DE ONDE VIRÃO OS SUCESSORES?

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Na região da Fronteira Oeste do RS é comum palestras com o tema “de onde virão os terneiros”. Nesses eventos são discutidas as formas de melhorar a produtividade e a competitividade da carne. Em analogia ao tema, pergunto: De onde virão os sucessores?

No livro “Pais inteligentes criam sucessores e não herdeiros” do psicanalista Augusto Cury, fica clara a necessidade de repensarmos nos valores repassados aos nossos filhos, pois apenas sucessores sabem transformar o que lhes foi transmitido e pensam a médio e longo prazo. Enquanto, os herdeiros vivem à sombra dos outros, os sucessores constroem seu próprio legado.

Muitas vezes somente quando nossos pais adoecem ou morrem é que tomarmos ciência do que se passa dentro das nossas fazendas e lavouras. Estamos arrumando desculpas de “não sou da área”, “eu não me meto para não criar conflito” ou “eu não sei nem por onde começar”. Se estamos de acordo com o dito acima, estamos nos contentando em ser apenas “herdeiros”. Esses acontecimentos são muito mais comuns, quando estamos falando de esposas e filhas.

Sucessores(as) estão participando e construindo sua história. Por isso, é tão importante É que eles(as) participem ativamente dos órgãos representativos de classe da sua cidade, que compartilhem as suas experiências na gestão e na área que atuam, que criem parcerias, que fomentem o agronegócio como forma de motivar outros jovens, alavancando novos líderes do setor.

Além da força jovem, é preciso que os pais estejam atentos para a criação dos filhos, através de entendimento, incentivo e abertura para o novo olhar das gerações futuras, pois só assim estarão formando sucessores. Diz-se mais, que este olhar envolva as filhas mulheres e esposas que estão interessadas na participação. Por fim, a brilhante frase de Sarita Rodas: “É preciso olhar não apenas da porteira para fora, mas também para dentro de casa”. E você, está construindo seu legado?

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Sobre o Autor

Daiane Monteiro

Formada em Direito pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Concluiu MBA em Direito Tributário Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/RS). e especializou-se em Direito Empresarial com ênfase em Advocacia Empresarial pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS), É associada fundadora do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio – IBDAGRO – e, atualmente, ocupa o cargo de Diretora de Comunicação do referido Instituto. Presta assessoria jurídica à produtores rurais há mais de 11 anos na região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Professora da Escola Superior do Agro - ESAGRO - em Direito Trabalhista Rural. Escritora do Livro: Direito e Gestão Trabalhista Rural, publicado pela ESAGRO. Produtora Rural na Fazenda Fonte Rica.

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