terça-feira, outubro 23

Crenilda Neves: Uma vida dedicada à suinocultura

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Responsável por cada uma das ações da Associação Goiana de Suinocultura, gestora executiva Crenilda Neves é vista pelos associados como peça fundamental no desenvolvimento da atividade no Estado

O Programa Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), criado pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS, Brasília/DF), vem colhendo resultados positivos por todo o País. E, dentro dos Estados participantes, Goiás vem se destacando.

São diversas ações realizadas, como treinamentos, palestras, oficinas gastronômicas, entre outras, atingindo milhares de profissionais ligados às diversas frentes componentes da indústria da suinocultura, dentro da porteira e pós-porteira. Assim, o Estado se configura como aquele com o maior número de projetos no País, tendo como destaque ainda o treinamento de merendeiros e a inclusão da carne suína no cardápio escolar do município de Anápolis.

Por trás destas ações está a Associação Goiana de Suinocultores (AGS, Goiânia/GO), contudo, é importante frisar a participação de uma mulher em cada uma destas ações, responsável pela idealização e coordenação. Seu nome é Crenilda Neves.

Como ela se define? “Comigo não tem tempo ruim”, conta empolgada. Gestora executiva da AGS, Neves é responsável pelo setor administrativo, porém, não se limita a isso. Questões logísticas, financeiras, eventos e até mesmo limpeza quando necessário. “Faço de tudo um pouco, e amo o que faço”, revela.

Questionada sobre algum dia específico guardado na memória, relata: “Não tenho um momento, sempre é especial. Cada ação, cada evento realizado, para mim todo dia merece ser destacado”.

Nascida e criada na fazenda da família em Novo Brasil (GO), só foi ter contato com a atividade quando se mudou para Goiânia. Aos 22 anos e mesmo sem conhecimento na área, foi contratada pelo então diretor Financeiro da AGS, Leonardo Rosa, durante a gestão de Luiz Fernando Vitorino Borges. “No começo, era só uma sala, com uma mesa e um telefone”, recorda e continua: “No final dos anos 80, a suinocultura era bem precária em Goiás, tanto que, em quatro dias, não aguentei mais o trabalho, mas Rosa me manteve no cargo. Ele chegou a pagar do próprio bolso meu salário, pois a Associação, naquele tempo, não dispunha de renda”.

Os diretores foram se alternando, a Associação e a suinocultura no Estado cresceram e Neves, cada vez mais, se mostrava ávida pelo o avanço do processo, a consolidação da AGS. “Muitos comentam que sou como uma raiz na associação, pois a diretoria vai se alternando e eu continuo firme e forte”.

O ano de 1991 é o início de um período relembrado com satisfação pela gestora, quando Durval Monteiro Jr. assumiu a presidência da AGS: “Um grande empresário, a suinocultura do Estado cresceu consideravelmente durante sua gestão”, opina. Foi Monteiro Jr. o responsável por atribuir todas as diretrizes administrativas da Associação a cargo de Neves, relembra: “Ele me deu diversas oportunidades que possibilitaram o meu crescimento profissional dentro da atividade”. Juntamente com um grupo de 42 suinocultores, Neves montou a Cooperativa Industrial do Estado de Goiás, a Coopersuínos, e um frigorífico para abates, logo substituído pela integração.

Se desdobrando e seguindo o próprio lema de querer fazer sempre mais, Neves continua fundamental para a suinocultura em Goiás e encerra destacando a força da mulher para a atividade no Estado: “Temos aqui inúmeras veterinárias, produtoras, zootécnicas, enfim, mulheres que vão para o campo e batalham pela suinocultura”.

Texto originalmente publicado na edição de março de 2014 (ed. 83) da Revista feed&food, Editora Mulheres de Destaque.

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Sobre o Autor

Vanessa Sabioni

Graduada em Egenharia Agrônoma e Mestre em Fitopatologia pela Universidade Federal de Viçosa – MG. Atualmente cursa o MBA em Marketing ministrado pela Esalq-USP. CEO e Fundadora da Rede Digital AgroMulher.

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