sexta-feira, setembro 21

Entenda como a energia solar pode ser uma importante aliada do agronegócio

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Diferentemente da crise financeira que afeta a indústria e o comercio em geral, o agronegócio brasileiro tem experimentado grande fortalecimento nos últimos anos, representando quase 23% do PIB nacional e com previsão de crescimento de 2% para 2017, conforme a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Um dos segredos por trás desse destaque é a adoção de novas tecnologias que promovem uma melhor gestão da produção e da propriedade, aumentando a competitividade nos diversos mercados consumidores.

Com a previsão de aumento da população global para 9 bilhões de pessoas até 2050 e o aumento na demanda de alimentos em 20% até 2020, o grande desafio da sustentabilidade é produzir cada vez mais utilizando menos recursos. Nesse contexto, o consumo de energia elétrica deve ser analisado como fator crucial para a segurança e estabilidade do negócio, uma vez que sua demanda apresentou crescimento médio de 4% ao ano nos últimos dez anos, enquanto a inflação média desse recurso foi de 7% ao ano para o mesmo período.

Considerando que a matriz energética brasileira é essencialmente hídrica e que as alterações climáticas têm ocasionado a diminuição do nível dos reservatórios e consequente elevação das tarifas a partir do acionamento de usinas termelétricas – mais caras e mais poluentes -, as alternativas de geração própria de energia a partir de fontes renováveis surgem como interessantes opções de investimento para os consumidores.

É possível encontrar no Brasil exemplos de propriedades rurais que estão se beneficiando de sistemas de energia solar fotovoltaica, aproveitando a cobertura de galpões existentes ou o solo de áreas não utilizadas. Por ser uma fonte de energia abundante em todos os locais do país (o menor índice de irradiação solar no Brasil é 25% superior à maior irradiação na Alemanha, pais referência na utilização dessa fonte), ela se torna uma alternativa bastante viável, o que é comprovado pelo crescimento de unidades instaladas no Brasil de 300% ao ano nos últimos dois anos.

 Além de oferecer segurança ao negócio ao protegê-lo contra o aumento nas tarifas de energia, o investimento na implantação de uma usina de energia solar fotovoltaica tem alcançando taxas de retorno superiores aos investimentos mais seguros do mercado. Devido à redução de 80% no preço dos equipamentos nos últimos dez anos, o tempo de retorno sobre o investimento (payback) tem caído bastante ao longo dos últimos anos, girando em torno de 4 a 7 anos com uma vida útil mínima de 25 anos!

Outras vantagens da energia fotovoltaica são o fato de utilizar uma fonte de energia renovável, inesgotável e não poluente, possuir operação silenciosa e instalação modular, exigir baixa manutenção e possuir elevada vida útil. Ainda, pode ser aplicada em regiões isoladas da rede elétrica, valorizando a marca e o imóvel.

O setor privado e o governo, através dos bancos públicos, tem apoiado essa fonte de energia limpa através de linhas de financiamento que oferecem taxas especiais e prazos de pagamento adequados a cada realidade do investidor.

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Sobre o Autor

Vanessa Sabioni

Graduada em Egenharia Agrônoma e Mestre em Fitopatologia pela Universidade Federal de Viçosa – MG. Atualmente cursa o MBA em Marketing ministrado pela Esalq-USP. CEO e Fundadora da Rede Digital AgroMulher.

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