Rastreabilidade de alimentos: qual a origem do alimento que vai para sua mesa?

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Você sabia que a tecnologia pode te ajudar a descobrir a origem do alimento que vai para sua mesa através da rastreabilidade?

Tem ficado cada vez mais comum chegar ao supermercado e encontrar um QR Code nas embalagens dos produtos nas prateleiras. Mas o que é esse conjunto de formas e pontos? O QR Code (Quick Response Code) é um código de barras que, por meio da câmera de um celular ou um aplicativo de leitura, apresenta informações extras ao usuário sobre o objeto de interesse.

No caso dos alimentos, não é diferente! O QR Code nas embalagens de hortifruti, por exemplo, deve mostrar ao consumidor informações sobre a produção daquele alimento como número do lote, local e dados da produção. Essa é uma das formas da denominada rastreabilidade alimentar.

Como criar e utilizar o QR Code?

Para utilização do QR Code nas embalagens dos seus produtos, o produtor deve fazer anotações sobre toda a produção, desde a semente até a colheita para poder adicionar ao código. A partir daí, o produtor pode criar o seu QR Code em sites gratuitos ou pagos, a depender da necessidade.

Nesse site, o produtor escolherá qual informação deseja que apareça quando o consumidor fizer a leitura do código no seu produto. Pode ser um link de site, um PDF com as informações, um áudio, ou vários outros tipos de arquivo.

Já para o consumidor, basta apontar a câmera responsiva do celular para o QR Code ou, no caso de celulares que não possuam essa função, um simples aplicativo será suficiente para a leitura. Esse avanço tecnológico tem sido uma resposta às exigências de qualidade alimentar por parte dos consumidores que tem, cada vez mais, buscado conhecer a origem do seu alimento e a forma como ele é produzido.

Essa inovação pode ser benéfica tanto ao consumidor, por ter acesso a informações extras (inclusive nutricionais do alimento), quanto para o produtor que poderá dar visibilidade à sua produção e agregar valor ao produto, a partir do momento que decide por beneficiar o mesmo com embalagens, rótulos e informações extras.

Regulamentação

A rastreabilidade alimentar de hortaliças e frutas é regulamentada pela instrução normativa 02/2018 publicada pelo Ministério da Agricultura e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determina que os estabelecimentos de produção, beneficiamento, transporte, armazenamento e comercialização possuam registros que assegurem a rastreabilidade, contendo número de lote, origem e características do produto. A rastreabilidade é então um mecanismo que permite identificar a origem do produto desde o campo até o consumidor.

Várias frutas e hortaliças estão na lista dos alimentos que devem conter os registros de rastreabilidade (que podem ser feitos pelo QR code) no Brasil, como por exemplo: citros, maçã, uva, batata, alface, tomate, entre outros. A expectativa é que até fevereiro de 2020 todos os vegetais frescos para o consumo humano tenham a possibilidade de ser rastreados ao longo de toda a cadeia produtiva. E para isso, o produtor precisa se preparar com anotações de campo, adoção de boas práticas, rotulagem dos produtos, entre outros novos hábitos.

 

FOTO: A Lavoura

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Sobre o Autor

Marluce Corrêa Ribeiro

Filha de produtores rurais, técnica em agropecuária, jornalista e estudante de Agronomia.

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