A vida e a trajetória de uma das mulheres mais idosas em atividade no Agronegócio

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Uma história emocionante e um exemplo de vida

Que a presença de mulheres na liderança dos negócios é uma realidade no Brasil e no mundo, isso nós já sabemos. No agronegócio esta situação não é diferente.

Ao longo dos anos, as mulheres estão cada vez mais participativas e capacitadas profissionalmente para assumir e contribuir em funções que antes eram, na maioria, executadas por homens e, atualmente, a sua atuação de maneira ativa nas diferentes ocupações integra uma realidade cada vez mais crescente.

No presente artigo, abordarei de forma breve, a vida e a trajetória da “Dona Divina” – como é conhecida na pequena cidade de Taquarituba, no interior do Estado de São Paulo.

Nascida em uma família de origem humilde no ano de 1.931, Divina Ferreira da Silva, filha de agricultores que vieram da cidade de Ouro Fino, Minas Gerais, iniciou sua vida no campo muito jovem. Com apenas cinco anos de idade sofreu a perda de sua mãe e com nove anos se viu obrigada a trabalhar com seu pai no pequeno sítio que possuíam.

Apaixonada pelo que faz, “Dona Divina”, de 88 anos de idade, com a ajuda de uma de suas irmãs, inicia diariamente seu trabalho às 5hs. Juntas, elas possuem uma pequena criação de gado leiteiro para extração do leite e produção de queijos, sua principal fonte de renda e o que a mantem motivada por todos estes anos.

Desde criança fui obrigada a trabalhar e ajudar no sustento da minha família.

O dia a dia no campo, como bem relatou Andréa Oliveira, em seu artigo publicado no Portal Agromulher, em 18 de julho de 2017, no caso de agricultura familiar, em sua maioria, as famílias trabalham juntas no plantio e na colheita dos produtos, inclusive, em muitos casos, há a presença de mulheres agricultoras carregando seus filhos nos braços.

Não muito distante desta realidade e, em condições ainda mais precárias e sofrendo com a falta de recursos e incentivos financeiros, “Dona Divina” nunca se deu como vencida e isso fez com que seus esforços aumentassem cada vez mais.

A falta de estudos, de recursos financeiros, assim como, problemas de saúde não causaram desestímulo. Muito pelo contrário. Fez com que seus esforços servissem como combustível para seu crescimento.

Através de um processo rudimentar, “Dona Divina” e a irmã, Ivone, nunca tiveram empregados. Sozinhas, paralelamente ao processo de produção de queijos, sempre foram responsáveis por plantar e colher pequenas hortaliças que são vendidas no comércio da cidade, bem como do plantio que serve de alimento ao seu rebanho.

Com o passar dos anos e, com grande esforço, o fruto de seu trabalho lhe proporcionou a aquisição de alguns imóveis na cidade, com o objetivo de obter um complemento de renda através da locação dos mesmos.

A história de “Dona Divina”, assim como de diversas outras mulheres que vivem no campo e administram a vida de suas famílias através de um trabalho intenso, pesado e cansativo como este, nos faz valorizar o propósito da vida e nos inspirar, ainda mais, para que possamos seguir em frente com nossos planos e objetivos.

Neste mês de março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Parabéns à “Dona Divina” e para todas as mulheres que vão em busca dos seus sonhos e seus espaços, das que correm atrás, têm objetivos, desejos e, em muitas vezes, carregam o mundo em suas costas e não se dão por derrotadas, merecem todo nosso respeito, reconhecimento e admiração.

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