quarta-feira, Maio 23

Desconstrução cultural: qual é o papel social da mulher?

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Foi-se o tempo em que a mulher deveria ser apenas uma dona de casa que passava o dia cozinhando, lavando roupas e limpando a casa. Com o passar dos anos e graças à luta pela diminuição das desigualdades, o papel da mulher na sociedade se transformou e muitos avanços foram conquistados. Mas já é o suficiente?

A resposta certa, provavelmente, é não. Mesmo que legalmente no Brasil as mulheres tenham os mesmos direitos que os homens, questões sociais ainda funcionam como um grande limitador do que é bem-visto nas ações de uma mulher. Não podemos negar, entretanto, que algumas guerreiras aceitam desbravar novas perspectivas e lutam contra toda a maré.

É sobre este assunto que vamos falar hoje: o papel da mulher na sociedade atual. Vamos lá?

Um pouco de contexto e crítica

A distinção entre os sexos começa ainda na infância: em uma loja de brinquedos, por exemplo, existe o universo das meninas, cor-de-rosa e delicado, repleto de utensílios estéticos e domésticos e também de bonecas. Já do outro lado, para os meninos, vemos jogos que estimulam o raciocínio, carrinhos, bolas e miniaturas de super-heróis.

Como grande parte de nossa personalidade é formada na infância, principalmente os valores morais, éticos e regras de comportamento, o mais interessante seria que não houvesse essas separações. Com isso teríamos pessoas mais livres para escolher o que gostam, sem ser induzidas a algo definido.

Esse cenário vem mudando a passos vagarosos. Não é raro encontrar uma reportagem falando sobre pais que deixam o filho brincar de boneca ou a filha brincar de carrinho. Entretanto, pelo fato de esses acontecimentos se tornarem notícias, podemos supor que tais ações ainda são novidades.

O papel da mulher no mercado de trabalho

Embora algumas empresas ainda questionem, o perfil de liderança cabe a ambos os sexos. Cada ser humano tem habilidades únicas e isso significa que mulheres e homens podem atuar em qualquer função ― até mesmo na maternidade — com igual eficiência, mas com diferentes métodos.

Engana-se quem pensa que o poder de tomar decisões, a coragem e a força são características restritas aos homens. De mesmo modo, é errôneo considerar que apenas as mulheres são pessoas sensíveis, receptivas e simpáticas. Ainda assim, todas essas características são boas e ruins ao mesmo tempo, sendo consideradas qualidades apenas em contextos específicos. Afinal, que casal gostaria de conversar com um diretor de escola absolutamente objetivo e ríspido? Ao mesmo tempo, um gerente de banco sem objetividade poderia gerar perdas ao empreendimento.

Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), no Brasil, apenas 5% dos postos de chefia e CEO são ocupados por mulheres. Portugal, Índia, Japão e Chile registram porcentagem menor ainda.

Por isso, a luta pela quebra desse paradigma acontece há anos e é extremamente importante para que o estereótipo de líder masculino seja extinto, assim como o preconceito.

Conquistas possíveis a partir da igualdade de gêneros

Muitas das desigualdades e dos preconceitos sobre o papel da mulher na sociedade surgem no mercado de trabalho, onde vários obstáculos e conflitos envolvem as funcionárias de uma empresa.

Conheça, agora, cinco motivos para lutar por um mundo corporativo menos desigual entre homens e mulheres:

1. Alteração da concepção de liderança

Já imaginou que maravilha todos acreditarem que os cargos de gestão também podem ser ocupados pelas mulheres?

Valorizar os atributos femininos é essencial para administrar a adversidade e nomear mulheres para gerir e liderar equipes, independentemente do ramo escolhido.

2. Valorização dos atributos profissionais femininos

Não existe nada pior do que falarem que as mulheres usam os seus atributos físicos e sedução para conquistar novos cargos, não é?

A única qualificação que deve ser enaltecida é a profissional! Portanto, é preciso esforço para avaliar apenas as competências profissionais.

3. Garantia de salários igualitários

Acreditar que os homens são os provedores da casa é o principal motivo para a diferença entre salários de pessoas com o mesmo cargo e função. Mas quem disse que é o homem quem paga as despesas de uma família?

A cada dia que passa, mais domicílios são chefiados por mulheres. Por isso, todas as esferas da sociedade devem lutar para que os salários não sejam diferentes.

4. Nova cultura dentro de casa

Os homens precisam atuar nas tarefas domésticas, sim! A responsabilidade de cuidar da casa é de todos os moradores e não apenas das mulheres.

Esse comportamento deve ser ensinado de pai para filho, pois, assim, os homens crescem com a mentalidade de que, se participarem, não fica difícil para ninguém.

5. Valorização da vida privada

Quando uma mulher trabalha demais, pode perder o interesse pelas demais tarefas de sua vida pessoal, ocasionando uma invasão da esfera profissional na privada. Esse tipo de atitude é uma caricatura clássica do universo masculino, mas na realidade qualquer pessoa que se dedique ao trabalho intensamente corre esse risco. Esse é mais um sinal de igualdade entre os gêneros.

Essa atitude é um problema sério para o bem-estar das mulheres! Mas com uma boa organização no ambiente de trabalho, existe a possibilidade de otimização do tempo, evitando a sobrecarga.

6. Lutar contra a corrente

Por que a mulher tem que ser mãe? Essa é uma verdade pregada aos sete ventos, mas que vem sendo desconstruída a cada dia — principalmente entre as pessoas com maior grau de escolaridade.

Não apenas o papel de mãe, mas também a possibilidade de ser uma empresária, líder ou dona de casa. Isso é uma questão de escolha para a mulher e ela pode e deve escolher aquilo que mais lhe agrada!

7. Ter mais liberdade de atuação

Chega de restringir os talentos às profissões historicamente referentes a mulheres. Por que uma mulher que se dedica à área da educação deve ser uma professora, mas não uma pesquisadora?

Os caminhos a serem seguidos e a forma como se utiliza suas capacidades e talentos são escolhas feitas diariamente. Por isso, o papel da mulher na sociedadedeve ser o de decisão, de escolher o que quer e como alcançar tal objetivo.

8. Enxergar-se em igualdade com os homens

É verdade que não podemos negar as diferenças genéticas entre homens e mulheres. As piadas com relação à impaciência e à objetividade do homem, assim como as piadas para com a busca relacional feminina tendem a perdurar.

Entretanto, essas brincadeiras e as diferenças que existem entre os gêneros cada vez mais devem se restringir ao campo do humor e da vida pessoal, até chegar ao ponto de deixarem de existir. No cenário de trabalho, ou no exercício de seus afazeres, ambos os gêneros são iguais e é preciso que isso seja frisado diariamente até se tornar algo normal!

9. Acabar com a disputa entre os gêneros

A grande questão do tempo atual não é ser melhor que os homens, ou mostrar a superioridade de um gênero sobre outro. Aquilo que deveria reger uma sociedade é a igualdade. Por esse motivo a luta pela liderança feminina se justifica.

Quando temos a igualdade, ganhamos como brinde a liberdade para que as coisas sejam definidas pela meritocracia e não por preconceitos. E esse é, em suma, o papel da mulher na sociedade: o mesmo papel do homem. Basta apenas que a sociedade comece a reconhecer isso em todas as suas esferas!

E você, também está se esforçando para ajudar a mudar a visão sobre o papel da mulher na sociedade? Será que você tem sentido que seus esforços não têm dado resultado e que tem faltado algo em sua vida? Se esse for o caso, dê uma lida na nossa lista de sintomas e descubra como alcançar seus objetivos!

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Sobre o Autor

Cristina Gomes

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