segunda-feira, agosto 20

Boas Práticas Agrícolas: Reentrada em Áreas Tratadas

Google+ Pinterest LinkedIn Tumblr +

Para aplicação de defensivos é necessário seguir a dosagem e a carência dos produtos, que são informações descritas no rótulo e que também devem ser orientadas pelo Responsável Técnico. Mas a legislação determina mais além disto. É necessário criar uma metodologia para informar trabalhadores e demais pessoas sobre a permissão de reentrada nas áreas recém tratadas.

Intervalo de reentrada é o período em que é proibida a entrada de qualquer pessoa em uma área recém pulverizada sem a utilização de EPI (Equipamento de Proteção Individual). Neste tempo logo após a pulverização podem existir moléculas dos produtos em suspensão no ar e/ou o produto aplicado ainda não está seco e, portanto, pode representar um risco à saúde das pessoas. A bula dos defensivos apresenta o intervalo de reentrada e também os EPIs determinados caso seja necessário entrar na área antes do vencimento da reentrada (normalmente são os mesmos EPIs utilizados na aplicação). Até mesmo os produtos biológicos (por exemplo, inseticidas que possuem em sua formulação algum tipo de Bacillus), possuem reentrada determinada.

A NR 31, normativa que estabelece as diretrizes para segurança e saúde no trabalho no campo, regulamenta em seu item 31.8 as normas relacionadas a agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins. Neste contexto determina como responsabilidade do empregador sinalizar as áreas tratadas, informando o período de reentrada; e fica vedado o trabalho em áreas recém-tratadas sem uso de EPI, até que o intervalo de reentrada termine.

A sinalização pode ser feita através de placas com as cores vermelho e verde. Vermelho indica proibição de entrada na área sem EPI (o intervalo de reentrada ainda não venceu); e verde significa a permissão de entrada na área. Pode ser ainda utilizada a cor amarela, que indica a carência do produto aplicado (o intervalo de reentrada passou, mas o alimento ainda não pode ser colhido e consumido). As placas podem ser alteradas pelo responsável pela pulverização ou pode haver uma só placa com as três cores e um ponteiro que indique a cor que prevalece no momento. O importante é sinalizar a área de forma visível e fazer um treinamento para informar aos trabalhadores sobre o significado das cores.

Compartilhar.

Sobre o Autor

Mírian Xavier

Engenheira Agrônoma formada na Universidade Federal de Viçosa e pós graduada em Gestão da Segurança dos Alimentos.

Deixe Seu Comentário