SOS: Maturidade feminina no mundo do agronegócio

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Você está preparado para o mercado de trabalho? Entende as demandas e conceitos necessários para não só ingressar numa empresa, mas permanecer e ter escalabilidade dentro dela?

Entenda como a maturidade feminina é indispensável para o Agronegócio e porque as empresas clamam por mais pessoas maduras. 

 A MULHER E O AGRONEGÓCIO

Não é novidade que a mulher vem, cada vez mais, conquistando seu espaço no Agronegócio. As mulheres atuam em diversos setores, mais de 30% nesse segmento (ABAG), enquanto o número de homens diminuiu cerca de 11,6% segundo o CEPEA. 

Um dia após o outro, mais mulheres entram no ramo, são estimuladas a investir, a se capacitar, são promovidas e ficam mais poderosas. Com isso, é necessário que se faça um exame de consciência pois, na vida adulta, quanto maior o cargo, maior a responsabilidade e, no mundo corporativo, objetividade é crucial.  

Quando se escolhe a profissão, muitas pessoas não fazem ideia do que é o mundo do mercado de trabalho e de como ele funciona. Não tem noção de como é realmente o ofício que irá marcar sua vida. Escolher uma profissão é muito difícil e, às vezes, ocorrem desafios durante a jornada. 

Muitos perdem a coragem de recomeçar do zero caso não tenha gostado do curso escolhido, sofrem a pressão da família para pegar o diploma, pensam em quanto é alto o investimento para a formação, entre tantas outras razões que dificultam a jornada. Ocorre o desenvolvimento do conhecimento em determinada área, mas esquece-se do principal: do próprio ser.  

Além disso, com a crescente inserção das mulheres no mundo do Agronegócio, elas necessitam, cada vez mais, estar preparadas psicologicamente para esse ambiente tradicionalmente masculino. Ter um preparo psicológico para lidar com competitividade, preconceito (ainda existente) e esforço físico e psicológico requer um nível de maturidade e autoconhecimento. Aprendemos melhor e teremos mais rendimento no trabalho quando soubermos o momento de ignorar algumas atitudes e saber se portar em outras.

MATURIDADE E EMPREGABILIDADE

Atualmente, quando acontece o recrutamento para entrevistas ou para participar de processos seletivos, uma das maiores preocupações da empresa é saber QUEM É VOCÊ. Mesmo levando em consideração a sua habilidade na área, é importantíssimo saber como você se comporta e avaliar se você também se encaixa com as condutas e perfil da empresa contratante. Já reparou que nos processos seletivos atuais pouco se pergunta sobre suas reais habilidades com áreas específicas? Eles querem saber sobre você. 

Isso acontece porque todos podem ser treinados, mas a maturidade não se aprende com um treino de uma semana. As empresas não querem se preocupar com a formação da maturidade, porque elas acreditam que o profissional já deveria chegar com essa base formada. Mas a realidade é que ele não chega pronto e as empresas precisam assumir essa responsabilidade para ter profissionais mais produtivos. 

A maturidade é fundamental para o ser humano. Precisamos dela para fazer qualquer coisa na vida. E as pessoas confundem maturidade com experiência. Não é porque se tem anos de carreira, que a pessoa é madura. E o contrário também é válido. Maturidade se adquire com o dia-a-dia, com a maneira como nos comportamos diante de um problema e com a forma como lidamos com nosso lado emocional. 

Com as mulheres não é diferente. Muitas de nós têm dificuldade de separar o lado profissional do pessoal. Por isso a maturidade é importantíssima para o trabalho. Temos que saber entender que objetividade não é grosseria. Precisamos parar de levar tudo para o lado pessoal (principalmente os comandos que nos são dados) e sermos mais objetivas no ambiente de trabalho. Uma equipe que trabalha sem objetividade não gera resultados e tende a afundar, porque quando uma afunda, todas afundam juntas. 

É necessário maturidade para saber lidar com as adversidades do dia-a-dia. Todos os profissionais, inclusive as mulheres, precisam chegar ao mercado de trabalho com a cabeça mais trabalhada e entender que nem tudo diz respeito a elas (es)  e sim a um bem comum. Entender também que nem sempre a opinião dela vai prevalecer. É preciso ver as outras mulheres não como competidoras, nem concorrentes, mas sim como colaboradoras e possíveis parceiras.

COMO RESOLVER O PROBLEMA

Levar as atividades do trabalho para o lado pessoal, não é um bom caminho. Se pedirem para ser um pouco mais rápida nas atividades, você precisa tomar providências e tentar atender ao solicitado. Se não consegue fazer mais rápido, precisa ter a coragem de falar com a superiora e esclarecer a situação. Nestes, e em muitos outros casos, reclamar e se fechar não é a melhor solução.

As empresas querem pessoas mais preparadas emocionalmente para assumir cargos, trabalhar em equipe e ter cargos de liderança. Um profissional que tem um perfil resiliente e aceita uma crítica como um degrau para subir e alcançar objetivos, que sabe o que quer e como fazer, leva vantagem no mercado. 

É necessário ter humildade para entender si mesma e aprender a se autoconhecer. Fazer uma avaliação entre a sociedade e você, entre o que o mundo diz e o que você entende. Deve-se entender o seu lugar dentro da empresa: se é uma líder, deve ser exemplo e não uma imagem de repressão; se for uma colaboradora, deve seguir as regras e entender a objetividade da tarefa. 

Procure o autoconhecimento e entenda como funcionam as relações humanas. Se observe e fique atento a como as pessoas que você admira tratam o próximo e aplique exercícios diários de autoconhecimento. Conte conosco da Rede AgroMulher para te ajudar nessa jornada, continue nos acompanhando e seja muito bem vinda!

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Sobre o Autor

Paôla Mírian

Estudante de Agronomia, estagiária em marketing, conteúdo e SEO no Agromulher.

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