Agronegócio: cadê o marketing de definição?

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Trabalho com agronegócio desde 2004 e confesso que algo vem me intrigando: a forma como muitas empresas do segmento se definem.

Não me refiro às denominações muito frequentes: “líder”, “uma das principais”, “especializada em” ou ainda “destaque no segmento X”. Se estas designações forem justas e verdadeiras, cabem às companhias usarem ou não, considerando aspectos estratégicos.

O meu questionamento concentra-se na própria atividade desenvolvida pelas indústrias de agronegócio. Muitas definições utilizadas procuram enquadrar estas empresas em segmentos que não refletem necessariamente a atividade que elas desenvolvem.

Outro dia, acessei o site de uma empresa e me causou estranheza quando observei que a mesma se definia como uma indústria do segmento de nutrição animal. O mais estratégico – e mais claro – seria enquadrá-la no setor de armazenagem, uma vez que ela fabrica equipamentos para tal finalidade.

O mesmo também ocorre em outros segmentos. Já acessei sites de fabricantes de ração que se enquadravam como companhias de saúde animal. Pergunto: não seriam de nutrição animal?

Talvez estas indústrias ajam desta forma com o objetivo de ganharem mais visibilidade, de se aproximarem ainda mais dos agropecuaristas. Mas, o fato é que acabam gerando uma grande confusão no mercado e entre os potenciais clientes.

Afinal, estas companhias perdem a essência e deixam de lado um artifício bem interessante: vender na própria definição delas o que elas realmente fazem, propiciando o rápido entendimento.

No atual mercado, com a concorrência ganhando espaço e se apoiando em novas e eficientes tecnologias, atentar-se ao marketing de definição é vital para a sobrevivência de qualquer empresa de agronegócio. Concordam?

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Sobre o Autor

Rodrigo Capella

Rodrigo Capella é Diretor Geral da Ação Estratégica, empresa de comunicação e marketing com ampla experiência no segmento de agronegócio. Jornalista e pós-graduado em Jornalismo Institucional, Capella é autor de diversos livros e artigos sobre comunicação e marketing. Já ministrou palestras, cursos e treinamentos sobre comunicação digital no Banco do Brasil, Novartis, Coelba, Produquímica e HJ Baker, entre outras empresas. Foi professor de comunicação digital da pós-graduação da PUC-PR, da UNA-BH e da Universidade Anhembi Morumbi-SP.

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