terça-feira, novembro 19

Produtor de café do Planalto Central recebe Prêmio Ernesto Illy

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Pela primeira vez um representante da Região Centro-Oeste fica entre os três primeiros lugares no concurso

O Planalto Central abriga estados importantes na produção de café, como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Porém, o Distrito Federal também vem despontando no setor.

Apesar da área plantada de café no Distrito Federal ser pequena, de apenas 438,38 ha, a região se sobressai quando o assunto é produtividade, que está entre as melhores do país. A média de colheita por hectare é de 43 sacas, incluindo o café de sequeiro, podendo alcançar 55 sacas em área irrigada.

De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), foram produzidas na última safra 1.152,98 toneladas do grão. Vale destacar que a maior parte do café da região é o da variedade arábica, sendo totalmente irrigado. Uma das razões para a boa produtividade está nas condições climáticas favoráveis, como a altitude e a baixa umidade do ar.

Outra característica importante do café produzido no Distrito Federal é a alta qualidade do produto. “A baixa umidade na região dificulta que o grão apodreça e dá um diferencial ao café produzido aqui”, explica Marconi Borges, gerente da Emater-DF.

Prêmio – A qualidade do café produzida na região já é destaque no cenário nacional e rendeu até prêmios, como garante o produtor rural Carlos Alberto Leite Coutinho, vencedor em 3olugar do 28º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Expresso, realizado em São Paulo no início de abril.

“O Distrito Federal e Entorno tem uma extraordinária aptidão para a produção de cafés especiais, aspecto que desconhecia quando iniciei o cultivo. A descoberta dessa aptidão me proporcionou a conquista de três prêmios regionais e a classificação entre os finalistas nacionais no 28º Prêmio Ernesto Illy, uma das mais importantes premiações da cafeicultura brasileira”, explica Coutinho.

Segundo o produtor, a região do Distrito Federal possui um enorme potencial para estar entre as principais regiões produtoras de cafés especiais do Brasil. “Uma excelente oportunidade para a diversificação da nossa agricultura”, conclui.

Carlos Coutinho cultiva 300 mil pés de café arábica desde 2008, em uma área de 80 hectares em Sobradinho e Brazlândia, cidades-satélites de Brasília. Só na última safra, o empresário colheu 2 mil sacas do produto.

A premiação representa um marco para o setor. Afinal, é a primeira vez que um representante da região Centro-Oeste alcança os três primeiros lugares no concurso, posições geralmente ocupadas por cafeicultores mineiros.

Estimativas – De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a primeira estimativa para a produção da safra cafeeira (espécies arábica e conilon) em 2019 indica que o país deverá colher entre 50,48 e 54,48 milhões de sacas de café beneficiado. O resultado representa diminuição de 18,1% a 11,%, respectivamente, quando comparado com a produção obtida em 2018. A área destinada a essa produção também deve apresentar redução em relação à temporada passada, podendo reduzir 1,2% e atingir 1.842,2 mil hectares.

AgroBrasília – A Feira Internacional dos Cerrados, que acontecerá entre os dias 14 e 18 de maio, irá apresentar para os visitantes duas áreas demonstrativas com diversas variedades de cultivares de café, sendo uma dessas áreas do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). O café terá um amplo espaço no evento, levando em consideração o grande potencial da região para o cultivo do grão, principalmente o café irrigado.

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Agro Mulher

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