quarta-feira, Maio 23

Por que o empoderamento feminino favorece uma sociedade inteira?

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O empoderamento feminino é um termo que vem ganhando visibilidade nos últimos anos. Se antes as mulheres não tinham espaço para demonstrar seu total valor, hoje elas já provaram que podem atuar em áreas que eram dominadas pelos homens. Tudo isso é resultado do empoderamento, ou seja, de dar mais poder para essa fatia da população.

Mesmo com o assunto em alta, no entanto, não é difícil encontrar ainda ambientes tradicionais e conservadores, onde existem barreiras com relação à liberdade de escolha das mulheres.

Em 1970 apenas 18% das mulheres brasileiras exerciam alguma atividade remunerada. Quarenta anos depois, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, cerca de 53% das mulheres trabalhavam com carteira assinada.

Apesar do avanço, em 2010 esse número ainda era 20% menor em relação aos homens. Ou seja, alguma coisa aconteceu, mas muitas outras ainda precisam mudar para que a sociedade se torne igual para homens e mulheres.

A palavra “empoderamento” vem do inglês “empowerment“, que pode ser traduzido como “fortalecimento”. Basicamente, empoderar uma mulher significa torná-la mais forte, dar condições para que ela se sinta segura e autoconfiante — e, assim, cresça pessoal e profissionalmente.

No post de hoje, mostraremos que ajudar no empoderamento feminino pode auxiliar na evolução da sociedade como um todo. Quer saber mais? Vamos lá!

O empoderamento feminino é uma causa histórica

A história é mais antiga do que você pode imaginar. Diferentemente do que muitos pensam, não é uma causa de uma pessoa ou organização. Empoderar uma mulher engloba tudo o que qualquer pessoa pode fazer para fortalecer as mulheres e desenvolver a igualdade de gênero nos âmbitos onde elas são minoria.

O caminho do empoderamento feminino começa em 1911, com a criação do Dia Internacional da Mulher, em decorrência de um incêndio que matou mais de cem operárias em Nova York. Em 1932, as mulheres conquistaram direito de voto opcional no Brasil e, em 1946, ele se tornou obrigatório, tal como o dos homens.

Desde então, elas têm enfrentado um caminho árduo, que culminou com a publicação dos princípios de empoderamento das mulheres, pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2010.

Traz uma nova perspectiva para o mercado

Um dos principais argumentos dos mais conservadores, que ainda defendem a discriminação das mulheres, é que elas são biologicamente diferentes dos homens e não possuem as mesmas habilidades que eles.

Se, por um lado, as diferenças biológicas são inegáveis, por outro, os reflexos disso em termos de habilidades e competências é altamente questionável. Mulheres — que, acima de tudo, são indivíduos, cada uma com sua história e bagagem pessoal — possuem habilidades e conhecimentos diferentes dos homens, e isso é extremamente benéfico para qualquer empresa ou instituição.

Quanto mais visões diferentes, mais chances de olhar por todos os ângulos. As empresas que buscam pela diversidade de habilidades e perfis conseguem atuar em mais frentes, de forma mais completa e eficiente.

Até poucos anos atrás, as habilidades consideradas femininas não eram exploradas da maneira correta, em um mercado de trabalho que demorou para perceber que a presença das mulheres ajuda não só a enxergar os negócios de forma diferente, mas também a movimentar a economia de uma maneira muito mais igualitária.

Tem todo o apoio da ONU

Desde 2010, existe um documento chamado “Os Princípios de Empoderamento das Mulheres”, lançado pela ONU, para mostrar às empresas e comunidades como dar poder para as mulheres. São sete princípios, veja abaixo:

1. Liderança corporativa
Estabelecer liderança corporativa, no mais alto nível, com sensibilidade à igualdade de gênero — ou seja, permitir que as mulheres alcancem cargos de liderança, em competições igualitárias com os homens.

2. Equidade no ambiente de trabalho
Tratar todas as pessoas, independente do gênero, de maneira justa no ambiente de trabalho, com respeito e apoio aos direitos humanos e à não discriminação.

3. Saúde, bem-estar e segurança
Garantir saúde, bem-estar e segurança para todas as mulheres e todos os homens que fazem parte de uma organização profissional.

4. Capacitação
Promover a educação, o desenvolvimento profissional e a capacitação a todas as mulheres.

5. Empreendedorismo feminino
Apoiar o empreendedorismo feminino e promover políticas que deem poder às mulheres por meio de cadeias de suprimento e marketing — a empresa não pode afirmar que promove a igualdade, enquanto suas campanhas para o público externo não permitem o empoderamento.

6. Igualdade de gênero
Promover a igualdade de gênero, por meio de ações direcionadas à comunidade e ao ativismo social — apoiar para que o empoderamento feminino ultrapasse as paredes da empresa.

7. Monitoramento dos resultados
Medir e documentar os progressos de qualquer empresa na promoção da igualdade de gênero — assim, casos de sucesso poderão servir de exemplo e inspiração para outras instituições.

É positivo para o avanço da ciência e tecnologia

As mulheres são maioria nos cursos de pós-graduação do Brasil. Atualmente, já há prêmios importantes dedicados exclusivamente a elas. No entanto, essas profissionais qualificadas ainda não têm posições iguais nas cátedras em universidades ou em cargos de liderança em grandes centros de pesquisa e tecnologia. Mas deveriam.

Assim como as empresas, a ciência também precisa de visões diferentes. São inúmeras as contribuições trazidas por mulheres, que, por anos, foram deixadas de lado e subestimadas em relação às descobertas masculinas.

Mesmo assim, a participação feminina na ciência só cresceu. Elas se tornaram grandes nomes em diversas áreas do conhecimento, e apesar de ainda não terem chegado à igualdade, já deram muitos passos.

É um ponto de partida na luta pela igualdade entre todos

Se analisarmos a história com calma, veremos que grandes transformações na sociedade vêm acontecendo desde a primeira manifestação em prol da igualdade de gêneros. Empoderar uma mulher torna a sociedade mais justa, menos preconceituosa, com a promoção da aceitação e da tolerância a toda e qualquer diferença.

Empoderar o gênero feminino significa superar falsas diferenças enraizadas na sociedade, e que por muito tempo não foram questionadas. Essa abertura dá margem para que outros questionamentos surjam, e para que a sociedade se torne cada vez mais igualitária como um todo.

O caminho a ser trilhado ainda é longo, antes que possamos afirmar que a igualdade entre homens e mulheres de fato existe. Cada um dos pontos citados acima, no entanto, é muito importante para que as mulheres tenham cada vez mais protagonismo social e poder sobre suas próprias vidas.

Os benefícios são claros, e são para todos — cada direito, cargo ou prêmio conquistado por uma mulher é um avanço para toda a sociedade, e um incentivo a mais para que outras mulheres também consigam crescer.

Agora que entendemos como o empoderamento feminino pode transformar a realidade, que tal pensar um pouco mais no assunto e se inspirar com os depoimentos de mulheres que participaram do curso Mulher Líder? Venha conosco nessa trajetória de sucesso!

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Sobre o Autor

Cristina Gomes

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