segunda-feira, dezembro 10

Mês das Mulheres

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por Andrea Cordeiro

De que vale um mês dedicado às Mulheres?” Venho escutando essa pergunta ao longo da minha vida adulta.

Confesso a vocês que essa e outras perguntas de mau gosto a respeito de Empoderamento, Feminismo, extremismo, me irritaram inúmeras vezes e por vezes a tal ponto de me fazer perder a classe!

Mas com o passar do tempo, a maturidade – SIM a maturidade, ela uma hora se apresenta a todos nós – eu aprendi a inteligentemente ignorar tais questionamentos oferecendo meu sorriso genuinamente falso e seguir falando sem perder a linha de raciocínio.

Vocês já repararam que nos últimos anos é crescente a agenda de eventos como chás, jantares, palestras e debates sobre Mulheres durante o Mês de Março?

Há poucos anos atrás eram eventuais os compromissos ligados a esse tema. Hoje são inúmeros e quase que diários. São programas de TV de rede aberta, fechada, são as redes sociais, as mídias valorizando o tema sobre o papel da Mulher na História Moderna.

Eu tenho uma teoria. Excluindo o fator Marketing, o tema ganha espaço pela Empatia.

Vocês já notaram que em nosso cotidiano é normal tendermos na proteção do mais fraco, do menos favorecido?

Vou exemplificar! Com o time de futebol do Brasil fora do páreo numa final de Copa do Mundo, se a República de Camarões jogasse com a Alemanha, pra qual dos times você torceria? Acho melhor trocar de time para o exemplo ficar mais equilibrado. Se República de Camarões jogasse com Espanha, Itália, ou Espanha, é provável que você assim como eu, torceria pelo time de Camarões. Quando digo time de futebol, pode ser o feminino ou masculino, sem extremismos!

Agora voltando ao nosso tema: Num mundo aonde a população é composta por maioria mulher, num mundo no qual infelizmente as mulheres ainda são consideradas (por muitos) como a parte frágil do sistema, em que os nossos salários são comparativamente menores que os dos homens, num mundo no qual mulheres são fisicamente, intelectual e moralmente violentadas, você não acha interessante que a empatia pelo tema é crescente?

Talvez essa empatia seja uma prima irmã da Sororidade e talvez com isso a cada ano vejamos os meses de março daqui para frente caminharem para a consolidação de um período de busca por equivalências e equidades!

Se cada uma de nós, mulheres, olharmos para o tema e trabalharmos com carinho, afinco e sem radicalismos na causa Valorização da Mulher, teremos cada vez mais Marços Intensos  e com isso, quem sabe chegará um momento na história mundial que não haverá mais a necessidade dessa prática, pois o Equilíbrio estará conquistado.  Enquanto essa nova ERA não chega, bem-vindo Março, seu lindo!

 

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Agro Mulher

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