segunda-feira, julho 23

A força das mulheres no Agronegócio

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Já faz um bom tempo em que o agronegócio não é mais o mesmo de antigamente. Muitas revoluções aconteceram, e, com a chegada da Agricultura Digital, tudo tem ficado mais prático e fácil para o produtor… ou produtora!

Isso mesmo. Os anos recentes não foram só de ganho de produtividade e aumento do uso da tecnologia na lavoura. Ele também ficou mais feminino. Uma em cada três propriedades rurais do país tem mais espaço feminino no comando. Há cinco anos, eram apenas 10%. A pesquisa da ABMRA ainda dá um dado mais surpreendente. Ela revelara uma mudança de mentalidade: 81% dos entrevistados consideraram a participação da mulher “vital” ou “muito importante” no gerenciamento de seus negócios. Porém, apenas 4% das propriedades eram comandadas por mulheres.

Quando não são as responsáveis pelas propriedades, elas trabalham como administradoras, dividem as atividades com a família ou estão sendo preparadas para assumir essas funções, frequentando cursos/faculdades e treinamentos de gestão, agronomia e administração. Um exemplo disso são os cursos oferecidos especialmente para elas, como a inciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) em Santa Catarina. O Senar oferece o programa Mulheres em Campo, com o objetivo de desenvolver as habilidades femininas com cursos de gestão de negócios agropecuários.

Números da FAO, órgão da ONU para Agricultura e Alimentação, são ainda mais curiosos. Nos países menos desenvolvidos, as mulheres economicamente ativas na agricultura chegam aos 70%. Na África, elas executam 80% dos trabalhos domésticos rurais. Em relação às propriedades, em 15 países da União Europeia, as mulheres são proprietárias de 20% agrícolas, contra 77% dos homens e 3% do governo. São números muito significativos, especialmente considerando que essa é uma tendência crescente.

E realmente esses números só tendem a crescer. Além das mulheres que já atuam dentro do Agronegócio, mais e mais mulheres pensam em se especializar ainda mais, estudando estratégias de relacionamento e gestão empresarial. De acordo com a pesquisa “Todas as Mulheres do Agronegócio”, que ouviu 862 mulheres de todo o Brasil em 2017, realizada pela Associação Brasileira do Agronegócio, essas profissionais gostariam de ter mais tempo para se capacitar em gestão empresarial e negociação. O estudo revelou que 56,8% estão interessadas em “gestão de pessoas”, 54,5% querem aprender sobre “gestão empresarial”, “finanças” é um tema de interesse de 33% das entrevistadas e 27,3% das mulheres do agronegócio se interessam pelo tema “negociação”.

O rótulo do sexo frágil não existe mais. As mulheres de hoje são capazes de cuidar da casa, serem mães e cuidar inteiramente de uma família e, ainda assim, estão dispostas a traçar novas rotas e trabalhar em outras áreas. Elas quebram os grilhões, se cobram e cobram aos outros da mesma maneira, de uma maneira diferente de um produtor que faz um trabalho mecanizado e automático. Elas enxergam o Agronegócio de uma maneira diferente. Com isso, exercem a capacidade de liderar e se destacam pela visão empreendedora. Elas não querem atrapalhar os homens em seus respectivos trabalhos, mas atuam a fim de somar na gestão, porque são capazes de entender questões estratégicas, que envolvam o seu negócio agropecuário, as cadeias produtivas, gestão da produção e finanças e dos negócios.

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