismo e autoliderança da sua Carreira e Vida é parar de reclamar, de se vitimizar, de se justificar, de esperar que o outro faça algo por você. Quando você se comporta assim, você perde força, por estar colocando a responsabilidade sobre os seus resultados fora.
Para o reconhecimento vir, você precisa se reconhecer e se valorizar primeiro! Para as oportunidades acontecerem, você precisa criá-las!
Pare de esperar que a empresa cuide da sua Carreira. Seja proativa na busca do seu desenvolvimento e crescimento profissional!
Você, Mulher do Agro, pode alcançar o que você quiser, desde que acredite em si e assuma o poder que está dentro de você!
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