segunda-feira, outubro 22

ELAS NO CAMPO – Agregar valor ao agronegócio por meio de marcas é estratégia para perenidade dos negócios, destaca especialista

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Sobreviver em um mercado extremamente competitivo, sem perder de vista consumidores cada vez mais exigentes, não é tarefa fácil para os produtores rurais. Embora o número de exportações do agronegócio brasileiro tenha crescido 13% em 2017, representando US$ 96,01 bilhões, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ainda há um imenso caminho a percorrer em 2018 e nos próximos anos.

Muito além do aumento da produtividade e da qualidade dos produtos agropecuários no país, um jogo bastante sofisticado está para ser enfrentado no que diz respeito a agregar valor ao que se produz – fator que, por sua vez, torna-se essencial para a perenidade e rentabilidade dos negócios, bem como para a competitividade saudável dentro do setor.

De acordo com a diretora executiva da AgroMarketing, Mariangela Albuquerque, agregar valor no agronegócio através de marcas é um caminho possível e desejável para o país. Tal propósito permite ampliar o interesse por um determinado produto ou serviço tendo em vista as suas individualidades – seja em relação à qualidade, benefícios à saúde e ao meio ambiente, design ou contemporaneidade.

“Temos que fomentar essa discussão. Antes da porteira, por exemplo, você precisa agregar valor ao mostrar para o produtor rural e/ou pecuarista que seu produto tem um diferencial capaz de destacá-lo perante os demais. Já, dentro da porteira, você necessita conscientizar o produtor rural de que o negócio dele é uma marca. É importante que ele perceba que pode produzir algo com um ‘valor’ que um mercado deseja comprar e está disposto a pagar mais por isso”, ressalta.

FORA DA PORTEIRA – Mariangela complementa que, por outro lado, grandes desafios se encontram fora da porteira. “É lá que se concentra cerca de 85% do PIB do Agronegócio – quando você beneficia, industrializa e comercializa sua commodity de uma maneira mais profissional, com marca e embalagem, por exemplo. Nesse momento, você apresenta seu produto como único. Será a soja que você manejou diferente, empacotou e fez um salgadinho. A carne que você desenvolveu a genética, fracionou e colocou uma marca. Por aí vai”, comenta.

Rumo a esse amadurecimento para avançar e participar do tabuleiro das cadeias de valor do agronegócio tanto no Brasil quanto no mundo, Mariangela alerta que é preciso que os produtores rurais ampliem seus conhecimentos em áreas que, até então, foram pouco exploradas em suas trajetórias.

“O produtor rural brasileiro sabe produzir e está produzindo cada vez mais e melhor em menor espaço. Em geral, é muito capaz, antenado e ligado em inovações. No entanto, para sair da porteira, é preciso adquirir novas habilidades como gestor e se tornar, de fato, um empresário rural. Isso exige que ele passe a entender de coisas que talvez não vivenciasse antes – como marca, marketing, comercialização, comércio exterior e legislação”, pondera.

MARIANGELA ALBUQERQUE – Com mais de 20 anos de experiência em Marketing, Mariangela Albuquerque – que já participou da construção de planejamentos estratégicos e projetos para mais de 100 empresas do agronegócio nos mais diversos segmentos – será uma das participantes da roda de debate sobre “Gestão no Agro – Desafios e Soluções” durante a primeira edição do evento “Elas no Campo 2018”, que acontece no dia 15 de junho, em Cuiabá.

Mariangela é graduada em Propaganda e Marketing pela ESPM-SP (Escola Superior de Propaganda e Marketing Escola Superior de Propaganda e Marketing/SP), especialista pela Madia Marketing School e pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), MBA pela Fundação Dom Cabral e mestranda em Marketing pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Também é professora universitária, de pós-graduação e de MBA nas matérias de marketing, pesquisa e planejamento.

Em sua bagagem, experiência em multinacionais como Nielsen International Research, Coca Cola Company e Kolynos. Foi responsável por desenvolver a ferramenta de planejamento estratégico de Marketing intitulada “Árvore Estratégica de Marketing – AgroMarketing”.

ENCONTRO ELAS NO CAMPO 2018 – Conforme explica a diretora executiva do Grupo Valure, a coach e mentora de gestão Lorena Lacerda, sob o tema “Desenvolvendo Líderes para o Agro”, o encontro “Elas no Campo 2018” tem como intuito oferecer conteúdo de ponta sobre Gestão e Governança, bem como proporcionar o intercâmbio de conhecimento e experiências entre as participantes.

“O protagonismo feminino na Gestão e Governança dos negócios tem sido tema recorrente de discussão e análise dentro do processo de estimulo à maior imersão das mesmas. O ‘Elas no Campo’ é pensado justamente para proporcionar uma experiência única de aprendizagem e aprimoramento contínuo”, comenta Lorena.

 

PROJETOS SOCIAIS – Vale destacar que a lucratividade do evento será revertida para projetos sociais. No dia 15 de junho, o encontro “Elas no Campo 2018” se iniciará às 8h do dia 15 de junho e vai até às 18h no Gran Odara, em Cuiabá. Mais informações pelo contato (65) 3318-2600 ou pelo site www.elasnocampo.com.br .

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Agro Mulher

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