Rede Agromulher lança parceria com a empresa Oxiquímica Agrociência

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Com o objetivo de compartilhar conteúdo técnico de qualidade e apresentar soluções que irão trazer inovação, sustentabilidade e bons resultados, a parceria promete gerar ganhos significativos para o setor e dar voz a muitas agro mulheres

Texto: Marluce Corrêa Ribeiro – Jornalista e Redatora do Portal Agromulher

O agronegócio é um setor extremamente dinâmico. Diariamente, as (os) produtoras (es) e técnicas (os) são desafiadas (os) a reaprender manejos de pragas, doenças e plantas daninhas, buscar estratégias de produção eficiente, planejar alternativas viáveis, além de driblar situações atípicas do clima e da economia.

Em um setor que é responsável por cerca de ¼ do PIB brasileiro e trabalha com altos valores investidos e, por muitas vezes, um alto custo de produção, aquele produtor ou aquela produtora que não aprende a gerir o seu negócio e buscar alternativas inteligentes para a produção, não consegue se sustentar por muito tempo. É preciso acompanhar o dinamismo do agro e adotar tecnologias de manejo inteligentes para superar os desafios. E poder contar com a força feminina nessa rotina desafiadora faz toda a diferença dentro de uma empresa como a Oxiquímica.

Nesse artigo, vamos mostrar como a campanha “O Agro com elas” vai trazer conteúdo técnico de uma forma clara e ainda destacar a presença feminina e todo seu potencial no agronegócio. E para começar, vamos entender quais alguns desafios e soluções encontradas por produtores e profissionais no setor agrícola?

O mercado do agro e seus desafios

Um dos grandes desafios do setor do agro, tem sido o manejo de pragas, doenças e plantas daninhas quem tem adquirido resistências a inúmeros mecanismos de ação de inseticidas, fungicidas e herbicidas. Um dos motivos dessa resistência pode ser o uso repetitivo de produtos com um mesmo mecanismo de ação. Para driblar esse tipo de problema, é preciso buscar alternativas inteligentes de manejo.

No caso da soja, um grande problema apontado por pesquisadores da Embrapa Soja é a ferrugem asiática causada pelo fungo biotrófico Phakopsora pachirhyzi, que é um patógeno extremamente agressivo e que tem causado grandes danos e perdas à cultura.

Nesse cenário, onde o cultivo da soja deve ultrapassar os 37 milhões de hectares plantados na Safra 20/21, o uso das boas práticas agrícolas é fundamental, passando pela rotação de culturas, manejo cultural com a eliminação de restos culturais que podem servir de hospedeiros para o patógeno, controle biológico associado a um controle químico inteligente e dentro das recomendações, uso de cultivares resistentes, o cumprimento do vazio sanitário para as culturas determinadas, o uso de fungicidas multissítio associados aos sítios – específicos e um controle químico sempre com rotação de grupos químicos e modos de ação distintos.

Segundo artigo produzido pelo Gerente de Marketing da Oxiquímica, Marcelo Figueira, juntamente com o gerente de desenvolvimento de mercado da empresa, Hélio Marques, a maioria dos fungicidas registrados para o controle de doenças na soja, são sítio-específicos, sendo ativos contra um único ponto da via metabólica do patógeno ou contra uma única enzima ou proteína necessária para o fungo.

O artigo ainda pontua que apesar da grande contribuição que os fungicidas proporcionam no controle de doenças, seu uso intensivo pode ter como consequência a seleção de isolados de fungos menos sensíveis ou resistentes. A resistência de fungos a fungicidas é uma resposta evolutiva natural dos fungos a uma ameaça externa para sua sobrevivência, nesse caso o fungicida. Quando os fungicidas com modo de ação específico começam a ser aplicados, tendem a eliminar populações mais sensíveis do patógeno, aumentando a frequência das menos sensíveis, atuando como agentes de seleção.

No Brasil, já foram relatados casos de resistência ou diminuição da sensibilidade da Phakopsora pachirhyzi (Ferrugem Asiática) aos três principais MOA (Modos de Ação) mais utilizados na cultura da soja, os Inibidores de Demetilação (DMI, triazóis), Inibidores de Quinona Oxidase (QoI, estrobilurinas) e, em 2017, o grupo das Succinato Desidrogenase (SDHI, carboxamidas).

Situações de resistência como essa já são registradas para inúmeros organismos dentro da produção agrícola e animal e demandam alternativas de manejo inteligentes e eficientes a fim de buscar a sustentabilidade financeira, econômica e social do negócio, além da manutenção a longo prazo de tecnologias que demoram anos para ser desenvolvidas e podem ser “perdidas” rapidamente por conta do manejo inadequado. 

Soluções inovadoras

Diante de um cenário onde cada vez mais organismos (sejam eles fungos, bactérias, plantas daninhas, insetos ou nematoides) são registrados como resistentes a inúmeros mecanismos de ação de produtos químicos, é preciso inovar e trabalhar com eficiência e inteligência a fim de conquistar a produtividade e a lucratividade tão almejada.

Dentro do manejo das doenças, é preciso revolucionar. Em busca de novas tecnologias para contribuir com esse manejo, diversas são as pesquisas na área de melhoramento genético de plantas e de desenvolvimento de produtos inovadores. Uma categoria desses produtos é a que une um ativo sítio específico e um outro multissítio em um mesmo produto a fim de atingir o patógeno por dois modos de ação diferentes. De forma grosseira, é como se o fungicida, nesse caso, “atacasse o fungo por dois lados”, e caso ele não possa ser controlado por um dos lados onde o fungo é resistente, ele será controlado pelo outro ao qual o organismo é suscetível.

Essa estratégia tem sido uma alternativa complementar a um manejo inteligente pensado de forma macro dentro da lavoura, contribuindo com o manejo de resistência do patógeno. Em um sistema tão dinâmico, é preciso pensar “fora da caixinha” e quebrar paradigmas para buscar uma agricultura lucrativa e mais sustentável. E é aí que as mulheres têm um grande diferencial: enxergam além do óbvio e pensam tudo de maneira integrada. Por isso que o agro pode contar com elas.

“O Agro com elas”

Para ajudar a ter uma visão macro e “pensar fora da caixinha”, tanto sobre o manejo de resistência quanto sobre diversos outros aspectos, as mulheres têm ocupado posição de destaque e a presença feminina soma ao mercado do agro de forma indiscutível. Elas são importantes no desenvolvimento de novos produtos com seu olhar atento, curioso e seu poder de organização. Elas são também indispensáveis na gestão e no desenvolvimento de novos mercados com sua capacidade de liderança e facilidade de comunicação. Na área comercial e de relacionamento elas também marcam presença. As mulheres têm facilidade em se relacionar, formar grupos e entender as nuances do negócio por meio de seu olhar atento. Elas enxergam o que, muitas vezes, poucos viram.

E é pensando em mostrar essa forte atuação das mulheres na agricultura brasileira e compartilhar conteúdo de qualidade, que a Rede Digital Agromulher iniciou uma parceria com a empresa OXIQUÍMICA AGROCIÊNCIA.

Segundo o Gerente de Marketing da Oxiquímica Agrociência, Marcelo Figueira, a campanha “O Agro com elas” tem o “objetivo de difundir e mostrar a importância e a história de mulheres incríveis que há muito tempo contribuem com o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. A Oxiquímica dentro desse contexto tem o privilégio de ter em seu quadro de colaboradores, mulheres em todos os setores, que ao longo de quase três décadas, se consolidaram como parte fundamental para o desenvolvimento sustentável da nossa empresa e da agricultura brasileira, e nós vamos contar essas histórias para vocês”, declara ele.

Dentre essas tantas agro mulheres com participação marcante nas diversas empresas espalhadas pelo Brasil nos mais diversos setores de atuação, estão Stefania, Namíbia e Luiza. Essas três mulheres fazem parte do quadro de colaboradores da Oxiquímica e, mais do que isso, elas se sentem parte do todo. Esse sentimento de pertença faz toda a diferença no que diz respeito ao envolvimento, motivação e desejo de crescimento mútuo da equipe. Mulheres que, muitas vezes, compartilham das mesmas dores e comemoram as mesmas conquistas por seu espaço no mercado de trabalho, lutando lado a lado. E é a história dessas e de tantas outras mulheres que nos inspiram dia após dia que contaremos na série “O Agro com elas”.

Para Stefania Spechoto, que é Assistente de Compras da empresa, o emprego na Oxiquímica foi a grande oportunidade de iniciar sua carreira profissional. Dentro da empresa, ela relata ter grandes oportunidades de crescimento e de capacitação e isso a motiva a contribuir com a empresa. “Contribuirei sempre para o crescimento e sucesso da empresa”, pontua ela.

 

Para Namíbia Scarpin, que é Assistente Administrativa, a Oxiquímica também foi a porta de entrada no mercado de trabalho. Para ela, trabalhar nessa empresa é uma experiência enriquecedora, de aprendizado diário. “Dentro dessa organização me sinto parte do todo e, desde o início, todos os colaboradores fizeram com que isso fosse real, me auxiliando em tudo que é necessário. Agradeço por fazer parte dessa empresa que pensa e preza tanto pelo bem-estar e crescimento de seus colaboradores”, comemora ela.

A liberdade para atuação nas atividades da empresa é o diferencial apontado por Luiza Marangoni, que é Analista de Administração de Vendas da Oxiquímica. Ela entende que sua atuação e de todos os outros colaboradores é peça fundamental na conclusão do trabalho. “Cada colaborador representa uma parcela do resultado final, a empresa preza pelo nosso crescimento e evolução profissional. A empresa cresce e nós crescemos juntos”, relata ela.

Gostou de conhecer a história dessas agro mulheres incríveis? Vamos juntos participar da série “O AGRO COM ELAS”? Fique ligada (o) nas redes sociais da Rede Agromulher e conheça diversas histórias de mulheres que têm contribuído para revolucionar o agro brasileiro.

Sobre a Oxiquímica Agrociência

A Oxiquímica Agrociência é uma empresa que atua no segmento de nutrição, proteção de plantas e tecnologia de aplicação. Uma empresa 100% brasileira, jovem, que investe em inovação e tecnologia. A Oxiquímica tem como alicerce de crescimento, seus produtos de alta qualidade, a parceria com o agricultor e o comprometimento de seus colaboradores e distribuidores. A empresa tem foco na pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, com alta eficiência e segurança ao meio ambiente. Tendo sempre em seus pilares a importância da sustentabilidade, inovação e inclusão social.

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Sobre o Autor

AgroMulher

A Rede Digital AgroMulher nasceu com o propósito de gerar resultados por meio da democratização de informações de qualidade e, assim, promover o crescimento de profissionais ligados ao agronegócio.

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