terça-feira, novembro 13

Manejo ecológico e conservação do Solo

Google+ Pinterest LinkedIn Tumblr +

No mundo inteiro estão-se esgotando os recursos naturais como resultado de uma exploração desatinada e temerária que se tem omitido das leis inexoráveis da natureza, esgotamento que acelerou de modo desastroso a última guerra mundial. A ciência tem prosperado na agricultura. Existem novas máquinas que fazem o trabalho de dezenas de homens, novas variedades que produzem em climas antes considerados impróprios, novos fertilizantes que dobram e triplicam as colheitas. Sem dúvida, porém, tomando o mundo em conjunto, o rendimento médio por unidade de área está diminuindo. Uma nação não pode sobreviver em um deserto, nem pode gozar mais que uma vã e quimérica prosperidade se ficar consumindo seu solo. Poucos se dão conta do passado e veem que a erosão tem alterado o curso da História do mundo mais radicalmente que qualquer guerra ou revolução.

Por conservação do solo, dever-se-á entender a preservação e o desenvolvimento, de modo a proporcionar o maior bem para o maior número e pelo maior período de tempo, dos recursos naturais de caráter renovável, quais sejam, o solo, as florestas, as pastagens, a fauna silvestre e em certa extensão, a água. O problema da conservação dos recursos naturais, em síntese, pode ser assim enunciado: assegurar a produção de alimentos, fibras e outros materiais necessários para satisfazer às demandas de alimentação, moradia e vestuário da população. Geralmente, em zonas tropicais, dá-se importância muito grande ao combate à erosão, combatendo o deflúvio da água, porém não tomando providências para aumentar a infiltração. Portanto, todas as medidas de proteção do solo tropical são, ao mesmo tempo, medidas contra a erosão. Erosão, enchentes e seca são tão somente sintomas de uma bioestrutura decaída. E ela ocorre tanto em pastos mal manejados como em campos agrícolas.

Dia 15 de abril se comemora o dia nacional de conservação do solo, como disse a Engenheira Jéssica Rohden em um dos seus posts: “Os solos são a base de toda a vida: é nele que construímos nossos alicerces, onde produzimos alimento, de onde extraídos minerais e a água, e tantas outras funções. A urbanização organizada, a agricultura sustentável, a preservação das áreas de vegetação nativa… tudo isto é responsabilidade de cada um de nós, e para nós e as gerações futuras. Conservar o solo é preservar a vida.” O aquecimento global vem reduzindo áreas de cultivo ao redor do mundo a uma velocidade maior do que os modelos previam. O número de solos degradados pode dobrar até o final do século, e entre as áreas mais vulneráveis estão aquelas onde vivem os agricultores mais pobres, como a África subsaariana e o Nordeste do Brasil.

Reproduzindo a fala de Artur Primavesi, pedobiologista de renome internacional, “O futuro do Brasil está ligado à sua Terra. O manejo adequado de seus solos é a chave mágica para a prosperidade e bem estar geral. A simples destruição dos grumos da superfície do solo chega a destruir povos e países, trazendo a fome, a miséria e a doença e , como consequência, a escravidão.”

Termino meu texto com uma frase que considero ser a síntese dessa explanação e comemoração de um dia muito especial para nós engenheiro agrônomos e produtores da vida. “O solo não é uma herança que recebemos de nossos pais, mas sim um patrimônio que tomamos emprestado de nossos filhos”. L. Brown.

Compartilhar.

Sobre o Autor

Marianna Villaça Batista

Engenheira Agrônoma formada pela Universidade Federal de Viçosa – UFV, possui MBA Executivo em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas – FGV. Seu portfólio atualmente é na área de sustentabilidade para o meio rural, atuando como agente de assistência técnica e gerencial do Projeto Rural Sustentável, uma parceria de cooperação técnica que tem como o executor e gestor financeiro o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Possui uma experiência agrícola consolidada na área operacional/administrativa, presta consultoria e ministra cursos e palestras para o empresariamento do profissional do campo. É Professora Universitária do Curso de Agronomia da Faculdade Presidente Antônio Carlos de Teófilo Otoni/MG – UNIPAC TO.

Deixe Seu Comentário