quarta-feira, novembro 14

Geotecnologias aplicadas à gestão sustentável das propriedades rurais – parte 2

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Vivemos em um mundo globalizado, de complexas redes de mercado e estruturas climáticas variáveis. Para tanto, fomentamos a difusão de uma metodologia de trabalho diferenciada, adaptada ao cenário em que as propriedades agropecuárias estão inseridas. Diagnóstico Produtivo Individualizado, Planejamento das Atividades Agropecuárias, Adequação Tecnológica e Sistemática para boas práticas agrícolas dentro das Empresas Rurais e na Agricultura Familiar fazem parte do nosso portfólio de produtos e serviços consolidando o nosso tripé metodológico.

O Brasil é líder mundial na utilização de tecnologia agrícola, mas ela não é uniformemente distribuída em todas as propriedades agropecuárias. Há uma enorme carência de profissionais especializados para disseminar todo o conhecimento que o Brasil adquiriu com pesquisa e tecnologia. O baixo acesso a assistência técnica e extensão rural é um dos principais fatores de baixa disseminação de soluções tecnológicas economicamente viáveis no campo.

  1. Ninguém tem um problema igual ao seu;
  2. Ninguém tem uma solução igual a nossa.

A Chave Verde – Soluções Técnicas e Gerenciais nasceu com esse intuito: Encurtar as distâncias entre as informações relevantes e o homem do campo na busca de soluções sustentáveis para os desafios técnicos e operacionais, facilitando assim a vida gerencial do produtor rural e do agricultor familiar. Desvendando uma nova proposta de produção no meio rural, conciliando o novo com o velho, o ambiental ao produtivo trazendo saúde e bem estar aos envolvidos e potencialidade para que as futuras gerações possam se beneficiar dos recursos naturais utilizados na atualidade.

É nosso valor a Sustentabilidade do negócio; o Manejo e conservação do solo e da água; a Capacitação para o homem do campo; o Retorno financeiro e social para empreendimentos agropecuários e as Boas práticas agropecuárias. Modernizar a agricultura empresarial e familiar com sistemas e métodos para obter produtos de qualidade a custos menores e que reduzam o impacto ambiental. “Ficamos cientes de que, onde a técnica se choca com as leis naturais, a natureza é que prevalece e domina”. Ana Primavesi

Buscamos experimentar na prática a teoria, em pequena escala para poder reproduzir em maiores áreas e com resultados satisfatórios: social, financeira e ambientalmente no meio rural. Por isso, oferecemos capacidade intelectual consolidada em todos os serviços e consultorias prestadas.

As novas tecnologias estão cada dia mais acessíveis ao cidadão comum e suas aplicações estão ainda mais variadas. As tecnologias voltadas para o conhecimento da superfície terrestre, de mesmo modo, estão disponíveis para uso e suas aplicações ainda não foram totalmente abordadas. (gps, maps, uber, etc). O advento dos sistemas de informações geográficas e de ferramentas de obtenção de imagens aéreas, como veículos aéreos não tripulados, abre um leque gigantesco de oportunidades a ser aplicada a gestão ambiental, inclusive de pequenas propriedades rurais.

Mapa 1

Conhecer a terra é requisito essencial para a boa gestão da mesma. Deste modo, faz-se necessário estudar e analisar o ambiente e suas características (hidrológicas, vegetais, do relevo, etc.) para que um controle adequado seja feito e as melhores medidas sejam tomadas para obter grandes resultados na propriedade. Assim sendo, o uso de geotecnologias aliadas aos sistemas de informação geográficos podem ser de modo inovador, a mais apropriada técnica para se estudar uma propriedade rural e definir as ações a serem aplicadas.

De modo a exemplificar a aplicabilidade desta técnica  apresentamos a análise da propriedade Monte Verde – proprietário Salmir Hirle, localizada no município de Teófilo Otoni/MG através das geotecnologias e de estudo em sistema de informação geográfica. Para isto, realizou-se um sobrevoo utilizando-se drone para essa finalidade em área pertencente à propriedade. Com estas imagens, torna-se possível estudar, em escritório, as peculiaridades existentes no campo, como a cobertura do solo, extensão de classes de uso, posicionamento de sedes e estradas, identificação de nascentes e corpos hídricos e outras áreas de interesse para o proprietário.

Juntamente com estes dados, obtém um arquivo denominado modelo digital de elevação, do qual é possível gerar as curvas de nível, declividade, direção das vertentes, entre outras informações que servem de subsídio para o analista na tomada de decisão quanto ao manejo da propriedade, na identificação de áreas de risco e de recarga hídrica, de áreas de proteção ambiental e permanente, entre outros requisitos existentes no código florestal. Resultados: Um dos principais produtos obtidos através deste trabalho é a ortofoto da propriedade rural, que nada mais é do que uma foto que contém informações geográficas, e pode ser utilizado para medição de distância, cálculo de volume de corte, além de possibilitar análises temporais da superfície do solo.

Outro uso extremamente importante deste tipo de produto é a classificação da imagem de acordo com o uso do solo. Com isto, possibilita-se identificar se o uso é adequado ao tipo de solo, por exemplo, ou a localidade aonde vem sendo realizada. A análise do gestor pode auxiliar o proprietário a posicionar melhor seu uso para conseguir melhores resultados, além de diminuir impactos negativos que possam estar sendo causados. Além disso, é possível identificar informações que serão úteis na tomada de decisão para melhorias na propriedade. No Mapa 2, vemos, por exemplo, as linhas preferenciais de escoamento, que serviriam como auxilio na tomada de decisão para implementação de ferramentas para retenção de água da chuva.

Mapa 2

Muitos dos requisitos propostos pelo Código Florestal (lei 12.651/2012)) estão relacionados a parâmetros como altitude, elevação e declividade do relevo da região em análise. Todas essas análises podem ser obtidas através de Modelos digitais de Elevação, obtidos através deste processo, e que possibilitam ao gestor da propriedade delimitar de forma correta as áreas de proteção exigidas por lei, o que contribui para a segurança jurídica e ambiental da propriedade, além de contribuir para a manutenção adequada do ambiente.

Obs: esse trabalho foi realizado por equipe multidisciplinar em parceria da ATEC do Projeto Rural Sustentável e Engenheira Agrônoma Marianna Villaça Batista – CREA MG 205.301/D e o Engenheiro Hídrico Luan Viana dos Santos CREA – 218.782/D

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Sobre o Autor

Marianna Villaça Batista

Engenheira Agrônoma formada pela Universidade Federal de Viçosa – UFV, possui MBA Executivo em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas – FGV. Seu portfólio atualmente é na área de sustentabilidade para o meio rural, atuando como agente de assistência técnica e gerencial do Projeto Rural Sustentável, uma parceria de cooperação técnica que tem como o executor e gestor financeiro o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Possui uma experiência agrícola consolidada na área operacional/administrativa, presta consultoria e ministra cursos e palestras para o empresariamento do profissional do campo. É Professora Universitária do Curso de Agronomia da Faculdade Presidente Antônio Carlos de Teófilo Otoni/MG – UNIPAC TO.

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