Hanseníase: um problema silencioso que merece atenção

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Doença causada pela bactéria Mycobacterium leprae é mais comum do que se imagina e, segundo o Ministério da Saúde, em 2018, foram registrados mais de 27 mil novos casos no Brasil. Não é à toa que, desde 2009, o “Janeiro roxo” é destinado a conscientização sobre a Hanseníase

A informação é a primeira ferramenta para controle de doenças como a Hanseníase. E é por isso que, em parceria com a DermatoVirtual, a Agromulher traz o alerta e ressalta a importância da conscientização sobre essa doença que é mais comum que a gente imagina.

E para começar, é sempre bom lembrar que o cuidado diário com a pele deve ser prioridade na vida de todos, seja no campo ou na cidade. E esse cuidado, além da rotina, deve incluir a visita frequente ao dermatologista para identificação de possíveis problemas ou alterações que merecem atenção. Infelizmente, esse acompanhamento periódico não é o que acontece na maioria dos casos.

No caso da Hanseníase, por exemplo, dados mostram que o paciente brasileiro começa a se tratar, em média, um ano e meio a dois anos depois de surgirem os primeiros sintomas. Dos 27 mil casos registrados no Brasil em 2018, mais de 7 mil já estavam no grau 2 da doença, confirmando essa real demora para diagnóstico e início do tratamento.

Um diagnóstico tardio e a demora para início do tratamento podem gerar grandes problemas como: o avanço da doença, lesões de maiores dimensões e, inclusive, o contágio de outras pessoas próximas, pois, apesar de 90% da população ser naturalmente imune a essa bactéria, o contágio daqueles que não são imunes, acontece pelo ar.

Mas você sabe o que é a Hanseníase, quais seus sintomas e tratamento?

A hanseníase é uma doença infecciosa, transmissível e de caráter crônico, que ainda é considerado um problema de saúde pública no Brasil. Apesar de ser uma doença da pele, pode ser transmitida pelo ar, ao tossir, falar, espirrar, e pode demorar anos para se manifestar por conta do longo período de incubação do agente causal. A Mycobacterium leprae (“nova versão” da lepra), bactéria causadora da Hanseníase, afeta principalmente os nervos periféricos, olhos e pele.

A doença atinge pessoas de qualquer sexo ou faixa etária, podendo apresentar evolução lenta e progressiva e, quando não tratada, pode causar deformidades e incapacidades físicas, muitas vezes irreversíveis. Um triste dado é que o Brasil é o segundo país com o maior número de casos no mundo, ficando atrás apenas da Índia.

Quanto a faixa etária e sexo com o maior número registrados no Brasil, a tabela 1, retirada do Boletim Epidemiológico de Hanseníase 2020, nos mostra a variação da proporção de casos registrados referentes a idade e sexo dos pacientes entre os anos de 2014 e 2018, com destaque para os casos em homens acima dos 20 anos.

Dados de casos de hanseníase no Brasil

Dados de 2019 mostram que o Brasil diagnosticou 23.612 casos novos de hanseníase, sendo 1.319 (5,6%) em menores de 15 anos. O Mato Grosso é o estado que apresenta o maior número de casos novos na população geral, 3.731, seguido do Maranhão, Pará e Pernambuco, com mais de dois mil casos cada um. Já os estados do Acre, Roraima e Rio Grande do Sul diagnosticaram menos de 100 casos novos da doença. O Maranhão ocupa a primeira posição em número de casos novos em menores de 15 anos (243), seguido do Pará e Pernambuco.

Estes dados acendem um alerta para a necessidade de cuidado frequente independente da região do país onde mora ou do sexo e faixa etária. O principal cuidado é conhecer bem seu corpo e sua pele e ficar atento a qualquer alteração, mudança de cor, manchas, dormência ou formigamento, caroços ou inchaço, que podem ser sintomas de hanseníase.

Com a procura de um médico especialista, são realizados diversos tipos de exames, a depender do caso. Por conta do longo período de incubação da bactéria no organismo até a manifestação dos sintomas, o diagnóstico é feito baseado no histórico do paciente e de exames da pele, palpação de nervos, avalição da sensibilidade da pele, força muscular entre muitos outros exames. Muitas são as avaliações desde o momento da triagem até algo mais aprofundado com o uso da biologia molecular, por exemplo, caso o médico julgue necessário para diagnóstico mais assertivo. O importante é não adiar a procura por um profissional.

A boa notícia é que a Hanseníase tem cura. E quanto mais cedo for descoberta e for iniciado o tratamento, menores são os riscos da evolução da doença para casos mais graves. Por isso, fique atento e no caso do aparecimento de algum sintoma, procure um dermatologista.

E mesmo que você estiver inseguro para ir ao médico, não adie sua consulta. Alternativas como a plataforma DermatoVirtual podem ser utilizadas para teleconsultas e atendimento remoto por especialistas, sem que você precise sair de casa. Lembre-se que cuidar de você deve ser sua maior prioridade.

Acompanhe as redes sociais da Agromulher e fique ligada(o) no conteúdo sobre o “Janeiro Roxo”. A sua pele agradece!

Sobre a DermatoVirtual

A DermatoVirtual é o mais novo serviço de teledermatologia do Brasil. A plataforma, altamente comprometida com o cuidado dos pacientes, ajuda no diagnóstico online e no tratamento de problemas de pele, unhas e cabelos. Essa plataforma foi criada com intuito de facilitar a vida de pacientes em geral, com acesso online a dermatologistas experientes e capacitados, além de ampliar o consultório do dermatologista para além dos horários padrão de sua clínica, com a comodidade de gerenciar sua agenda e poder dar assistência a seus pacientes aonde quer que eles estejam.

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Sobre o Autor

Marluce Corrêa Ribeiro

Filha de produtores rurais, técnica em agropecuária, jornalista e estudante de Agronomia.

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