terça-feira, novembro 13

Rogério Castro assume a Presidência da Multinacional UPL no Brasil

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A entrevista desta semana é com o CEO Brasil da multinacional UPL, Sr. Rogério Castro. Rogério graduou-se pela Universidade Federal de Lavras – UFLA em 1990, como Engenheiro Agrônomo, pós graduou-se em 2004 na FGV – Fundação Getúlio Vargas e em 2016 em Harvard Business School. Desde 2011 é colaborador da UPL, galgando, deste então, várias posições dentro da empresa até se tornar CEO Brasil da mesma em abril de 2017.

A UPL é uma multinacional indiana criada em 1969 para proteger e nutrir lavouras de várias culturas, que está presente em 86 países, com 28 fábricas ao redor do mundo e com faturamento anual de 2 bilhões de dólares. Além de 05 centros de pesquisa, ela possui 27 centros tecnológicos. A UPL chegou no Brasil há 10 anos e já implantou em Ituverava/SP um centro tecnológico e distribuição. Um dos maiores orgulhos desta multinacional é a ONG “Associação VIDA,” que acolhe e dá oportunidades a jovens carentes, contribuindo para sua educação.

Saiba mais acessando o site www.uplbrasil.com.br

AGROMULHER – Qual o seu sentimento ao assumir uma posição de CEO em uma empresa multinacional que teve um crescimento bem acima da media no último ano no mercado agrícola brasileiro?

ROGÉRIO CASTRO – Para mim é uma continuidade, eu estou na UPL desde o início e o sentimento que eu já tinha de pertencer, agora também é o sentimento de liderar a empresa no Brasil.

AGROMULHER – A que você atribui esse crescimento tão expressivo da UPL no mercado de agroquímicos em um ano que o mercado teve desempenho negativo?

ROGÉRIO CASTRO – Os nossos produtos são frutos de inovação tecnológica e de diferenciação. Os produtores tem aceitado bem as nossas soluções para os problemas da agricultura porque a nossa perspectiva é a mesma do Produtor. Ou seja, a UPL parte de um problema pontual relevante no Brasil e trabalha com desenvolvimento de produtos que atendam a necessidade deste produtor.

AGROMULHER – Qual a sua opinião sobre o atual cenário político brasileiro e os possíveis impactos no agronegócio?

ROGÉRIO CASTRO – Essa resposta seria longa demais para este momento político. Todos devem estar se perguntando e tentando entender o ponto em que chegamos. Em resumo, eu diria que precisamos olhar muito bem a educação de nossos filhos, para que princípios e valores sejam mudados para as próximas gerações. A renovação na política brasileira é algo mais que mandatório. Felizmente o agronegócio tem uma força própria e continuará sendo a âncora de nossa economia.

AGROMULHER – Em março deste ano o FRAC Internacional lançou uma nota oficial declarando a resistência da ferrugem asiática ao grupo químico das carboxamidas. Como a UPL pode contribuir com o produtor considerando a perda de mais um grupo químico para o controle das doenças?

ROGÉRIO CASTRO – Considerando a situação nas lavouras brasileiras com menor sensibilidade da ferrugem da soja aos três grupos químicos que apresentam sítios únicos de modo de ação para o controle desta doença, sendo eles, as carboxamidas, as estrobilurinas e os triazóis, nós da UPL, precisamos estar tecnicamente sempre muito bem preparados para orientar os nossos clientes, como pioneiros no manejo da resistência da ferrugem a fungicidas, dar todo subsídio técnico para o uso de Unizeb Gold e Unizeb Glory, que são os fungicidas verdadeiramente multissitio para o manejo da resistência da ferrugem da soja no Brasil e ferramentas eficazes que podem prolongar a longevidade dos fungicidas de sítio específico de ação (carboxamidas, estrobilurinas e triazóis).

AGROMULHER – A UPL se posiciona no mercado como uma empresa inovadora, levando isso em consideração quais são as estratégias para manter o ritmo de crescimento que a empresa vem demonstrando?

ROGÉRIO CASTRO – A UPL tem lançado sempre produtos novos, dando muita atenção e prioridade aos problemas críticos das culturas, ajudando e simplificando a vida do Produtor. Por exemplo, temos dado muita atenção ao manejo de resistência dos Fungos causadores da Ferrugem assim como a resistência das ervas daninhas.

AGROMULHER – A UPL é uma empresa Indiana, presente em 86 países e está entre as 10 maiores empresas do mundo no segmento de agroquímicos. Você acredita que os valores transmitidos pela empresa para seus colaboradores contribuem para ela chegar nesta posição mundial?

ROGÉRIO CASTRO – Sim, sem duvida, nossos valores nos trouxeram até aqui, principalmente porque reuniu colaboradores maravilhosos que acreditam nos mesmos valores.

AGROMULHER – O que significa ter o “DNA mais Terra” para a UPL?

ROGÉRIO CASTRO – Ter o “DNA Mais Terra” é ter aderência ao perfil do colaborador que a UPL busca para seu time de trabalho, sobretudo àqueles que estão no campo, vivendo o dia-a-dia do Produtor. Este profissional é aquele que valoriza a presença e conquista a confiança do cliente.

AGROMULHER – Em sua trajetória profissional são 26 anos de carreira atuando em empresas do agronegócio brasileiro. Quais seriam as suas dicas para os jovens profissionais que estão iniciando a carreira neste segmento?

ROGERIO CASTRO – A minha dica é que o jovem profissional busque conhecer o seu perfil, saiba que área o atrai e o faz feliz e procure cargos ou posições que tenham aderência com seu perfil. Os testes de perfil e/ou as pessoas com conhecimento em recrutamento e seleção podem ajudar os jovens neste direcionamento. Fique atento aos resultados de suas entrevistas e destes testes.

AGROMULHER – Na sua opinião, quais são os requisitos necessários para que um líder tenha um bom desempenho no mercado de trabalho atualmente?

ROGERIO CASTRO – Eu sempre busco selecionar líderes que sejam primeiramente autênticos, que tenham empatia (saibam ouvir), que tenham muita lógica e assertividade nas estratégias e finalmente que sejam focados na busca de resultados.

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Sobre o Autor

Andréa Oliveira

Advogada, atuando em diversas áreas do Direito, com foco em Direito do Agronegócio.

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