sexta-feira, outubro 19

Conheça Naide Conceição Pereira, cafeicultora de Guapé (MG)

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Produtora fala de sua história, conta da experiência de arrancar cafezal e recomeçar do zero e do uso de um secador artesanal que mudou, para melhor, o trabalho na fazenda

Naide Conceição Pereira nasceu em Boa Esperança (MG). Morava na comunidade rural de Santa Barbara, em Guapé (MG), onde os pais, agricultores, trabalhavam com café e leite.

Cresceu no ambiente rural, mas se mudou com a família para a cidade quando tinha 11 anos, porém, sem nunca perder o contato com a agricultura.

Concluiu o segundo grau, fez magistério, mas nunca exerceu a profissão de professora. Em 2003, foi morar no sítio com meu esposo, o médico Gilton Luiz de Oliveira, que já tinha café na propriedade, de acordo com ela “uma lavoura muito ruim, arrancamos tudo, plantamos outra lavoura desde então só melhoras”

Atualmente, ela e o esposo tocam as lavouras: são 15 mil pés de café.

Nós entrevistamos esta grande mulher do agronegócio do sul do estado.

Você cresceu num ambiente familiar acostumada a trabalhar com gado e leite. Mas, pelo fato de ser mulher, teve alguma dificuldade a mais?

Morei na fazenda de meu avô até os dez anos de idade. Não tive dificuldades quando comecei a trabalhar com café. Só trabalho com café; leite não tenho experiência nenhuma.

Você nos contou que a lavoura era muito ruim quando foi morar na propriedade em 2003. Como foi essa etapa de recomeçar o cafezal? Valeu a pena arrancar e replantar o café?

A lavoura estava muito estragada, fizemos uma poda radical, não tivemos um bom resultado. Aí sim arrancamos e plantamos outra. Isso foi em 2008. Fui morar no sitio em 2003, mas a lavoura me foi entregue em 2004. Tudo que foi feito com ajuda técnica. Nunca fizemos nada sem orientação. Eu e meu marido sempre tomamos as decisões juntos e com a colaboração do meu pai José Sebastião Pereira. Também é muito importante a participação do agrônomo que nos orienta no sitio, Júlio César Barbom. Essa união de esforços, essa parceria é fundamental.

Vocês utilizam um secador artesanal muito interessante e diferente. Como ele ajuda no trabalho?

Nosso terreiro de checagem é pequeno. Todos os anos era a mesma história: chuvas, o café no terreiro, uma tortura. Um agricultor de Guapé tinha feito um secador. Quando conheci, não tive dúvidas. E foi a melhor decisão que já tomamos, o secador artesanal foi de muita ajuda. Secamos toda a produção em 15 dias. Secamos 180 sacas de café, no total foram 215 sacas, com o do chão. O secador agiliza a secagem e muito.

Qual a mensagem você deixa para as mulheres que têm se dedicado ao agronegócio? Vale a pena?

Que nunca desistam de seus sonhos pois eles se tornam realidade. Sejam persistentes, quando se trabalha em equipe não dá errado. A agricultura vale a pena sim, sou muito feliz com o nosso sítio. Além de ser lucrativo, ainda embeleza à sua volta.

(André Luiz Costa / Jornalista)

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Sobre o Autor

Vanessa Sabioni

Graduada em Egenharia Agrônoma e Mestre em Fitopatologia pela Universidade Federal de Viçosa – MG. Atualmente cursa o MBA em Marketing ministrado pela Esalq-USP. CEO e Fundadora da Rede Digital AgroMulher.

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