terça-feira, outubro 23

A redução de risco de mercado para pequenos e médios produtores

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No agronegócio, o risco geralmente está associado a fatores biológicos e geofísicos, como tempo, condições do solo, doenças, queimadas, dentre outros. No entanto, com o desenvolvimento e avanço de tecnologias, o risco de produção tem sido reduzido e aos poucos está deixando de ser um dos principais responsáveis pela saúde financeira dos pequenos e médios produtores.

No entanto, apesar do risco de produção ter sido reduzido pelo avanço de tecnologias, o risco de mercado deixou de ser um mero componente da gestão para se tornar uma ferramenta fundamental nos resultados e no fluxo de caixa das empresas de pequeno e médio porte do agronegócio. Atualmente, tem sido muito frequente tal produtor ser diretamente afetado com a diminuição de receita devido à oscilação de preços das commodities, podendo levar a empresa a resultados irrisórios ou falência, mesmo tendo executado todos os processos de produção de maneira eficiente.

Dessa forma, pode-se concluir que é de suma importância o gerenciamento de risco das commodities na administração de tais empresas desse setor. Atualmente, há inúmeras ferramentas de controle de risco que proporcionam um efetivo enfrentamento dos potenciais riscos aos quais as empresas de agronegócio estão expostas. O uso de derivativos para mitigação das oscilações de preços das commodities, através transferência do risco de mercado entre os diversos agentes do mercado é um dos principais aliados para o sucesso da safra e pode ser utilizado para fins de alavancagem (aumento de risco), como também para fins de hedge (diminuição de risco).

Os derivativos nas transações do agronegócio como hedge têm permitido que diversos produtores se protejam frente às variações no preço de seus produtos. A utilização de contratos que podem ser negociados no futuro ou através de opções permite que os pequenos e médios produtores possam travar o preço pelo qual venderão seus produtos. Tais ferramentas são essenciais para cobrir os custos e ainda permitir um aumento na margem de lucro.

Mesmo com os inúmeros benefícios proporcionados pela utilização de derivativos, muitos pequenos e médios produtores desconhecem tais ferramentas tão utilizadas pelos grandes players desse mercado. A falta de conhecimento sobre o emprego dos derivativos no gerenciamento de risco de preço no agronegócio tem ocasionado prejuízo e falência em diversas empresas.

Para concluir, é preciso combater a distância entre a realidade do agronegócio e o mercado financeiro, através o emprego de derivativos para que tais produtores possam trabalhar com uma menor volatilidade e previsibilidade de preços de suas commodities. Tal ação proporcionará que riscos sejam reduzidos e como também será um incentivo para investimentos na atividade, aumentando a produção, vagas de emprego e crescimento nesse importante setor da economia.

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Sobre o Autor

Débora Toledo

Advogada pela Puc-Rio, com especialização em direito tributário, MBA em Mercado de Capitais pela FGV/RJ. Possui em habilitção em mercado financeiro e é empreendedora no mesmo setor. Foi sócia em uma gestora para administração de recursos de famílias do setor de agronegócio. Assessora de Investimentos e Influenciadora digital de finanças para iniciantes, leigos e o mundo agro.

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