Rally Mulheres do Agro em Paranagi-PR

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Ivanete Rossato Giannetta tem conquistado uma produção segura com a cultura da mandioca.

O Rally Mulheres do Agro visitou a produtora Ivanete Rossato Giannetta, que trabalha com cultura de mandioca em Paranagi (PR) há cerca de cinco anos.

Ivanete Rossato Giannetta

Sua família é do agro, seu marido e seu filho plantam soja e milho, mas ela resolveu não seguir os passos deles e diversificou a cultura. “Devido à seca, precisávamos de uma terceira alternativa. Como eu queria trabalhar com agricultura também, meu marido me disse para começar com a mandioca”, relata. Uma irmã e uma prima do seu esposo também plantavam e a incentivaram a iniciar na cultura.

Ela começou com oito alqueires e meio, sem experiência nenhuma. “Deixamos a mandioca dois anos e três meses nestes neste espaço e produzimos 720 toneladas. A renda não foi muito boa, mas a produção foi ótima”, relata. “Pegamos gosto e plantamos, 15 hectares, depois 30 e fomos aumentando”, acrescenta. Atualmente cultiva mandioca em 60 alqueires e não pretende aumentar a área de plantio.

Segurança

Ivanete informou que no ano passado sua família perdeu um pouco de soja devido à seca e por isso aumentou o plantio de mandioca. Esse ano o milho está bom, pois o plantio ocorreu mais cedo.

Ela destacou que a mandioca é uma cultura mais segura se comparada à soja e ao milho, por exemplo. “A mandioca não é uma cultura que traz grandes lucros, mas ela não perde. Então, temos essa segurança. Se está seco e não tem produção de amido, nós roçamos e deixamos. Se o amido está bom e a mandioca está pesando bem – sempre esperamos 60 toneladas por alqueire –, nós colhemos”.

Para garantir essa produção, a agricultora disse que tem investido bastante em potássio e em herbicida, pois o grande concorrente da mandioca é o mato. “Esse ano não tivemos muito surto de mandruvá, acredito que seja pelo fato de estarmos à beira da lagoa, com bastante pássaros, que ajudam a fazer o controle biológico”.

Mas todo esse conhecimento fez falta no começo. “Eu não sabia nada sobre isso e ligava para o meu marido ou para o meu filho para ter assessoria, para verificar se o espaçamento estava bom, para saber quando era a hora de colocar potássio. Como eles já têm experiência na agricultura, não encontrei tanta dificuldade por eles darem esse apoio”.

Ela reforçou que também busca orientação do seu filho porque ele é agrônomo. “Procuro outros parentes que também são agrônomos. Eu pergunto, por exemplo, que defensivo devo passar para determinado tipo de mato”.

Mesmo com todo o esforço, sua experiência com a cultura tem sido bastante positiva. “Apostamos em outra cultura por causa do clima que está mudando, as chuvas estão escassas. Como não temos controle sobre a chuva, mudamos de cultura. E a mandioca tem sido uma terceira opção bem-vinda”.

Quer saber mais sobre o Rally Mulheres do Agro e acompanhar todo o percurso? Acesse o site da Revista Agrícola clicando AQUI!

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Sobre o Autor

Paôla Mírian

Estudante de Agronomia, estagiária em marketing, conteúdo e SEO no Agromulher.

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