Programa Carne 4.0: Iniciativa de dois Zootecnistas que querem ajudar a formar a nova geração de personagens da cadeia da carne brasileira

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Definitivamente o jeito de consumir carne bovina mudou ainda que para uma pequena parcela da população mundial. No Brasil fala-se em menos de 2% os que já topam pagar consideravelmente mais por um bifão macio, marmorizado, suculento, recheado de sabor, produzido com sustentabilidade e carregados de história. O que parece ainda bem pouco perto do total da população, serve de alerta aos especialistas da área que observam o crescente aumento da demanda dos consumidores112% nos últimos 5 anos – desproporcional ao número de profissionais que se formam nos cursos de ciências agrárias e desejam se especializar para atender a estes mercados especiais.

Preocupados com o futuro da cadeia da carne na nova economia, os zootecnistas Andréa Mesquita (Território da Carne) e Danilo Millen (Ph.D em nutrição de ruminantes, Docente na Unesp – Dracena), estruturam um programa cujo objetivo principal é embasar de forma teórico-prática os processos que envolvem a nutrição do bovino de corte e sua influência na qualidade da carne. Visam dar diretrizes e ensinar conceitos dinâmicos para que os participantes criem, assistam ou conduzam negócios na cadeia com foco em melhorar a qualidade do produto final, utilizando suas habilidades e aprimorando as características com base no cenário previsto pela Quarta Revolução Industrial.

Aparentando ser uma espécie de resgate da nossa relevância em meio a tanta tecnologia, esta Revolução tem revelado a importância das competências humanas para a gestão e a transformação do mercado de trabalho.

“Vamos precisar de uma nova geração de trabalhadores que tem fome de aprender e quer se manter no ritmo das mudanças. Eles serão pioneiros e terão que encontrar novas maneiras de combinar negócios e tecnologia para aumentar sua produtividade. Vão atualizar os velhos modelos de trabalho. Organizações de todo tipo de indústria vão procurar mentes curiosas, flexíveis e orientadas a dados. Vão querer pessoas que têm a habilidade comprovada de aprender continuamente e continuar relevantes em seus campos de expertise. São pessoas que vão buscar ativamente oportunidades em que suas habilidades transferíveis podem ser aplicadas”, Jonas Prising, CEO da ManpowerGroup. Nesta linha, a dupla desenhou um programa focado no aprimoramento dos futuros profissionais da cadeia da carne.

Diante do cenário de novidades incessantes, cotidianos transformados e trocas de emprego, traçados por esta revolução, a ideia de que a educação deve ocorrer apenas durante as primeiras décadas de vida perde o sentido. É nesse aspecto que entra em cena a noção de lifelong learning ou aprendizado contínuo, que representa uma nova maneira de encaixar a educação na vida das pessoas.

O PC4.0 tem propósito de complementar a formação profissional de alunos matriculados no último ano até três anos após a graduação, trazendo temas específicos e relevantes que permeiam a cadeia da carne e o novo método de trabalho.

Essa nova fase da educação é vista como uma das melhores soluções para os problemas associados à automação, e algo em que governos e empresas interessadas em ter tanto tecnologia quanto os talentos certos devem investir seus esforços. Desta forma, as habilidades profissionais ganharão nova expansão e precisarão ser constantemente atualizadas (reskilling) e aprimoradas (upskilling).

Ao mesmo tempo, a tecnologia e a globalização dos talentos, juntas, garantem que a busca por profissionais será cada vez mais valiosa e estratégica para empresas. Isso tem o potencial de ampliar enormemente as possibilidades individuais de carreira. Neste cenário, indivíduos bem capacitados poderão ser muito disputados entre diferentes países e indústrias.

Em suma, a Quarta Revolução Industrial traz todos os ingredientes necessários para criar oportunidades ilimitadas e uma sociedade global mais criativa, produtiva e eficaz. Assim, o objetivo do projeto-piloto em 2019 é envolver 150 jovens de maneira direta e até 10 mil pessoas, considerando o alcance de marketing digital e outras mídias. “O momento exige um novo profissional, cujas habilidades são constantemente atualizadas. Esses talentos são cada vez mais valiosos para a estratégia das empresas da cadeia da carne bovina. Melhor capacitados eles serão, consequentemente, mais disputados”, explica Danilo Millen.

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Sobre o Autor

Andrea Mesquita

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