segunda-feira, novembro 18

AGTECHS: Uma análise do ambiente de negócio

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Expondo seu estudo de mestrado, Thiago Blanco mostra como está o nível de integração do ecossistema de Agtechs no estado no Paraná e a importância da tecnologia no Agronegócio.

Por Thiago Blanco

AGTECHS, O QUE SÃO?

Agtechs são empresas que promovem inovações no setor do agronegócio através de tecnologias aplicadas no campo, são startups do agronegócio. Elas atuam no setor agropecuário, alinhando tecnologia aos sistemas de produção, manejo, gestão, colheita, armazenagem, transporte, distribuição, processamento, comercialização, independentemente do nível institucional da cadeia do agronegócio.

A rápida e contínua expansão da população, num planeta com recursos naturais escassos, tem sérias implicações em quase todos os aspectos da vida humana. Dessa forma surgem questões que dizem respeito à saúde, ao envelhecimento, à demanda por habitação, acesso a alimentos, água potável, entre outras necessidades da população.

A IMPORTÂNCIA

O Brasil é um importante produtor e exportador de cereais, fibras e proteína animal. Além de possuir ao menos 100 milhões de hectares disponíveis para expandir a produção agropecuária, sem que isso represente entrar na Amazônia legal. Contudo, mesmo com potencial de expansão territorial para atividades do agronegócio, os custos e o tempo necessário para se atingir uma produtividade razoável com a tecnologia tradicional, serão inviáveis para atender a demanda por alimentos, que deve crescer na ordem de 70% até 2050.

Contudo, mesmo com potencial de expansão territorial para atividades do agronegócio, os custos e o tempo necessário para se atingir uma produtividade razoável com a tecnologia tradicional serão inviáveis para atender a demanda por alimentos, que deve crescer na ordem de 70% até 2050.

Além dos desafios já conhecidos como produtividade e custos, há diversos empecilhos estruturais e institucionais que influenciam negativamente para que o desenvolvimento das atividades do campo continue evoluindo com competitividade e correspondendo às expectativas da demanda mundial. Neste ambiente de extrema competitividade e incerteza, é que surgem as startups do agronegócio, conhecidas pelos termos Agtechs, Agritechs ou mesmo Agrotechs.

NO BRASIL

No Brasil as Agtechs é o segundo maior mercado de startups em âmbito nacional, com o total de 209 startups, representando 3,3% das 6.301 startups cadastradas no Startup Base. Atrás apenas do segmento de Educação (Edtech) com 7,7% do total ou o mesmo que 487 Edtechs. Em ordem decrescente, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estão entre os cinco estados com maior quantidade de Agtechs no Brasil, concentrando 155 (74,2%) das 209 Agtechs no Brasil.

A agricultura brasileira, sempre teve capacidade adaptativa quanto à busca por inovação, o potencial econômico do agronegócio brasileiro cria oportunidades para as Agtechs que apresentem uma proposta de valor e modelos de negócio que contribuam para as necessidades dos produtores rurais. Não é de hoje com as Agtechs, que a agricultura é inovadora, ela sempre foi uma força motriz da economia brasileira, isso se deve tanto a capacidade adaptativa do setor, quanto à busca por inovação das últimas décadas.

Para entendermos o campo de trabalho das Agtechs, podemos partir das práticas agrícolas atuais que formam a noção de “agricultura inteligente”, sendo elas apoiadas pela: biotecnologia, sensoriamento remoto, computação em nuvem ou internet das coisas.

O ESTUDO NO ESTADO DO PARANÁ

Segundo dados do MAPA e IBGE (2018), o Estado do Paraná é quinta maior economia do Brasil, o PIB de 2015 atingiu R$ 379,6 bilhões e o Valor Bruto da Produção (VBP) Agropecuária, em 2018, ficou na ordem de R$ 68,2 bilhões, uma representatividade de 12,1% frente ao VBP Nacional. Nesse contexto, o setor agropecuário apresenta elevado potencial econômico, criando oportunidades de negócio àquelas empresas que apresentam uma proposta de valor que vá ao encontro das reais necessidades do produtor rural.

O Paraná ocupa a terceira colocação com 25 Agtechs o que representa praticamente 11,9% no panorama nacional de Agtechs. As Agtechs paranaenses estão concentradas nas mesorregiões Norte Central e Sudoeste, totalizando 62,9% das Agtechs do Paraná, seguido pelas mesorregiões Metropolitana e Centro Oriental, consolidando 85,2% das Agtechs em operação no Estado.

As Agtechs paranaenses almejam segurança para operar. Tal atributo na ótica dos empreendedores é convergente ao conceito de Product Market Fit. Ou seja, eles demandam abertura ao mercado consumidor (produtor ou cooperativas) para testar e validar com mais agilidade suas hipóteses, e assim, desenvolver produtos que agreguem valor a cadeia produtiva do agronegócio regional.

OS RESULTADOS

De forma a desenvolver as Agtechs, são necessárias as ações de oferecer incentivos aos produtores rurais para adotar novas tecnologias, fomentar polos de inovação em parceria com universidades, investindo em pesquisa e abrir espaço para novos fundos de investimentos.

As Agtechs são um caminho viável para contribuir com a competitividade do agronegócio brasileiro, de modo a elevar a produtividade e segurança alimentar, sem prejudicar o meio ambiente e sustentabilidade das operações das cadeias agropecuárias.

Para ler o estudo completo acesse: AGTECHS: UMA ANÁLISE DO AMBIENTE DE NEGÓCIO PARANAENSE.

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Sobre o Autor

Paôla Mírian

Estudante de Agronomia, estagiária em marketing, conteúdo e SEO no Agromulher.

1 comentário

  1. Avatar
    Thiago Blanco (@thmblanco) em

    Obrigado por compartilhar os resultados do meu estudo @agromulher, eu sigo à disposição para contribuir com TODAS vocês, um forte abraço!!

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