Agricultura familiar produz cerca de 80% dos alimentos do mundo, segundo a FAO

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Programa da FAO estimula o desenvolvimento sustentável e a sucessão familiar no setor

Textos originais:  Revista Exame, Canal Rural e FAO

Adaptação e edição: Marluce Corrêa Ribeiro

O programa “Década da Agricultura Familiar — 2019-2028”, criado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), chegou ao estado do Rio Grande do Sul e pretende alavancar o setor, estimulando o desenvolvimento sustentável e a segurança alimentar. 

O deputado federal Elton Weber, integrante da Comissão de Agricultura Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa gaúcha, afirma que é preciso reforçar cada vez mais a importância social, econômica e ambiental do segmento no contexto do estado e do Brasil.

O coordenador das Organizações dos Produtores Familiares do Mercosul (Coprofam), Alberto Broch, ressalta que de 70% a 80% dos alimentos produzidos vêm da agricultura familiar. “Queremos fortalecer, resgatar e afirmar, perante o Brasil e o mundo, a identidade da agricultura familiar”.

Sucessão familiar

Além disso, a iniciativa pretende trabalhar também a sucessão rural. “Aqui, 70% dos produtores gaúchos têm mais de 45 anos. Quase 50% deles estão acima dos 50 anos. Precisamos criar políticas para que o jovem permaneça no campo produzindo alimentos”, afirma o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva.

A ideia é que as ações sejam distribuídas em sete pilares. “A missão é gerar estabilidade dentro do território, produzindo agricultura limpa, com apoio muito forte do governo, sociedade civil e iniciativa privada. Falamos em soluções locais para problemas globais”, diz o representante da FAO no Brasil, Rafael Zavala Gomes.

No Mundo

Pouco mais de 90% das 570 milhões de propriedades agrícolas mundiais são geridas por famílias, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Essas propriedades são responsáveis por 75% de todos os recursos agrícolas globais. Isso representa quase 80% dos alimentos no mundo inteiro e também significa que as estratégias de desenvolvimento sustentável ambiental, social e econômico passam, necessariamente, por este setor produtivo.

Para a ONU, a agricultura familiar é um passaporte para erradicar a fome mundial e alcançar a segurança alimentar sustentável. Em 2014, no lançamento do relatório Estado da Alimentação e Agricultura, o então secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, reforçou a importância dos agricultores familiares para o desenvolvimento sustentável. “Eles gerenciam a grande maioria das propriedades agrícolas do mundo. Eles preservam recursos naturais e a agrobiodiversidade. Eles são o pilar dos sistemas de agricultura e de alimentação inclusivos e sustentáveis”, disse.

Foto: Pixabay

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Sobre o Autor

Marluce Corrêa Ribeiro

Filha de produtores rurais, técnica em agropecuária, jornalista e estudante de Agronomia.

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