terça-feira, novembro 13

“Cultivando hoje o futuro de nossas famílias no campo”

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Essa é a frase que resume o espírito do Farmiliares, neologismo surgido da união de farm (fazenda, em inglês) e “família”.

Ainda que tenha sido formalizado em 2015, o Projeto já estava em gestação (há muito tempo. Quando desenhou o Farmiliares, a advogada tinha em mente empresas familiares do Agronegócio, mas não o limitou a este segmento, e o projeto pode ser aplicado a outros setores da economia.
Atuando como advogada em Direito Sucessório, a consultora percebeu que o conflito de gerações e a ausência de limites claros para os espaços de família, negócios e gestão de negócios têm como efeito minar a sustentabilidade econômica das empresas familiares.
Além disso, a inerente complexidade dessas organizações muitas vezes torna confusas as fronteiras de atuação de cada espaço, uma vez que envolve poder, dinheiro e relações familiares.

Na visão da idealizadora Thaíse, empresas familiares são especialmente importantes para a economia no Brasil, o que evidencia a importância da estruturação eficiente de estratégias de gestão nesses empreendimentos.
O Farmiliares tem como base a análise cuidadosa e a elaboração detalhada e sob medida de estratégias de gestão para cada empresa, visando apoiar a perpetuidade dos negócios, promovendo a prosperidade das firmas por meio da harmonização das divergências.
Assim, o projeto oferece suporte para a profissionalização, preparação de sucessores e estruturação das empresas familiares do Agronegócio, principalmente na região da Tríplice Fronteira. Hoje, opera no Brasil e no Paraguai.
A iniciativa tem um olhar especial voltado à promoção da equidade de gênero, auxiliando na construção de núcleos de mulheres bem informadas, estimulando, desta maneira, a liderança feminina e o empoderamento econômico das herdeiras e proprietárias.

Como funciona?

O Farmiliares conta com uma estrutura de 4 encontros anuais, visando sempre integrar-se à rotina da empresa de forma harmônica. Os encontros, ou módulos, têm a seguinte configuração:

1. Encontro com foco nas mulheres:

A primeira fase do Farmiliares visa fortalecer a presença das mulheres, identificando e apoiando no desenvolvimento de lideranças femininas.
O objetivo é dar visibilidade à presença feminina no Agronegócio através da formação de núcleos de mulheres no âmbito das organizações, focando na valorização do trabalho delas, promoção social e da autoestima das mesmas.

2. Encontro com foco nos filhos:

Na segunda fase do Projeto, busca-se envolver as gerações mais jovens na empresa rural familiar. Para isso, são feitas demonstrações de tecnologias atuais aplicadas à gestão agrícola e pecuária, ressaltando-se as oportunidades de inovação presentes no contexto da agricultura digital.
Além de assegurarem a competitividade da organização, ao contribuírem com a modernização da gestão, as novas tecnologias do mundo digital representam o futuro, novas oportunidades na era da eficiência e da sustentabilidade bem como a participação do jovem na gestão da propriedade.

3. Visão de futuro e planejamento sucessório

Preparar um sucessor é fundamental para a continuação de um negócio familiar. Um estudo recente divulgado pelo Sebrae demonstrou que, ainda que grande parte das empresas no Brasil iniciaram como instituições familiares, apenas 33% conseguem chegar à segunda geração e 5% sobrevivem à terceira geração (1).
Nesse sentido, a 3ª Fase dos encontros é focada na gestão das empresas familiares, buscando embasá-la nos pontos fortes do negócio, entendendo que a criação da cultura de sucesso é um processo ativo.
Este ciclo visa a integração das áreas da empresa em torno de uma identidade cultural voltada aos valores e ao sentimento comum de história, visão e propósito. Ou seja, do compartilhamento de um legado, com o intuito de encontrarem-se consensos que permitam a continuidade do fluxo dos negócios.

4. Sucessão e gestão

A experiência tem demonstrado que problemas de sucessão em empresas familiares se originam principalmente no conflito de gerações e pela falta de habilidades necessárias entre os herdeiros.
O momento de transição raramente é simples, sendo uma das fontes mais comuns de conflito, tanto na família como nos negócios. Esse período delicado deve ser abordado com cuidado, adotando-se boas práticas de governança que ajudem a mitigar os riscos do processo sucessório.

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Sobre o Autor

Vanessa Sabioni

Graduada em Egenharia Agrônoma e Mestre em Fitopatologia pela Universidade Federal de Viçosa – MG. Atualmente cursa o MBA em Marketing ministrado pela Esalq-USP. CEO e Fundadora da Rede Digital AgroMulher.

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