terça-feira, Maio 22

Estratégias no Manejo de Mosca Branca na Cultura do Feijão: Parte 2

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A ocorrência da Mosca Branca (Bemisia spp) vem crescendo consideravelmente nos últimos anos na região do triangulo mineiro. Uma praga que antes era de baixa incidência passou em questão de safras para altamente incidente, o que obrigou técnicos e produtores a adotar medidas rápidas para seu controle. Dentre estas medidas, foi abordado em nosso primeiro texto o escape, o manejo químico e o controle biológico. A seguir, apresentaremos mais opções de estratégias que podem ser trabalhadas.

Roguing e Controle de Plantas Hospedeiras
O controle da Mosca Branca pode ser feito desde muito antes do plantio, por meio da eliminação de plantas tiguera (também chamadas de guaxas ou solteiras), técnica conhecida como Roguing. As plantas daninhas também devem ser eliminadas, pois podem atuar como locais de refúgio e fonte de alimento para a praga. Manter a área limpa desse modo diminui a população inicial da mosca branca no período em que o feijão é muito sensível.

Tratamento de Sementes
No tratamento de sementes é possível utilizar produtos da classe dos neonicotinóides , com destaque para o tiametoxam e a acetamiprid, que tem controle muito satisfatório sobre insetos sugadores. Os neonicotinoides aplicados via tratamento de semente são absorvidos na zona radicular e translocados via xilema para parte área, onde atuam no controle da mosca branca. Entretanto, estes produtos possuem um período curto de controle, fazendo com que seja necessário fazer aplicações na parte aérea pouco tempo após a emergência. É válido ressaltar que o uso de inseticidas deve ser feito sob a orientação de um responsável técnico registrado no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA).

Controle Químico na Parte Aérea

Com a detecção da presença da mosca branca, uma outra opção é a aplicação sequencial de inseticidas, com intervalos variando entre sete a dez dias na região de São Paulo e quatro a sete dias na região do triângulo Mineiro.
Nos estádios iniciais da praga é possível utilizar o acetamiprid em conjunto com o Acefato. A partir do quarto trifólio é possível usar o princípio ativo piriproxifem em conjunto com o inseticida microbiológico Beaeuveria. Há relatos do uso de produto comercial contendo cyantraniliprole com um controle muito satisfatório, a partir do estádio v3.

Recomendações finais

O plantio deve ser feito sempre contra o sentido predominante do vento, visto que o vento pode trazer altas populações da praga. Também é necessário se atentar para tecnologia de aplicação visando melhor cobertura foliar, uniformidade de gotas, para atingir o alvo biológico. A mosca branca sempre entra pela bordadura, por isto o monitoramento e pulverização da bordadura no início da infestação também é uma estratégia possível de ser adotada.
Devido ao aumento da incidência da praga e do que ela representa para cultura do feijoeiro, é necessário um manejo cuidadoso, que exige atenção de técnicos e produtores. Neste contexto, destaca-se a importância do vazio sanitário. Devemos cuidar muito desse quesito, de suma importância para um bom manejo.

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Sobre o Autor

Vanessa Sabioni

Graduada em Egenharia Agrônoma e Mestre em Fitopatologia pela Universidade Federal de Viçosa – MG. Atualmente cursa o MBA em Marketing ministrado pela Esalq-USP. CEO e Fundadora da Rede Digital AgroMulher.

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